Atenção!

Olá, visitante visando melhorar a acessibilidade da página foram feitas algumas mudanças no layout da página, assim tornando a página mais leve e acessível ao uso de leitores de tela. Para encontrar todo arquivo de postagem da página é necessário navegar no arquivo que se encontra no rodapé da página. Obrigado pela atenção!

Retinose Pigmentar no facebook!

FAÇA PARTE VOCÊ TAMBÉM DA NOSSA PÁGINA E TAMBÉM DO NOSSO GRUPO NO FACEBOOK! Parcipando da nossa página e do nosso grupo você pode interagir com demais portadores de (Retinose Pigmentar). E ainda ficar por dentro das notícias relacionadas a doença.

NOSSA PÁGINA: ¨CLIQUE AQUI E CURTA¨



NOSSO GRUPO: ¨CLIQUE AQUI E PARTICIPE¨

Contato do adiministrador da página.

Olá, meu nome é Paulo Ricardo, tenho Retinose Pigmentar desde os 4 anos de idade.Criei esta página com o intuito de compartilhar informações relacionadas a RP, e principalmente com o objetivo de trocar experiências com demais pessoas com RP. Se você tem RP ou é um familiar, amigo de alguém que tenha RP e deseja entrar em contato comigo o meu email é pauloricardo012@gmail.com. Agora se você tem skype e quiser me adicionar o meu contato skype é:pauloricardo012@hotmail.com . Observação:Peço desculpa aos leitores por não interagir com vocês nos comentários, devido a dificuldade de navegar pela página usando o leitor de tela, fica difícil acompanhar os comentários, então peço que qualquer comentário direcionado a minha pessoa favor entrar em contato pelo meu email é o pauloricardo012@gmail.com

Olha se você descobriu a Retinose pigmentar a pouco tempo e queria ler um artigo completo abordando vários temas relacionados a RP, basta clicar no link abaixo.

CLIQUE AQUI E LEIA!

Pesquisar

Carregando...

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Deficientes visuais contam histórias de superação e talento.instituto de Araçatuba-sp


domingo, 14 de dezembro de 2014

Até 2020 o número de deficientes visuais poderá dobrar no mundo.


Segundo dados do IBGE de 2010, no Brasil, mais de 6,5 milhões de pessoas têm alguma deficiência visual, o que corresponde a 3,5% da população. Desse total: 528.624 pessoas são incapazes de enxergar (cegos); 6.056.654 pessoas possuem grande dificuldade permanente de ver (baixa visão ou visão subnormal). Outros 29 milhões de pessoas declararam possuir alguma dificuldade permanente de visão, ainda que usando óculos ou lentes.
A vida do deficiente visual é marcada também por uma luta por inclusão social, direito à educação e inserção no mercado de trabalho. Entre os problemas enfrentados diariamente por pessoas que possuem problemas de visão está a falta de acessibilidade, inclusive nas vias públicas e nos transportes urbanos. Mesmo nos grandes centros os investimentos em políticas públicas para promover o direito constitucional de ir e vir ainda são modestos e caminham lentamente.

Nos últimos anos, foram realizadas algumas adaptações na cidade de São Paulo, como faixas táteis nos pisos, com textura e cor diferenciadas, além de informações acompanhadas dos signos em Braille, mas a promoção da acessibilidade ainda engatinha numa das maiores cidades do mundo.

Sobre deficiência visual no mundo

A cada 5 segundos 1 pessoa se torna cega no mundo.
Do total de casos de cegueira, 90% ocorrem nos países emergentes e subdesenvolvidos.
Até 2020 o número de deficientes visuais poderá dobrar no mundo.
Com tratamento precoce, atendimento educacional adequado, programas e serviços especializados, a perda da visão não significa o fim de uma vida independente e produtiva.
* Dados World Report on Disability 2010 e Vision 2020
A Organização Mundial da Saúde aponta que, se houvesse um número maior de ações efetivas de prevenção e/ou tratamento, 80% dos casos de cegueira poderiam ser evitados. Ainda segundo a OMS cerca de 40 milhões a 45 milhões de pessoas no mundo são cegas; os outros 135 milhões sofrem limitações severas de visão.
Glaucoma, retinopatia diabética, atrofia do nervo ótico, retinose pigmentar e degeneração macular relacionada à idade (DMRI) são as principais causas da cegueira na população adulta. Entre as crianças as principais causas são glaucoma congênito, retinopatia da prematuridade e toxoplasmose ocular congênita.

O que é deficiência visual?

A deficiência visual é definida como a perda total ou parcial, congênita ou adquirida, da visão. O nível de acuidade visual pode variar o que determina dois grupos de deficiência:
· Cegueira - há perda total da visão ou pouquíssima capacidade de enxergar, o que leva a pessoa a necessitar do Sistema Braille como meio de leitura e escrita.
· Baixa visão ou visão subnormal - caracteriza-se pelo comprometimento do funcionamento visual dos olhos, mesmo após tratamento ou correção. As pessoas com baixa visão podem ler textos impressos ampliados ou com uso de recursos óticos especiais.

fonte: http://www.prograd.uff.br
Foto,Yesterday,Segundo dados do IBGE de 2010, no Brasil, mais de 6,5 milhões de pessoas têm alguma deficiência visual, o que corresponde a 3,5% da população. Desse total: 528.624 pessoas são incapazes de enxergar (cegos); 6.056.654 pessoas possuem grande dificuldade permanente de ver (baixa visão ou visão subnormal). Outros 29 milhões de pessoas declararam possuir alguma dificuldade permanente de visão, ainda que usando óculos ou lentes.
A vida do deficiente visual é marcada também por uma luta por inclusão social, direito à educação e inserção no mercado de trabalho. Entre os problemas enfrentados diariamente por pessoas que possuem problemas de visão está a falta de acessibilidade, inclusive nas vias públicas e nos transportes urbanos. Mesmo nos grandes centros os investimentos em políticas públicas para promover o direito constitucional de ir e vir ainda são modestos e caminham lentamente.

Nos últimos anos, foram realizadas algumas adaptações na cidade de São Paulo, como faixas táteis nos pisos, com textura e cor diferenciadas, além de informações acompanhadas dos signos em Braille, mas a promoção da acessibilidade ainda engatinha numa das maiores cidades do mundo.

Sobre deficiência visual no mundo

A cada 5 segundos 1 pessoa se torna cega no mundo.
Do total de casos de cegueira, 90% ocorrem nos países emergentes e subdesenvolvidos.
Até 2020 o número de deficientes visuais poderá dobrar no mundo.
Com tratamento precoce, atendimento educacional adequado, programas e serviços especializados, a perda da visão não significa o fim de uma vida independente e produtiva.
* Dados World Report on Disability 2010 e Vision 2020
A Organização Mundial da Saúde aponta que, se houvesse um número maior de ações efetivas de prevenção e/ou tratamento, 80% dos casos de cegueira poderiam ser evitados. Ainda segundo a OMS cerca de 40 milhões a 45 milhões de pessoas no mundo são cegas; os outros 135 milhões sofrem limitações severas de visão.
Glaucoma, retinopatia diabética, atrofia do nervo ótico, retinose pigmentar e degeneração macular relacionada à idade (DMRI) são as principais causas da cegueira na população adulta. Entre as crianças as principais causas são glaucoma congênito, retinopatia da prematuridade e toxoplasmose ocular congênita.

O que é deficiência visual?

A deficiência visual é definida como a perda total ou parcial, congênita ou adquirida, da visão. O nível de acuidade visual pode variar o que determina dois grupos de deficiência:
· Cegueira - há perda total da visão ou pouquíssima capacidade de enxergar, o que leva a pessoa a necessitar do Sistema Braille como meio de leitura e escrita.
· Baixa visão ou visão subnormal - caracteriza-se pelo comprometimento do funcionamento visual dos olhos, mesmo após tratamento ou correção. As pessoas com baixa visão podem ler textos impressos ampliados ou com uso de recursos óticos especiais.

fonte: http://www.prograd.uff.br,

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

terapia genética poderia ajudar milhares de pessoas cegas.


terapia genética poderia ajudar milhares de pessoas cegas
A forma radical de terapia genética, que remodela células do olho em receptores de luz pode ajudar a restaurar a visão de pessoas que são completamente cegos.
Em testes iniciais em cães cegos com uma doença hereditária semelhante à retinite pigmentosa condição humana (RP), os animais foram capazes de dizer a diferença entre a piscar luzes e não intermitente.
Blind Mice dado o mesmo tratamento foram capazes de percorrer um labirinto, bem como os ratos normais.
A nova abordagem cria fotorreceptores de substituição a partir de células que normalmente não reagem à luz. Os ensaios clínicos em seres humanos com doenças degenerativas dos olhos poderia seguir.
O tratamento "híbrido", publicado na revista Proceedings Journal of the National Academy of Sciences, envolve um gene que altera as células não-sensíveis à luz e um "photoswitch" química injetada. Professor Ehud Isacoff, da Universidade da Califórnia em Berkeley, disse: "O cão tem uma retina muito semelhante à nossa, muito mais do que os ratos, por isso, quando você quiser trazer uma terapia visual para a clínica, você quer primeiro show que que funciona num modelo animal de grande porte
"Nós já mostramos que podemos entregar a photoswitch e restaurar a resposta à luz para a retina cega no cão, bem como no mouse. Podemos reanimar a retina cão. "
O novo tratamento emprega um vírus para inserir um gene em células normalmente não-sensíveis à luz que lhes dá o potencial para "ver".
O gene produz uma proteína que actua como um bloqueio. Quando a chave molecular desde o interruptor de fotorreceptores é inserida na fechadura, sensibilidade à luz está ligada.
No entanto, uma nova injecção do photoswitch tem de ser feita a cada semana para manter o seu efeito.
A terapia é dito ser promissora porque, embora as doenças tais como RP destruir células fotossensíveis do olho, as outras células da retina são muitas vezes deixadas intactas.
Em testes com ratos, o gene foi inserido com sucesso em quase todos os milhão ou mais células ganglionares da retina do roedor. Os cientistas também estão olhando para ver se o photoswitch pode ativar outros tipos de receptores, incluindo algumas que possam permitir a percepção de luz mais fraca.
A terapia é um de uma série de potenciais tratamentos para a cegueira em estágios iniciais de desenvolvimento, dois dos quais produziram resultados experimentais promissores deste ano.
Em outubro, os cientistas de os EUA empresa Ocata Therapeutics mostraram que as células da retina derivadas de células-tronco poderia seguramente ser implantados em pacientes e melhorar a visão em alguns casos.
No início deste ano, os cientistas da Universidade de Oxford elogiou os resultados dos ensaios de uma terapia genética para choroideremia, uma causa hereditária rara de cegueira que afeta uma em cada 50 mil pessoas.
Inserção de um gene chamado faltando REP1 impedido progressão para cegueira e levou a melhorias dramáticas na visão de dois homens em um estágio avançado de perda de visão.
RP afeta cerca de 25.000 pessoas no Reino Unido e, pelo menos, dois milhões em todo o mundo.
Cerca de um em cada 80 da população transporta um dos genes defeituosos que causam a doença.
http://www.scotsman.com/…/gene-therapy-could-help-thousands
www.scotsman.com, scotsman.com

sábado, 6 de dezembro de 2014

Eu estou curado!


Durante muito tempo da minha vida procurei não olhar nos olhos da minha deficiência visual. Tratava do assunto com indiferença, como quem tenta "varrer para debaixo do tapete" aquilo com o que não sabe conviver. Eu, familiares e amigos vivíamos num "faz de conta" em que fingíamos que tudo estava normal e que não havia nada de diferente comigo, obviamente uma quimera.
Os bons pais sempre querem o melhor para os filhos. Como os meus são excelentes, buscaram me fazer ter muita autonomia e a encarar tudo de peito aberto - o que demorei um pouco para aprender. Tratar alguém com deficiência desse jeito, naquela época era considerado "prafrentex" demais e lembro que muita gente achava que eu devia ficar escondido em casa como um peixinho no aquário. Ufa, eles não fizeram isso! Me tratavam como uma "criança normal".
Eu sempre respeitei e admirei o modo como eu fui criado, mas algumas coisas foram um pouco difíceis e por caminhos tortuosos. Para eles, eu seria mais feliz se ficasse curado e fosse "normal". Isso me trouxe algumas sensações péssimas e uma meia duzia de histórias engraçadas. Quando eu era criança não entendia muito bem tudo aquilo, mas sabia que eu parecia ter "algo errado".
Quando se tem alguma deficiência até as pessoas querem encontrar uma "cura" para ti a todo custo. Elas sempre conhecem "alguém que pode curar tua doença" ou pior "conhecem um remedinho que é batata... receita da vovó". Nem vou mencionar aqui que quase todo mundo me pergunta se "tem uma cirurgia que te cure? um óculos não resolve? já consultou outros médicos ou tratamento no exterior? Isso daria muito pano para manga e não é o meu foco aqui.
Eu respeito as pessoas que tem fé no plano transcendental e seus tratamentos possam me fazer enxergar normalmente, mas me dou o direito de não gostar muito desse tipo de coisa. Também deixarei de lado os "pastores e missionários" que me param na rua dizendo que esse "defeito" que eu tenho é "falta de jesus", quer dizer então que deficiência é pecado? Se eu disser o que eu penso dessa gente, processo na certa. Porém, muita gente se sente inferiorizada e triste com esse tipo de estigma.
Pior que isso, são os sujeitos que deliberadamente se aproveitam da fé alheia. Inventam histórias mirabolantes de gente que levanta da cadeira de rodas e sai andando ou cegos que voltam a enxergar. Fazem "consultas",  "remédios", infusões, chás e tantas outras coisas. Dizem que tem o dom dado por Deus, mas o contraditório é que a maioria cobram e caro para ser o "emissário do Senhor". 
Os pais, avós irmãos e amigos de quem tem deficiência não fazem ideia da "tortura" que é para a maioria de nós - ainda mais quando crianças - ir semanalmente aos curandeiros de plantão. No meu caso, ainda tenho muito vivo todo o sofrimento que eu sentia. Eu e meus pais íamos sempre cheios de esperanças de que tudo daria certo, e ao fim de tudo, era só um acumulo de decepções e desencantos. 
Ainda trago na memória a sensação de ser constantemente "preterido" por Deus, pois  tanta gente conseguia o que queria e eu não. Muitas vezes me perguntava: Porque comigo? o que eu fiz de tão errado para não dar certo? Além é claro, da sensação de desamparo e de ficar ainda mais triste vendo a decepção dos meus pais.
Muitos foram os métodos e tratamentos mirabolantes para curar minha baixa visão, foram tantas que muitas eu nem me lembro mais. Já tomei suco de couve em jejum, chá com sabor de sabonete, isso quando não tinha o tradicional banho de arruda ou de passarem um galo preto no meu corpo. Isso tudo parece meio estranho, mas a gota d'água que me fez dizer chega foi quando eu tinha uns vinte anos, período em que eu tinha cabelos até a altura dos ombros com lindos cachinhos. 
O tratamento consistia em uma compressa colocada nos olhos cujos ingredientes principais eram ovos de galinha e argila derretida em chá de camomila. Pois bem, eu fiz isso durante um tempo - contrariado é claro -, até que um dia a tal mistura vazou e encharcou meu lindo cabelo. Resultado, fiquei fedendo a ovo por umas duas semanas (não, nem banho adiantou). 
Essa foi uma parte engraçada de todo o drama que eu vivia, mas que me fez botar um ponto final naquela maluquice toda. Eu já estava realmente cansado de tentar de tudo e sempre dar errado, decidi que era o fim do meu calvário da cura.
Pouco tempo depois, minha vida tomou outros rumos e eu passei por uma série de discriminações e preconceitos  quando ainda tentava alavancar a minha carreira como professor de história. Depois de momentos bem difíceis em que eu achava que deveria mesmo desistir de tudo, comecei a refletir e pensar sobre o que eu poderia fazer para me reconstruir e fazer a minha parte para que ninguém mais passasse o que eu passei. Descobri o amor pela vida acadêmica e que era a docência nesses espaços que eu queria para o resto da vida, mais que isso, ser sempre um pesquisador-ativista.
Depois de tantos percalços, percebi que sou feliz por causa da deficiência,  e não apesar dela. Se eu tenho uma carreira em ascensão e de relativo sucesso como acadêmico e como audiodescritor consultor, devo isso a ela, se tive a chance de ter um apartamento, de ter um casamento tão bom, de viajar, de ter amigos queridos que eu amo tanto, foi por conta do que a baixa visão me proporcionou.
Nem sempre foi assim, mas atualmente trato a deficiência como um dom - tomando emprestado o conceito de Borges - adquirido e construido. Não me sinto mais defeituoso, unicamente caracterizado como alguém que tem olhos que não enxergam bem. Não me vejo limitado ou amarrado ao fracasso, mas sim, livre para um mundo de possibilidades. Os problemas e as dificuldades existem sim, mas quem não as têm? 
Depois de tanto tempo, acabei descobrindo que não foi nenhum curandeiro, pastor, padre, nenhum chá, infusão ou compressa de argila com ovo de galinha que fez esse "milagre". Sim, EU ESTOU CURADO! Me libertei das correntes dos estereótipos, estigmas e baixas expectativas. Afinal, nem a baixa visão ou o céu são meus limites. A baixa visão não foi o meu fim, mas um belo e venturoso começo...

Felipe Mianes

Fonte:http://arteficienciavisual.blogspot.com.br/2013/06/eu-estou-curado.html?m=1

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Bengala verde para a pessoa com baixa visão.

Imaginem a cena: você visualiza de longe alguém se utilizando de uma bengala, caminhando devagar por uma calçada movimentada de uma grande cidade. A pessoa se aproxima de um cruzamento e você instintivamente acelera o passo, objetivando ajudá-la a concretizar a travessia daquelas ruas com trânsito denso e complexo. Surpresa! Ao perguntar à sua mais nova companhia qual o seu destino, a resposta é o caixa eletrônico, isso mesmo, aquele para onde você também está seguindo. Bem, essa não é a última novidade do dia. Chegando lá, você observa perplexo a pessoa, que acabou de receber sua ajuda, interagindo com a máquina. Ela vê os números, demora muito, mas pega o dinheiro, conta as notas e guarda na carteira.
Pois é, estamos falando de uma possibilidade real. Mas sem estresse, o personagem bengalante de nossa historinha não se trata de um cego falso, ou como se fala na linguagem do futebol, de um gato. Logo, se o caso fosse verdade e tivesse ocorrido com você, não seria nenhuma pegadinha de programa de televisão. 
A coisa é bem mais séria, pois estamos falando de uma pessoa com baixa visão que em situações como a que acabamos de contextualizar, e em tantas outras, acaba passando por constrangimentos, de toda ordem, desde piadinhas despropositadas, até insultos de quem nem tenta entender o que está acontecendo e já se considera ludibriado.
Existem alternativas simples e bastante eficientes. Em alguns países, a ideia é que essas pessoas possam se utilizar de uma bengala com outra cor, no caso verde, o que faria com que qualquer cidadão soubesse de imediato ao oferecer uma ajuda, enfim ao interagir, que não se trataria de um cego total. Aqui no Brasil a ideia também é que a sinalização se dê a partir de uma bengala verde.
A questão, porém, é que mesmo que as pessoas com baixa visão troquem suas bengalas, com adesão total ao verd eserá que a população saberia entender esse novo símbolo? 
Não vou poder avançar, trazendo uma multiplicidade de variáveis que perpassem a baixa visão, ou visão subnormal. O fato concreto é que uma pessoa pode ver bem determinada coisa, e ser cega para tantos outros contextos. Isso somado à desinformação geral da população, e por muitas vezes da própria pessoa com deficiência, que reluta inclusive em aceitar a bengala, nos apresenta um cenário preocupante e totalmente invisível aos olhos de nossos gestores públicos, da mídia, e por consequência, de toda a sociedade.
Com esta coluna, não pretendo resolver o problema, mas espero poder ter conseguido lhes apresentar um problema. Quando a sociedade se encontra cega diante de uma demanda social, um dos bons colírios para dar início ao tratamento é, sem dúvida, a informação.
Me atrevendo a brincar um pouco de oftalmologista social, também receitaria uma boa ‘pomadinha de proatividade, misturada com indignação'. Sabendo do problema, não dá só para se lamentar e buscar culpados. Todos podem, à sua maneira, propor e viabilizar alternativas, a indignação, somada à vontade de fazer, tem por resultado a atitude e a transformação da realidade. . Então vamos lá pessoal é neste mês de dezembro que vai ser lançada no brasil a bengala verde para as pessoas com baixa visão, então pessoal vamos aderir a esta pratica quebrar a resistência ao uso de uma bengala e quebrar este estereótipo de quem usa uma bengala é uma pessoa frágil e coitadinha.Mais informações sobre o lançamento da bengala verde no site do Grupo Retina SP www.retinasp.org.br.

Carlos Ferrari

Fonte:http://www.dgabc.com.br/Noticia/468980/bengala-verde?referencia=buscas-lista

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Campanha Bengala Verde.

VENHA DE VERDE!
Dia 13 de Dezembro (sábado)

Caro afiliado,
No próximo dia 13 de dezembro, no verde do Parque Trianon, todos juntos, instituiremos a Bengala Verde para as pessoas com baixa visão. Sua participação será de suma importância para juntos iniciarmos nossa campanha de conscientização da população sobre a baixa visão, aproveitar para nesse momento apresentar a bengala verde e informá-los o porque da bengala verde.
O evento terá inicio às 10 horas e encerramento previsto para 13 horas. O Parque Trianon fica na Av. Paulista em frente ao MASP, na Estação de Metrô Trianon Masp.
Mais informações sobre a campanha e como adquirir a sua bengala verde entre em contato conosco ligando para nossa sede 5549.2239 ou retinasp@retinasp.org.br.

Participe! Todos juntos de verde!

Maria Julia da Silva Araujo
Grupo Retina São Paulo

O que é baixa visão?
Ter baixa visão significa enxergar bem menos que as pessoas normais, mas não ser cego. Para sermos considerados pessoas com baixa visão temos de ter a acuidade visual igual ou menor que 20/200 e o campo visual menor que 20 graus no melhor olho e após todos os procedimentos clínicos, cirúrgicos e de correções com lentes.
Quer dizer, que temos dificuldade em reconhecer fisionomias, ler placas de ruas, letreiros de ônibus, atravessar ruas, e em certos casos a claridade, tanto o excesso quanto a falta dela nos prejudica ainda mais. Profundidade e lateralidade são coisas que muitos de nós com baixa visão sequer conhecem. Ou seja, nossa vida não é fácil, mas todos os dias, estamos nas ruas, frequentando escolas que na maioria das vezes não estão preparadas para nos receber, estamos trabalhando utilizando recursos nem sempre adequados.

Por que a Bengala Verde?
Somos repetidamente confundidos com pessoas cegas, quando fazemos uso da bengala branca que nos auxilia muito na locomoção, ou com alguém com problemas mentais por demorarmos um pouco a mais para tomarmos decisões sobre que alimento pegar na fila do quilo, por exemplo. E pior de tudo, quando usamos a bengala,e utilizamos transporte coletivo o que é a nossa realidade diária e somos contemplados com o uso do banco preferencial par o qual temos o direito garantido, mas depois tiramos de nossos bolsos ou bolsas um celular ou livro e resolvemos usa-los porque nosso resíduo visual nos permite que usemos. Daí, prepare-se para tentar explicar a quem lhe cedeu o assento e aos que estão ao redor que você não é uma pessoa de mau caráter, tentando se passar por cego, mas sim uma pessoa com baixa visão, já que nossos olhos podem não aparentar ter qualquer problema .
E, é por estas e muitas outras razões que estamos lançando a Campanha Bengala Verde, onde as pessoas com baixa visão passarão a utilizar bengalas na cor verde o que nos diferenciará dos cegos.
Através de uma campanha maciça junto à sociedade, esperamos conscientizar o povo sobre nossa existência, importância produtiva, nossos deveres e principalmente nossos direitos.

Participe! Divulgue nossa causa.
Grupo Retina São Paulo
www.retinasp.org.br/bengalaverd

sábado, 29 de novembro de 2014

Esta retinose é mesmo uma coisa muito curiosa.


Essa retinose é uma coisa curiosa. Enche nossas vidas de contradiçoes.    
Eu tenho visao suficiente para assistir televisao, mas essas letrinhas e pequenos icones do smartphone nao ha mais oculos suficiente no mundo que me faça enxerga las.     Mas graças a Deus pessoas inteligentes pensaram em pessoas como eu e inventaram os leitores de tela. 

Andando em um parque em dia de sol, minha cegueira periferica pode passar despercebida pela maioria das pessoas. Porem, se eu entrar em uma sala de cinema , se eu nao tiver a abençoada ajuda de alguem, a cegueira se manifestará.     Sem dó e nem piedade, cruel! 
Em algumas situaçoes, dependendo da luminosidade do ambiente, dependendo do contraste, dependendo da calçada ser larga e sm buracos rsrs( sonho!) .... E assim vai... Ora la, ora ca...
E qdo e, se vier a cegueira total. Porque até nisso a retinose causa essa incerteza... Tem quem fique totalmente cego... Porem outros chegam longe com a visao central preservada. Qual sera o meu caso? Só Deus sabe!

Por tudo ser tao incerto, eu me preparo emocionalmente para qualquer situaçao.essa preparacao e adaptacao é necessaria para que a doença nao nos cause tanta tristeza.
E é o fim?
Tem quem nao concorde, mas pra mim nao é o fim mas sim, o começo de uma vida com novas experiencias, novas formas de perceber o que antes se percebia com o sentido da visao.
Assim, usar bengala para se locomover, usar os leitores de tela ou uma lupa pra ler e tantos outros recursos que hj temos disponiveis, alem de se constituirem novas experiencias, nos conectam ao mundo .  E é essa conexao que nos permite fazer o que faziamos antes de perder a visao  , poren agora, de uma nova forma!

Autora: Rafaela plachta