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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Definiçóes sobre a Retinose pigmentar.


A retinose pigmentar é uma degeneração progressiva dos fotorreceptores retinianos, que são as células sensíveis à luz. O paciente vai perceber alterações do seu campo visual, dificuldade de adaptação ao escuro (cegueira noturna) e diminuição da visão.
Ela é hereditária, embora em 42% dos casos não possamos confirmar a presença familiar da doença.
Estima-se que no Brasil existam cerca de 40 mil pessoas com retinose. Ela costuma aparecer entre os 10 e 20 anos, mas pode surgir mais cedo. Existe uma forma mais grave, congênita. As primeiras manifestações são alterações do campo visual e cegueira noturna.

Geralmente, a visão frontal (central) permanece boa até as fases tardias da doença.
As pessoas se preocupam muito com o tipo de atividade que exercem, com medo de que o esforço ocular possa agravar a doença. Não, isso não ocorre: nenhuma atividade, física ou intelectual, vai fazer sua visão piorar.
O paciente de retinose tem muito medo de vir a ficar cego, mas é importante que ele saiba que a doença progride lentamente, durante 30-50 anos, sem nenhuma perda súbita de visão ou ataque repentino de cegueira. Assim, desde que a retinose costuma aparecer, entre os 10 e 20 anos, a maioria dos pacientes jamais ficará totalmente cega.

Às vezes, a visão piora devido à catarata, o que ocorre em 50% dos pacientes. Nesse caso,indica-se a extração cirúrgica da catarata, com implante de lente intra-ocular.
Uma outra grande preocupação dos portadores de retinose é quanto à possibilidade de ter filhos com a doença, pois se trata de doença hereditária. Esse risco existe, mas há alguns aspectos que merecem ser analisados com mais cuidado.
Somente os pacientes com o tipo autossômico dominante têm o risco imediato de passar a retinose aos filhos. Mas esse tipo de herança representa, felizmente, menos de 20% do total dos doentes.

Concluímos que aproximadamente 80% dos acometidos de retinose não correm esse risco, embora o gene seja passado a todos os filhos e filhas (no tipo autossômico recessivo) e o homem com a doença do tipo recessiva ligada ao sexo passe o gene somente às suas filhas. É necessário, pois, que o paciente com retinose evite casamentos consangüíneos.
Por quê? Porque genes patológicos têm maior probabilidade de juntarem-se quando a união se dá entre aparentados. Portanto, esse risco cresce com a proximidade consangüínea: se o portador da retinose tem cônjuge não consangüíneo, as chances de o casal ter um filho afetado são de menos de 1%; já o casamento entre primos em primeiro grau eleva a probabilidade para 32%.

Esse cuidado está intimamente relacionado com a prevenção da retinose pigmentar, evitando que a doença se manifeste nas gerações seguintes. Portanto, não se esqueça: nada de se casar com parentes!.( Fonte: Dr. Elizabeto Ribeiro Gonçalves).
Até o momento não existe tratamento realmente eficaz para retinose pigmentar. Estudos demonstraram que os pacientes que utilizaram palmitato de vitamina A “pioraram menos” do que os pacientes que não o usaram.
Entretanto, essa diferença foi observada por meio do exame de eletrorretinograma, mas não foi significativa na vida prática do paciente.

Outra substância estudada é a luteína, que mostrou ter ajudado no campo visual desses pacientes, conforme estudo realizado recentemente na Inglaterra.
A terapia genética com utilização de vetor viral consiste em uma linha de pesquisa lógica, pois, por meio da utilização de um vírus, é possível fazer a correção genética desses pacientes. Talvez essa modalidade de tratamento possa oferecer melhores resultados na
fase inicial da doença, modificando o seu curso. Uma empresa americana, Neurotech, desenvolveu um implante – do tamanho da ponta de um lápis – que é colocado dentro do olho do paciente e libera o chamado fator neurotrófico (substância que estimula o funcionamento das células neurais), que está sendo testado em pacientes com retinose, com expectativa de ser lançado nos próximos anos.

Outra linha de pesquisa é o implante de microchip na retina (também conhecido como olho biônico ou retina artificial). Dois grupos principais lideram essa pesquisa, um nos Estados Unidos e outro na Alemanha. Atualmente, esses implantes estão sendo colocados em pacientes com retinose e que já não possuem mais visão (somente percepção luminosa), para testar a segurança do procedimento e se realmente o aparelho forma imagem.
Os resultados iniciais são promissores e a nova geração desse implante, capaz de formar uma melhor resolução de imagem, será lançada no próximo ano para testes.

Acreditamos que, também em breve, esses implantes estarão disponíveis comercialmente e poderão beneficiar o grupo de pacientes com retinose mais grave.
A grande promessa do tratamento da retinose é a terapia celular por meio da utilização de células-tronco. Diversos estudos utilizando células-tronco de diferentes fontes, com o objetivo de resgatar a visão e tentar restaurar as camadas da retina tanto estrutural como
funcionalmente, estão em andamento. A maioria dos estudos foi experimental (feitos em animais com retinose pigmentar induzida geneticamente) e demonstraram resultados positivos.

Iniciamos os estudos em parceria com a USP de Ribeirão Preto da utilização de células tronco derivadas da medula óssea para tratamento da retinose pigmentar.

As noticias sobre este estudo estão disponíveis em nosso site.

Dr. Rubens Camargo Siqueira –




© Design/Tecnologia:MegaDados

2 comentários:

  1. poxa eu tenho retinose pigmentar , intão posso usar o colirio RESCULA

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  2. sou do ESTADO DE RONDONIA CIDADE CACOAL TELEFONE 69-92735014

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