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sábado, 2 de abril de 2011

Portadora de Retinose pigmentar coloca chip e volta a enxergar.

Ivoti - A vida de Betina Auler, 46 anos, passou a ser novamente iluminada, desde o dia 24 de novembro de 2010, quando se submeteu a uma cirurgia para implantar um chip na retina do olho esquerdo. A ivotiense perdeu a visão poucos meses antes da formatura de 2.º grau, aos 18 anos, por causa de uma doença genética chamada retinose pigmentar. No último dia 16 de março, familiares e amigos a receberam com alegria no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre. Betina retornou, após seis meses de tratamento na cidade alemã de Tübingen. Ela foi a única voluntária das Américas a ser selecionada para o grupo submetido à pesquisa e aos primeiros procedimentos cirúrgicos, tudo gratuitamente. "Tive a felicidade de ser escolhida dentre uma extensa lista de candidatos", orgulha-se. O desafio dela agora é se acostumar ao equipamento para recuperar gradativamente a capacidade de enxergar o mundo, mesmo que seja só em preto e branco.

Adaptação rápida

A operação de Betina Auler demorou mais de dez horas e foi feita com anestesia geral. A ivotiense teve alta dez dias depois e passou por um período de testes para usar um aparelho eletrônico. A jornada posterior foi de consultas com os especialistas para adaptação ao equipamento. A ivotiense chegou de volta ao Brasil no último dia 16 de março. "Minha adaptação foi rápida e nem sinto o chip no olho. Tem um fio que liga o circuito ao cérebro. Quando ligo o aparelho portátil, consigo enxergar. É como se desse um flash ao ser acionado e uma pequena janela se abrisse em preto e branco. Ainda estou me acostumando a lidar com os contrastes", explica. Betina já testou um outro equipamento menor. "É para facilitar os movimentos. O aparelho que uso agora é muito sensível", justifica.

"É a realização de um sonho"

Antes da implantação do chip, Betina Auler foi submetida a uma bateria de exames, além de uma cirurgia de catarata. "Para ser apta, é necessário atender a uma série de requisitos clínicos. E catarata é uma das sequelas da doença", ressalta Betina, que quer contar aos sobrinhos como ela os enxerga. "Estou consciente de que não vou recuperar a visão 100%, mas só isso já é a realização de um sonho." O oftalmologista Marcelo Allgayer diz que a retinose pigmentar é uma doença degenerativa progressiva, que provoca a morte das células escuras do olho.

Ajuda de amigos e familiares

Betina Auler é grata a uma série de anjos da guarda que foram fundamentais para conseguir realizar a cirurgia, além da equipe médica da Universidade Klinikum Tübingen. A ideia de se candidatar ao tratamento revolucionário surgiu após a indicação da amiga Hildegard Mohrbach, que viu uma reportagem sobre a técnica na Alemanha. A mãe Liselotte Auler, 66, também passou quatro meses em solo alemão para acompanhar de perto o tratamento da filha.

SAIBA MAIS

O primeiro grupo a participar da experiência teve 11 candidatos selecionados de vários países

Betina Auler fez parte de uma segunda fase, junto com outros oito pacientes voluntários. Ela foi a única selecionada das Américas. "Fui contemplada por falar alemão, já que eles não aceitam tradutores", reforça a paciente

A técnica revolucionária foi desenvolvida pelo médico Eberhard Zrenner, enquanto a cirurgia dela foi feita por Karl Ullrich Bartz-Schmitz

O implante do chip é exclusivo para portadores de retinose pigmentar

A paciente terá a visão parcial recuperada apenas no olho esquerdo
O chip implantado tem 3 x 3 milímetros de superfície

FONTE http://www.diariodecanoas.com.br/site/noticias/geral,canal-8,ed-60,ct-194,cd-312174.htm

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