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terça-feira, 31 de maio de 2011

Células-tronco da pele podem regenerar retina

Cientistas do Instituto de Pesquisa Schepens Eve, nos Estados Unidos, conseguiram pela primeira vez regenerar grandes áreas danificadas da retina com uso de células-tronco pluripotentes induzidas (derivada de outra célula-tronco que não a embrionária) da pele. No estudo da equipe americana, publicado no periódico Plos ONE, os pesquisadores constataram melhora na visão de cobaias submetidas ao procedimento. A técnica pode ser o passo inicial para novos tratamentos de doenças da retina em seres humanos, a exemplo da degeneração macular, da retinose pigmentar e da retinopatia diabética.

Com a manipulação de células-tronco pluripotentes induzidas da pele, a equipe americana estimulou a regeneração das células da retina em ratos, conseguindo devolver parte da visão aos animais em menos de dois meses. O uso desse tipo específico de células pode trazer ainda benefícios práticos à implementação de futuros tratamentos, uma vez que elas não estão envoltas em questões éticas, emocionais e políticas associadas ao uso de tecido embrionário humano.

Atualmente, males como a retinite pigmentosa e a degeneração macular relacionada à idade são as principais causas de cegueira irreversível nos países ocidentais. Nessas doenças, as células da retina começam a morrer e, com elas, o olho perde sua habilidade de capturar luz e transmitir essa informação ao cérebro. Uma vez destruídas, essas células têm uma capacidade reduzida de regeneração – assim como qualquer outra célula do sistema nervoso central.

"A regeneração desse tecido com uso de células-tronco é nossa melhor esperança para o tratamento e, no futuro, a cura desses pacientes", diz Michael Young, um dos coordenadores do estudo e pesquisador do assunto há mais de uma década.



FONTE:http://veja.abril.com.br/noticia/saude/celulas-tronco-da-pele-podem-regenerar-retina

Equipamento devolve visão a cegos.


Um aparelho permite que pessoas cegas por causa de degenerações da retina vejam flashes de luz, imagens borradas e distingam cores. O dispositivo, conhecido como Argus II, é fabricado pela empresa norte-americana Second Sight, e sua comercialização na Europa foi aprovada em março.

O aparelho é similar aos implantes usados em pessoas com deficiência auditiva, que captam o som por um microfone e convertem os sinais em impulsos elétricos.

No caso da retina artificial, uma microcâmera de vídeo nos óculos captura imagens e as converte em sinais elétricos, que são enviados aos óculos por um cabo.

Esses sinais são transmitidos, sem fio, para um microchip no olho do paciente. Eles são enviados ao nervo óptico e depois ao cérebro. Segundo a empresa, o implante é imperceptível e a cirurgia para colocá-lo dura três horas. O aparelho custa US$ 100 mil (R$ 163 mil).

Testes

Nos EUA, o aparelho está sendo testado em pacientes na Universidade Johns Hop-kins, em Baltimore. É o caso do eletricista aposentado Elias Konstantopoulos, 72, que nasceu na Grécia, mas hoje mora nos EUA.

Ele perdeu a visão por causa de uma doença degenerativa e hereditária chamada retinose pigmentar.

Em 2009, Konstantopoulos começou a fazer parte de um estudo sobre o aparelho.

Agora, ele põe os óculos todos os dias e enxerga as luzes de um carro passando na rua e se orienta em um quarto pela luz da janela aberta.

"Sem o aparelho, não vejo nada. Com ele, há uma esperança. Sei que tem algo ali."

Mas os especialistas afirmam que as respostas variam muito em cada paciente. Pessoas cegas há muito tempo provavelmente não terão muitos benefícios.

Para Paulo de Arruda Mello, presidente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, o Argus II representa um avanço importante.

"São imagens rudimentares, mas, para quem não tem nada de visão, é uma coisa fantástica poder distinguir claro e escuro."

Segundo Mello, o aparelho ainda está longe de ter praticidade clínica. "Por enquanto, acreditamos mais no tratamento farmacológico."



Fonte:http://www.pbagora.com.br/conteudo.php?id=20110524164248&cat=mundo&keys=equipamento-devolve-visao-cegos

domingo, 15 de maio de 2011

STF autoriza grupo a fazer tratamento em Cuba

Um grupo de pessoas portadoras de retinose pigmentar, que leva à perda progressiva da visão, vai poder fazer tratamento em Cuba. A decisão da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal negou provimento a um Recurso Extraordinário da União contra a autorização que já tinha sido dada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Ao votar, o ministro Marco Aurélio disse que “eu não posso compreender que se articule a inexistência de lastro econômico-financeiro para se negar um tratamento à saúde a um cidadão”, e considerou que “pelo o que leio nos veículos de comunicação, o tratamento dessa doença, com êxito, está realmente em Cuba”.

A primeira instancia negou o pedido do Mandado de Segurança para que o Ministério da Saúde pagasse a viagem para Cuba porque o Conselho Brasileiro de Oftalmologia deu um laudo dizendo que não há tratamento específico para a doença dentro ou fora do Brasil. Contudo, o TRF-1 concedeu a segurança por reconhecer direito líquido e certo, e porque a saúde é obrigação do Estado.

O caso começou a ser julgado pelo STF em abril de 2008, quando o relator, o falecido ministro Menezes Direito votou dizendo que o pedido não poderia ser deferido, porque essa doença não tem cura e a viagem para Cuba seria inócua. Ele se baseou no laudo do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, segundo o qual não existe tratamento em lugar algum.

Na sessão dessa quarta-feira (13/4), o voto-vista do ministro Ricardo Lewandowski foi no sentido de Direito, e ambos ficaram vencidos. Segundo ele, “Não pode o Judiciário, em especial esta Suprema Corte – guardiã dos valores constitucionais – definir de maneira pontual e individualizada como a Administração deve distribuir os recursos públicos destinados à saúde”.

O ministro Luiz Fux, por sua vez, negou o recurso da União e declarou “Eu sou muito determinado nessa questão da esperança. Nunca acreditei na versão de que o tratamento em Cuba da retinose pigmentar não tinha cura, pelo contrário, eu entendo que se eles são especialistas nisso, deve haver uma esperança com relação a essa cura”.
Fonte: CNJ - Conselho Nacional de Justiça