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domingo, 23 de dezembro de 2012

Novo equipamento ajuda pessoas com alto grau de problemas de vista.

Pesquisadores de duas universidades de São Paulo desenvolveram equipamentos que ajudam pessoas com alto grau de problemas de vista. A tecnologia brasileira garante um preço muito mais em conta.
Por causa de uma doença na retina, o aposentado Luiz Carlos da Silva tem 5% de visão. Há 26 anos ele tenta corrigir o problema com medicamentos e cirurgias, mas só consegue ler precariamente com a ajuda de lupas. “Nenhum tipo de óculos resolve mais”, diz ele.
Para seu Luiz e outros 5,3 milhões de brasileiros que sofrem com perda visual, a esperança está na eletrônica. Pesquisadores da USP em São Carlos e da Universidade Federal de São Paulo estão usando novas técnicas desenvolvidas no Brasil para montar aparelhos que melhoram o alcance dos olhos. Uma câmera instalada no mouse transmite o texto com aumento para o monitor. A novidade é que o paciente escolhe se o fundo é branco, preto ou colorido. Um detalhe decisivo para seu Luiz.
“Eu preciso de um fundo escuro e com letras brancas”, conta ele.
Um outro aparelho funciona como um microscópio. O livro desliza sobre a base móvel e facilita a leitura. Um parecido, importado da Alemanha, custa por volta de R$ 20 mil. O nacional, R$ 4 mil.
Mas e quando a superfície não é tão lisa quanto a de um livro, e sim curva, como a de um frasco de remédio? Os pesquisadores precisavam resolver este problema. Para isso, eles desenvolveram um aparelho portável que custa um quinto do preço. É só pôr o frasco em frente a ele e o foco automático dá conta do resto.
O aparelho custa R$ 800. O similar importado não tem ajuste de foco.
“Se produz aparelhos melhores e mais baratos fazendo o desenvolvimento no Brasil. Essa é a verdadeira questão importante: desenvolver no Brasil e fabricar no Brasil”, reforça Luís Alberto Vieira de Carvalho, pesquisador da USP/São Carlos.
Para seu Luiz, um ganho de visão e de autoestima. “É o sol. É a luz. Porque deficiente visual precisa de luz. E esse aparelho dá uma luz para a gente”, conclui.
ASSISTA O VIDEO DA REPORTAGEM NESTE LINK:http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2012/12/novo-equipamento-ajuda-pessoas-com-alto-grau-de-problemas-de-vista.html

Fonte: Portal de noticias G1


quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Ei eu não sou metido, apenas tenho Retinose Pigmentar.


Se você é um portador de Retinose Pigmentar provavelmente você já deve ter vivido situações como estas que vou citar: Alguém já te estendeu a mão para te cumprimentar e você não viu a mão da pessoa? Situação constrangedora esta não é verdade!
Alguém já passou por você e te cumprimentou e você não viu? Se você de fato é um portador de RP tenho certeza que você já passou por isto.
São situações chatas, mas porém inevitáveis para nós portadores de RP. Na maioria das vezes passamos por pessoas metidas, arrogantes, mal educadas quando na verdade apenas somos vitimas do nosso reduzido campo visual.

Autor:Paulo Ricardo.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Sentindo na pele: Reporter tem a expêriencia de ficar cega por algumas horas.

A repórter Heleine Heringer encarou a experiência de ficar sem enxergar. Um deficiente visual ajudou-a no processo. Veja no vídeo como a jornalista sobreviveu ao desafio.



Fonte:http://noticias.r7.com/videos/reporter-vive-experiencia-de-ficar-sem-a-visao-em-sao-paulo-sp-/idmedia/50b2f0e692bbbcfa5bbbf4b0.html

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Portadores de Retinose Pigmentar no facebook!

Participe dos nossos canais de interatividade no facebook. Participe da nossa página, e do nosso grupo no facebook, participando você pode interagir com centenas de portadores de Retinose Pigmentar, e assim compartilhar informações, trocar experiências e muito mais!

ESTE É O LINK DA NOSSA PÁGINA NO FACEBOOK, PARTICIPE!

http://www.facebook.com/pages/Retinose-Pigmentar/373618155988268?ref=hl




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Retinose Pigmentar no fa

cebook!

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Células -tronco embrionárias serão testadas em tratamento de retina.

Uma terapia baseada em células-tronco embrionárias para degeneração macular relacionada à idade (DMRI) – principal causa de cegueira entre idosos – começará a ser testada em humanos no início de 2013.
O anúncio foi feito pelo cientista britânico Pete Coffey, da University College London, durante o 7º Congresso Brasileiro de Células-Tronco e Terapia Celular, realizado em São Paulo em outubro com apoio da FAPESP.
A pesquisa britânica está sendo conduzida no âmbito do London Project to Cure Blindness, uma parceria entre Coffey e o cirurgião Lyndon da Cruz, do Hospital Moorfields Eye, de Londres.
A técnica, que consiste em aplicar na região afetada da retina uma espécie de curativo contendo células-tronco embrionárias já diferenciadas em células da retina, foi testada com sucesso em ratos, camundongos e porcos.
“Agora, vamos testá-la em dez pacientes. Um grupo pequeno e bem específico no início, pois o objetivo é avaliar a segurança do tratamento”, disse Coffey à Agência FAPESP.
Segundo o pesquisador, a DMRI acomete a região central da retina, conhecida como mácula, onde há grande concentração de fotorreceptores responsáveis pela visão de cores e detalhes. Abaixo dessa camada de fotorreceptores, existe o epitélio pigmentado e, ainda mais abaixo, a membrana de Bruch.
Com o envelhecimento, nos indivíduos predispostos restos celulares começam a formar cristais no fundo do olho conhecidos como drusas, que destroem os fotorreceptores e provocam proliferação anormal de vasos sanguíneos sob a retina. Isso afeta a integridade da mácula e compromete a visão central e a capacidade de distinguir cores.
A doença é comum em pacientes com mais de 55 anos e chega a atingir mais de 25% das pessoas acima de 75 anos. Cerca de 90% dos casos correspondem à forma seca da doença, de evolução lenta e ainda sem tratamento.
Os demais pacientes apresentam a forma úmida, bem mais agressiva e caracterizada por hemorragias que comprometem o tecido da retina. O tratamento atual consiste em aplicação de lasers ou injeção de drogas que inibem a formação de novos vasos sanguíneos na região.
“Nos casos mais graves, a camada intermediária da retina (epitélio pigmentado) se rompe levando à perda de visão nesse ponto. Esses casos são os que pretendemos tratar”, disse Coffey.
Inicialmente, a equipe do projeto inglês desenvolveu uma técnica cirúrgica que consistia em retirar células saudáveis do epitélio pigmentado do próprio paciente e transplantá-las para a região afetada. “Tivemos bons resultados, mas a cirurgia é demorada, pode durar até três horas, o que aumenta muito os riscos”, disse Coffey.
Para diminuir o tempo e o risco da operação – e poder beneficiar pacientes com estágios menos avançados da doença –, os cientistas tiveram a ideia de aplicar na camada intermediária da retina uma membrana previamente preparada em laboratório contendo células de epitélio pigmentado obtidas a partir de células-tronco embrionárias humanas.
“Nos testes em animais não registramos formação de tumores, pois o processo de diferenciação celular ocorre em laboratório. Se a terapia também se mostrar segura em humanos e se conseguirmos manter uma boa visão em três ou quatro dos dez primeiros pacientes, os testes clínicos serão considerados bem-sucedidos”, disse Coffey.

Fonte : Agência FAPESP
http://www.jornalbrasil.com.br/?pg=desc-noticias&id=59854

Homem cego trabalha como mecânico.

Com três anos, Pedro de Carvalho e Silva teve glaucoma nos olhos e ficou cego. Mesmo assim, decidiu seguir a profissão de mecânico.





Se você não conseguiu assitir o video acima.Assista essa história de superação no portal R7, neste endereço logo mais abaixo.

http://videos.r7.com/homem-cego-trabalha-como-mecanico/idmedia/5097d734b61cfcc5208ffea1.html


Fonte:Portal R7.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Lista de entidades que assistem deficientes visuais no Brasil.


As informações contidas aqui foram retiradas da Internet, pode acontecer que alguma Entidade não exista mais ou tenha mudado de endereço. Número de Entidades: 128.

Neste link esta a lista das entidades:
http://www.sac.org.br/Mapa_Br.htm

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Serão necessários pelo menos mais dez anos para que o transplante de retina possa ser aplicado com segurança.

Em fase experimental, transplante de retina consegue conter a degeneração macular

Uma das maiores dificuldades da oftalmologia é encontrar um tratamento efetivo para a degeneração macular, principal causa de cegueira em pessoas com mais de 60 anos. Na semana passada, durante um congresso médico realizado em Sevilha, na Espanha, o oftalmologista Rubens Siqueira, pesquisador do departamento de retina da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto, apresentou os primeiros relatos de pacientes brasileiros submetidos a uma nova técnica para o controle da doença – o transplante de retina. A cirurgia consiste na retirada de 1 milímetro quadrado da camada mais externa da retina do próprio doente e o seu implante na mácula, a estrutura responsável pela visão central (veja o quadro). O objetivo é fazer com que o tecido transplantado assuma as funções das células da mácula e o paciente, assim, recupere o máximo possível da capacidade de enxergar. A técnica ainda é experimental. No mundo inteiro, foram realizados apenas quarenta transplantes de retina, sete deles no Brasil. Em metade dos casos, a doença foi estabilizada. Outros 30% dos pacientes registraram melhoras consideráveis na qualidade da visão.

"Serão necessários pelo menos mais dez anos para que o procedimento possa ser aplicado com segurança", diz Rubens Belfort, oftalmologista da Universidade Federal de São Paulo. De qualquer forma, é um grande avanço na busca por um tratamento para a degeneração macular, especialmente a do tipo seca, para a qual não há nenhuma terapia de cura. Essa forma da doença é responsável por 90% dos casos, o que equivale a 2,7 milhões de vítimas no Brasil. O outro tipo de degeneração macular é a úmida. Ambas se caracterizam pela diminuição no aporte de oxigênio para a mácula, provocada pelo envelhecimento. Como conseqüência, as células dessa região ocular morrem – o que leva o doente à perda da visão central e, nos casos mais graves, à cegueira. A diferença é que, na degeneração macular úmida, para tentar vencer a falta de oxigênio, o organismo cria uma rede anômala de vasos sanguíneos sob a mácula. "Além de ineficientes, esses vasos tendem a se romper com facilidade, o que acelera o processo de cegueira", diz Francisco Max Damico, oftalmologista da Universidade de São Paulo.

A medicina só oferece tratamento para portadores da degeneração macular úmida – e, mesmo assim, em situações muito específicas. De medicamentos a cirurgias com laser, as terapias disponíveis limitam-se a conter a proliferação da rede paralela de vasos sanguíneos. Ainda não se conseguiu desenvolver nenhum método capaz de reparar o dano causado pela morte das células da mácula. Se confirmado o sucesso das experiências feitas até agora, a chave pode estar no transplante de retina.

Fonte:http://www.cpvi.com.br/materias/Vis%C3%A3o_para_o_futuro


Professora com Retinose Pigmentar adota a corrida e perde medidas.


Mesmo sendo portadora de deficiência visual, Maria Inêz Vasconcelos da Silva, de 42 anos, faz questão de exercitar o corpo e correr quase todos os dias. A professora de Ilha Solteira, no interior de São Paulo, tem retinose pigmentar, doença genética que causa degeneração da retina.

“Descobri a doença aos 9 anos de idade, quando meus pais me levaram ao médico para ver se eu tinha algum problema porque eu conversava muito na sala de aula”, lembra.

Segundo o oftalmologista Samir Bechara, a retinose pigmentar pode ficar estagnada ou pode progredir e deixa a visão muito limitada, mas não chega a causar cegueira total. No caso de Maria Inêz, a perda da visão foi aumentando e, atualmente, ela tem menos de 10% em apenas um dos olhos. Além disso, ela tem dificuldades para enxergar à noite, fator também característico da doença.

Mesmo com a deficiência, Maria Inêz é uma pessoa independente e bastante ativa. Com a ajuda de uma professora, ela corre quase diariamente e participa de jogos e corridas na cidade. “Eu fazia exercício físico, mas quando minha visão piorou, parei e engordei. Voltei a praticar há três anos e já emagreci e perdi medidas”, conta.

Ao contrário da maioria das pessoas, Maria Inêz corre no estádio da cidade porque, segundo sua professora, é um local mais seguro e livre de carros. “Começamos fazendo caminhada e, como eu sabia que a pista não ia mudar, passei a confiar mais no caminho”, diz. Além dos quilos e medidas a menos, ela também teve melhora nas dores que tinha nas pernas e na coluna. “Meu corpo mudou, agora não sinto mais nada”, avalia.

Fonte: Portal de noticias G1

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Isenção de imposto na compra de automoveis para deficientes visuais.




Como sempre recebemos diversos emails com dúvidas sobre a isenção de IPI e IOF na aquisição de automóveis, por deficientes visuais, resolvemos postar aqui as principais informações sobre essa isenção, que em alguns carros pode desonerar em até 20% o seu valor.

Sugerimos que você também dê uma lida nas leis que se aplicam à isenção desses impostos federais em nossa seção de direitos.

QUEM PODE REQUERER?

As pessoas portadoras de deficiência física, visual, mental severa ou profunda, ou autistas, ainda que menores de dezoito anos, poderão adquirir, diretamente ou por intermédio de seu representante legal, com isenção do IPI, automóvel de passageiros ou veículo de uso misto, de fabricação nacional, classificado na posição 87.03 da Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (Tipi).

É considerada pessoa portadora de deficiência visual aquela que apresenta acuidade visual igual ou menor que 20/200 (tabela de Snellen) no melhor olho, após a melhor correção, ou campo visual inferior a 20°, ou ocorrência simultânea de ambas as situações.

ISENÇÃO DE IOF

São isentas do IOF as operações de financiamento para a aquisição de automóveis de passageiros de fabricação nacional de até 127 HP de potência bruta, quando
adquiridos por pessoas portadoras de deficiência física.

PRAZOS:

IPI - O benefício somente poderá ser utilizado uma vez a cada dois anos, sem limite do número de aquisições.

IOF - O benefício somente poderá ser utilizado uma única vez.

DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA

Para que sejam evitadas idas e voltas à unidade da Secretaria da Receita Federal, que é o local onde você deverá dar entrada no processo de pedido de isenção, é bom estar atento aos documentos necessários. O processo é um tanto burocrático, então o primeiro passo é juntar toda a papelada e dar entrada na Receita Federal. Faça isso antes de começar a visitar as concessionárias de veículos, porquê depois que a isenção é deferida você terá o prazo de um ano para adquirir o veículo. Ah, e se esse prazo expirar sem você ter comprado o seu carro, recomece tudo do início.

Você deverá juntar a seguinte documentação, e apresentá-la, diretamente ou por intermédio de seu representante legal:

Requisição conforme modelo do ANEXO I da Instrução Normativa nº 607 de 5 de janeiro de 2006, dirigido ao Delegado da Delegacia da Receita Federal do Brasil (DRF) ou ao Delegado da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Administração Tributária (Derat), competente para deferir o pleito:.
Laudo de Avaliação, na forma do ANEXO IX, emitido por prestador de:
a) serviço público de saúde; ou

b) serviço privado de saúde, contratado ou conveniado, que integre o Sistema Único de Saúde (SUS).

Declaração de Disponibilidade Financeira ou Patrimonial da pessoa portadora de deficiência ou do autista, na forma do ANEXO II da Instrução Normativa nº 607, de 2006, disponibilidade esta compatível com o valor do veículo a ser adquirido.
Declaração na forma do ANEXO XII da Instrução Normativa nº 607, de 2006, se for o caso.
Documento que prove regularidade da contribuição previdenciária, expedido pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Caso o INSS não emita o referido documento, o interessado deverá:
a) comprovar, por intermédio de outros documentos, a referida regularidade; ou

b) apresentar declaração, sob as penas da lei, de que não é contribuinte ou de que é isento da referida contribuição, conforme MODELO.

Original e cópia simples ou cópia autenticada da carteira de identidade do requerente ou do representante legal.
REQUERIMENTO de isenção de IOF.
Caso a pessoa portadora de deficiência ou o autista, beneficiário da isenção, não seja o condutor do veículo, por qualquer motivo, o veículo deverá ser dirigido por condutor autorizado pelo requerente, conforme identificação constante do ANEXO VIII da Instrução Normativa nº 607, de 2006. Poderão ser indicados até 3 (três) condutores autorizados, sendo permitida a substituição destes, desde que o beneficiário da isenção, diretamente ou por intermédio de seu representante legal, informe este fato à autoridade competente que autorizou o benefício, apresentando, na oportunidade, novo Anexo VIII, com a indicação de outro (s) condutor (es) autorizado (s) em substituição àquele (s). A indicação de condutor(es) não impede que a pessoa portadora de deficiência conduza o veículo, desde que esteja apto para tanto, observada a legislação específica.
Cópia da Carteira Nacional de Habilitação do condutor autorizado.
Certidão Negativa da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional – PGFN

Fonte:http://www.vejam.com.br/ipi

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Cientistas australianos implantam primeiro olho biônico.

Cientistas australianos anunciaram nesta quinta-feira a implantação bem-sucedida do primeiro protótipo de olho biônico, descrevendo a façanha como um enorme avanço para os deficientes visuais.

O Bionic Vision Australia (BVA), um consórcio financiado pelo governo, informou ter implantado cirurgicamente o "protótipo preliminar" de um olho robótico em uma mulher com perda hereditária da visão provocada por retinose pigmentar degenerativa.

Descrito como um "olho pré-biônico", o minúsculo aparelho com 24 eletrodos foi colocado sobre a retina de Dianne Ashworth e enviou impulsos elétricos para estimular as células nervosas de seus olhos.

Os cientistas ligaram o equipamento em seu laboratório no mês passado, depois que Ashworth se recuperou completamente da cirurgia, e ela descreveu a experiência como incrível.

"Eu não sabia o que esperar, mas de repente, eu consegui ver um pequeno flash. Foi incrível", afirmou, em um comunicado.

"A cada estímulo, surgia uma forma diferente diante dos meus olhos", acrescentou.

Penny Allen, o cirurgião que implantou o dispositivo, o descreveu como "o primeiro do mundo".

O dispositivo de Ashworth só funciona quando está conectado dentro do laboratório e o presidente do BVA, David Penington, disse que seria usado para explorar como as imagens são "construídas" pelo cérebro e pelo olho.

Dados do dispositivo alimentarão um "processador de visão" que permitirá aos médicos determinar exatamente o que Ashworth vê quando a retina dela for submetida a vários níveis de estímulo.

"A equipe procura consistência de formas, brilho, tamanho e localização de flashes para determinar como o cérebro interpreta esta informação", explicou Rob Shepherd, diretor do Instituto de Biônica, que também participou da pesquisa.

Os cientistas agora trabalham para desenvolver um dispositivo de "visão ampla" com 98 eletrodos, que dará aos usuários a habilidade de perceber objetos grandes, como prédios e carros, e outro de "alta acuidade", ou seja, grande capacidade de perceber sombras e formas dos objetos, com 1.024 eletrodos.

Espera-se que os pacientes com o dispositivo de alta acuidade sejam capazes de reconhecer rostos e ler impressos grandes. Segundo o BVA, será adequado para pessoas com retinose pigmentar e degeneração macular relacionada com a idade.

Penington explicou que os resultados iniciais de Ashworth "atenderam às nossas melhores expectativas, dando-nos a confiança de que, com desenvolvimentos futuros, possamos alcançar uma visão competente".

"O próximo grande passo será quando começarmos os implantes de dispositivos completos", afirmou.

Fonte:http://br.noticias.yahoo.com/cientistas-australianos-implantam-primeiro-olho-bi%C3%B4nico-220556071.html

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Prótese de retina restaura visão em camundongos cegos, aponta estudo .

Cientistas da Universidade Cornell, em Nova York, nos EUA, criaram uma prótese capaz de restaurar a visão de camundongos cegos, deixando-os com uma visão quase normal. A pesquisa está publicada na edição desta semana da revista "Proceedings of the National Academy of Sciences" (PNAS).

Cientistas desenvolvem substância que 'devolve' visão a ratos cegosEstrabismo atinge mais crianças e glaucoma é mais comum nos idososDoenças nos olhos como catarata e pterígio são corrigidas com cirurgiaCerca de 80% das informações que uma pessoa recebe vêm dos olhosO dispositivo de alta resolução, desenvolvido pelas pesquisadoras Sheila Nirenberg e Chethan Pandarinath, conseguiu estabelecer uma comunicação entre a retina e o cérebro dos animais em cerca de 90% do tempo.

Os roedores foram capazes de discernir características faciais e rastrear visualmente uma imagem. Segundo as autoras, os resultados fornecem elementos fundamentais para a produção de uma prótese de retina altamente eficaz.

Em olhos normais, um sinal visual é traduzido em diferentes padrões de impulsos eléctricos, à medida que passa de uma célula para outra e, finalmente, chega às células ganglionares – espécie de neurônio encontrado na retina –, que levam a informação até o cérebro.

A equipe analisou o código que está por trás dessa série de comandos e interpretações. A prótese, então, "traduz" o mundo exterior em impulsos elétricos semelhantes aos produzidos por uma retina em pleno funcionamento.

Até 25 milhões de pessoas em todo o mundo são cegas ou têm risco de perder a visão em decorrência de doenças degenerativas da retina, como a degeneração macular e a retinose pigmentar. As próteses atuais, porém, permitem apenas uma percepção precária da luz e do contraste de imagens.

Fonte: G1

Não é FullHD mas que se dane, é um chip que restaura a visão!


Retinose Pigmentar é uma daquelas doenças fdp, hereditárias, incuráveis e degenerativas. Ela é progressiva e paciente, com sintomas progressivos, como visão noturna, visão de túnel, fotofobia, dificuldade de adaptação à escuridão, problema de identificação de cores e, em último estágio, cegueira. No mundo são 15 milhões de pessoas afetadas.

Fora tratamentos paliativos que atrasavam mas não paravam o progresso da doença, os pacientes tendiam a ficar totalmente cegos entre os 40 e 50 anos de idade. Um dos raros equipamentos aprovados para pacientes com RP era o Argus 2, um implante com a desvantagem de ser um trambolho, envolvendo óculos especiais, cabos e uma bolsinha a tira-colo carregando a bateria.

O brinquedo da foto, como você pode ver, se não tiver RP (too soon?) é minúsculo. É um chip desenvolvido pela Retinal Implants e contém tudo necessário para restaurar a visão do paciente, exceto a fonte de energia. Sim, ainda é preciso um cabinho, nada é perfeito.

O chip é implantado no fundo do olho, é composto de uns 1500 fotodiodos e estimuladores, transformando a luz em sinal elétrico direto no nervo óptico. Faz todo o sentido do mundo, já que a estrutura de câmera do olho está OK, o defeito é só no “CCD”.

Esses 1500 receptores produzem uma resolução de 39×40, 1560 pixels. Pode parecer pífio, menor até que os thumbnails marcianos de 64×64, mas tenha em mente que isso é realidade, há mais de 30 pacientes já usando essa tecnologia.

Em 1974 um olho biônico era completa ficção, Steve Austin tinha visão além do alcance mas era só um personagem em uma série fantasiosa. Esses pacientes são reais, conseguem enxergar graças a tecnologia, e melhor do que Geordi LaForge, que com toda a ciência da Frota Estelar no Século XXIV, ainda tinha que usar um arco de cabelo na cara.

Esses 1560 pixels são suficientes para que os pacientes identifiquem linhas e cores, objetos e formas como frutas, percebam que há pessoas se movendo na sala, conseguem ler números em um dado e usando recursos de acessibilidade, com ampliação de texto, até ler palavras em uma tela de computador.

Como podemos ver (e aí incluo esses 30 pacientes) ciência funciona.

Fonte:http://meiobit.com/107365/no-fullhd-mas-que-se-dane-um-chip-que-restaura-a-viso/

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Encontro Anual do Grupo Retina São Paulo.


11º Encontro Anual do Grupo Retina São Paulo, que apresentará os resultados do recente Congresso da Retina Internacional, realizado na Alemanha, trazidos por seus representantes, Profa. Dra. Juliana M. Ferraz Sallum (Comitê Científico) e Maria Júlia S. Araújo (Presidente).


D A T A : 01/09/2012, das 09:00 às 13:00h
L O C A L: UNIFESP - Teatro Marcos Lindenberg
Rua Botucatu, 862 – 2º andar
Estação Santa Cruz do Metrô

Teremos a oportunidade de ouvir a Profa. Dra. Juliana M Ferraz Sallum, que nos informará sobre o estágio dos estudos clínicos e pesquisas para o tratamento das Doenças Degenerativas da Retina sob o prisma da genética, terapia celular e eletrônica. Sob a ótica dos pacientes, Maria Julia S Araujo relatará o que representou e a importância deste Congresso para os pacientes com Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), Retinose Pigmentar, Doença de Stargardt, Síndrome de Usher, Amaurose Congênita de Leber, Síndrome de Laurence-Moon Bardet-Biedl e demais doenças degenerativas da retina.

Este será um momento único para o contato direto com quem esteve presente a este Congresso, cujos destaques foram: testes Clínicos para tratamento de Amaurose Congênita de Leber RPE 65, depoimentos de pacientes que participam de testes com “Olho Biônico”, estudos com eletro estimulação, depoimentos de pacientes de DMRI sobre a necessidade de diagnóstico precoce, acesso a tratamento, reabilitação, prevenção e qualidade de vida. Outros palestrantes abordarão temas de interesse, como empregabilidade e profissionalização.

Levando-se em conta os avanços tecnológicos dos recursos óticos, da informática, convidamos expositores que nos permitirão o contato direto com tais produtos. Lá estarão a Laratec, a Provista e a Terra Eletrônica.


Compareça! Não há necessidade de inscrição antecipada.



quinta-feira, 26 de julho de 2012

Dificuldades que um portador de Retinose Pigmentar enfrenta no seu dia a dia.



Umas das coisas mais difíceis na vida de um portador de Retinose, é fazer as outras pessoas compreender as suas dificuldades e limitações, não sei se você concorda comigo! Mas comigo aconteci isso, acredito que pelo fato da Retinose ser um problema visual bastante complexo.
Por exemplo, no meu caso o quanto eu estou enxergando varia muito de ambiente pra ambiente. Vou dar alguns exemplos: Quando saio e entro dentro de uma loja ou banco, enfim quando existe uma variação de luminosidade tenho dificuldades, quando estou no sol e entro numa loja minha visão fica ofuscada, embaçada, quando saio da loja e volto pra rua acontece a mesma coisa! Além disso tenho o meu campo visual bastante reduzido, e a conseqüência disso é que se torna inevitável acabar esbarrando em alguma coisa ou em alguém.
Você que tem Retinose assim como eu deve entender muito bem o que eu estou falando, e sabe como é difícil.
Na visão das outras pessoas as vezes somos vistos como doidos ou atrapalhados.
No começo para se acostumar com tudo isso é muito difícil! Mas com o tempo agente vai se acostumando e procura encarar situações constrangedoras de uma forma menos dramática, e não levar muito em consideração o que pensam ou o que vão pensar a respeito da nossa pessoa.
Eu procuro pensar de uma forma bastante otimista, só o fato de acordar de manhã e poder ver a luz do dia, isso de certa forma me consola, por que existe milhares de pessoas que não tem este privilégio.
Agora uma dificuldade onde todo o portador de Retinose encontra é a noite e em ambientes escuros onde existe a ausência de luz. A noite é muito complicado, você que passa por isso sabe muito bem o que estou dizendo. Eu recebo dezenas de email de pessoas relatando as suas dificuldades e fazendo perguntas, e particularmente eu me identifico muito, quando você fala com outra pessoa que passa pelos mesmos problemas que você passa existe uma identificação muito grande!
Um outro fato que as vezes me emcomoda é a visão que as pessoas tem que só por que a pessoa tem uma limitação, muitas das vezes eles não conseguem enxergar o potencial naquele individuo, vêem o deficiente como um coitadinho que não é capaz de alcançar seus próprios objetivos, só que isso pra mim me motiva muito mais a correr atrás dos meus sonhos.
Gostaria de terminar este texto com uma frase que acho muito bacana que diz assim: ¨Aprendi que para ser aceito como um deficiente é preciso primeiro se aceitar¨. Se você se identificou com este depoimento e quiser conversar comigo é so me mandar um email no endereço: pauloricardo012@gmail.com .

Autor: Paulo Ricardo.

sábado, 30 de junho de 2012

História da leitura em braille.

Louis Braille nasceu em 4 de janeiro de 1809, na pequena cidade de Coupvray perto de Paris de uma família simples, seu pai Simon René Braille, era um conceituado celeiro na região que mantinha a esposa Monique Baron e quatro filhos com o fruto de seu trabalho na pequena loja de artefatos de couro que possuía.

Desde muito pequeno, Louis Braille costumava brincar na oficina de seu pai com os pequenos retalhos de couro usado na confecção das selas. Aos três anos um dos instrumentos de retalhar o couro, atingiu-lhe o olho esquerdo, causando grave infecção que tiraria a visão deste olho e dois anos mais tarde afetaria também o outro deixando-o totalmente cego.

Louis Braille sempre demonstrou muita vivacidade e inteligência e contou com a amizade e atenção do Abade Jacques Palluy. Graças a ele, Louis Braille começou a desenvolver sua natureza investigadora e familiarizar-se com o mundo. A pedido do Abade Palluy, Louis Braille foi aceito pelo professor Brecharet em sua escola onde freqüentou durante dois anos como aluno ouvinte.

A falta da visão não o impediu, porém de frequentar a escola e se tornar um aluno brilhante. Por essa razão ganhou em 1819, aos 10 anos, uma bolsa de estudos do INSTITUTO NACIONAL PARA JOVENS CEGOS, em Paris, colégio interno fundado por Valentin Hauy.

Desde o início do curso, Louis Braille destacou-se como o melhor aluno da turma. Em 1821, aos doze anos, conheceu o método Charles Barbier.

Charles Barbier de La Serre, Capitão de Artilharia do exército de Louis XIII, que devido as dificuldades encontradas na transmissão de ordens durante a noite, elaborou um sistema de escrever que ele podia usar no escuro. Ele o chamava “escrita noturna”, o capitão usava pontos e traços. Os pontos e traços eram em alto relevo, os quais combinados, permitiam aos comandados, decifrar ordens militares através do tato. Barbier pensou então, que seu sistema poderia chegar a ser utilizado para pessoas cegas. O método de Barbier, apesar de considerado complicado foi adotado na Instituição como “método auxiliar de ensino”.

Pesquisando a fundo o método Barbier, Louis Braille percebeu suas limitações e pôs-se a aperfeiçoá-lo.

Como o sistema de Barbier apresentava uma série de dificuldades, como impossibilidade de se representar símbolos matemáticos, sinais de pontuação, notação musical, acentos, números, além desses caracteres, serem lidos com dificuldade por aqueles que haviam perdido a visão no percurso de suas vidas, mas não tanto pelos cegos de nascença, Braille começou a estudar maneiras diferentes de fazer os pontos e traços no papel. Primeiro eliminou os traços, para evitar erros de leitura, em seguida criou uma cela de seis pontos, divididos em duas colunas de três pontos. Em 1824, seu método estava pronto. Tinha, então, quinze anos.

A primeira edição do método foi publicada em 1829. No prefácio do livro, ele reconheceu que tinha se baseado nas idéias de Barbier.

Em 1826, aos dezessete anos, ainda estudante, Louis Braille como foi sempre um dos primeiros alunos, logo começou a ensinar álgebra, gramática e geografia. Entre os alunos seu método fazia grande sucesso, mas não podia ensiná-lo oficialmente na sala de aula, pois o mesmo ainda não era reconhecido.

Mais tarde, aplicou seu sistema à notação musical. Seu alfabeto permitiu a transcrição de gramáticas e livros de textos para pessoas deficientes visuais. Um de seus alunos, Coltat, tornou-se seu grande amigo e mais tarde biógrafo, tendo escrito o livro em sua homenagem “Notas Históricas sobre Louis Braille”, onde narra detalhes de sua vida na Instituição.

Sua saúde era bastante deficiente, pois aos 26 anos contraiu tuberculose. Apesar disso, escreveu, “Novo método para Representação por Sinais de Formas de Letras, Mapas, Figuras Geométricas, Símbolos Musicais, para uso de Cegos”.

Mais tarde, na inauguração do novo prédio do Instituto Real Jovens Cegos, Braille teve a alegria de ver que o sistema foi demonstrado publicamente e declarado aceito. Foi este o primeiro passo para a aceitação geral. Daí, o seu uso começou a expandir-se na Europa. Nesta época, sua doença foi progredindo e sua saúde foi se tornando frágil. Em 1850, já com 41 anos, pediu demissão do cargo de professor, mas continuou dando lições de piano.

Em Dezembro de 1851, sofreu uma recaída falecendo no dia 6 de Janeiro de 1852, dois dias após o seu aniversário de 43 anos, confiante em que seu trabalho não tinha sido em vão.

Em 1952, cem anos depois, seu restos mortais foram transferidos da cidade de Coupvray para o Pantheon em Paris, pelo Governo Francês, na ocasião em que tomou seu lugar junto aos grandes homens da França.


Author: oficinadelivros

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Brasil tem 45,6 milhões de deficientes

O Censo 2010 divulgado nesta sexta-feira pelo IBGE aponta que 45,6 milhões de pessoas declararam ter ao menos um tipo de deficiência, o que corresponde a 23,9% da população brasileira. A maior parte delas vive em áreas urbanas - 38.473.702, ante 7.132.347 nas áreas rurais. E mostra ainda que são muitas as desigualdades em relação aos sem deficiência. A deficiência visual foi a mais apontada, atinge 18,8% da população. Em seguida vêm as deficiências motora (7%), auditiva (5,1%) e mental ou intelectual (1,4%).

A taxa de alfabetização de pessoas de 15 anos ou mais entre as que têm deficiência é de 81,7% - mais baixa do que a observada na população total na mesma faixa etária, que é de 90,6%. A Região Nordeste tem a menor taxa de alfabetização entre os que declararam alguma deficiência - 69,7%. E também a maior diferença em comparação com a taxa da população total (81,4%).

O Censo 2010 mostra ainda que há diferença significativa no nível de escolaridade entre pessoas com deficiência e a população geral - 61,1% da população com 15 anos ou mais com deficiência não têm instrução ou tem apenas o fundamental incompleto. Esse porcentual cai 38,2% para as pessoas sem deficiência.

No mercado de trabalho também há diferenças importantes. Dos 44 milhões de deficientes que estão em idade ativa, 53,8% estão desocupados ou fora do mercado de trabalho. A população ocupada com pelo menos uma das deficiências investigadas representava 23,6% (20,3 milhões) do total de ocupados (86,3 milhões) - 40,2% tinham a carteira de trabalho assinada; na população geral, esse índice é de 49,2%.

O porcentual de trabalhadores com deficiência que trabalha por conta própria (27,4%) e sem carteira assinada (22,5%) também é maior do que o registrado no total da população, de 20,8% e 20,6%, respectivamente.

Fonte: G1

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Será que eu posso me considerar um deficiente visual?


Deficiência Visual
Deficiência visual é a perda ou redução da capacidade visual em ambos os olhos, com carácter definitivo, não sendo susceptível de ser melhorada ou corrigida com o uso de lentes e/ou tratamento clínico ou cirúrgico.
De entre os deficientes visuais, podemos ainda distinguir os portadores de cegueira e os de visão subnormal.

Definições do WIKIPÉDIA sobre deficiência visual.

Classificação por BAIXA VISÃO: Qualquer pessoa com visão reduzida não-corregível é considerada como sendo deficientes visuais, e pode ter um vasto leque de causas. A Organização Mundial de Saúde usa as seguintes classificações de deficiência visual. Quando a visão no melhor olho com a melhor correção é possível com uso de óculos:

20/30 a 20/60 : é considerado leve perda de visão, ou próximo da visão normal
20/70 a 20/160 : é considerada baixa visão moderada, baixa visão moderada
20/200 a 20/400 : é considerado grave deficiência visual, baixa visão grave
20/500 a 20/1000 : é considerado visão profunda, baixa visão profunda
Inferior a 20/1000 : é considerado quase total deficiência visual, cegueira total ou quase
Nenhuma Percepção da luz : é considerada total deficiência visual, cegueira total
Existem também os níveis de deficiência visual baseado na perda do campo visual (perda de visão periférica).

Em Acuidade visual existe mais informações e consulta do gráfico internacional de acuidade visual

Nos Estados Unidos, qualquer pessoa com a visão que não possa ser corrigida para melhor que 20/200 no melhor olho, ou tenha 20 graus (diâmetro) ou menos de campo visual é considerado como "legalmente cego" ou elegíveis para deficiência e classificação possível na inclusão de certos programas governamentais.

CEGUEIRA: É a condição de falta de percepção visual, devido a fatores fisiológicos ou neurológicos. Várias escalas têm sido desenvolvidas para descrever a extensão da perda de visão e definir a cegueira.[2] Cegueira total é a completa falta de percepção visual de forma e luz e é clinicamente registrado como NLP, uma abreviação para "no light perception" (sem percepção de luz).[2] Cegueira é frequentemente usada para descrever a deficiência visual grave, com visão residual. Aqueles descritos como tendo apenas percepção de luz têm apenas a capacidade de diferenciar o claro do escuro e a direção de uma fonte de luz.

A fim de determinar quais as pessoas podem necessitar de assistência especial por causa de sua deficiência visual, várias jurisdições governamentais formularam definições mais complexas, conhecida como "cegueira legal".[3] No Brasil, "cegueira legal" é quando uma pessoa tem visão menor que 0,1 ou 20/200 no olho com melhor acuidade.[4] Isto significa que um indivíduo legalmente cego teria que ficar a 20 pés (6,1 m) de um objeto para vê-lo —com lentes oftálmicas— com o mesmo grau de clareza de que uma pessoa com visão normal poderia ver a 200 pés (61 m). Em muitos lugares, as pessoas com acuidade média, que, no entanto têm um campo visual inferior a 20 graus (o normal é 180 graus) também são classificadas como sendo legalmente cegas. Cerca de dez por cento daqueles considerados legalmente cegos, por qualquer medida, não têm visão. O resto tem alguma visão, e percepção de luz, uma acuidade relativamente boa. Visão subnormal é por vezes utilizado para descrever acuidade visual de 20/70 a 20/200.[5]

Segundo a 10 ª Revisão da OMS de Classificação Estatística Internacional de Doenças, Lesões e Causas de Morte, a visão subnormal é definida como acuidade visual inferior a 20/60 (6/18), mas igual ou melhor que 20/200 (6/60), ou correspondente a perda de campo visual menor que 20 graus, no melhor olho com a melhor correção possível. A cegueira é definida como acuidade visual menor que 20/400 (6/120), ou correspondente a perda de campo visual menor que 10 graus, no melhor olho com a melhor correção possível.[6]

Cegos com olhos sem danos podem ainda registrar a luz não-visual com a finalidade de manter o ritmo circadiano durante o ciclo de 24 horas. Sinais de luz para este propósito viajam através do trato da retina e não são afetados pela lesão do nervo óptico, onde existem tratos da retina.

Fonte: wilkepédia

terça-feira, 12 de junho de 2012

Videos motivacionais: Portadores de deficiencia visual dão um exemplo de superação.

Assista este video! Ela é deficiênte visual, e mesmo assim não desistiu dos seus sonhos, independente de suas limitações.

ASSISTA TAMBÉM A ESTE VIDEO IMPACTANTE! ESTE HOMEM É TOTALMENTE CEGO, E APESAR DAS DIFICULDADES ELE CONSEGUE TRABALHAR COMO MECÂNICO DE AUTÓMOVEIS. Fonte:http://videos.r7.com/homem-cego-trabalha-como-mecanico/idmedia/5097d734b61cfcc5208ffea1.html Sentindo na pele: Reporter tem a expêriencia de ficar cega por algumas horas. Fonte:http://noticias.r7.com/videos/reporter-vive-experiencia-de-ficar-sem-a-visao-em-sao-paulo-sp-/idmedia/50b2f0e692bbbcfa5bbbf4b0.html Homem cego constrói sozinho a casa do filho no Paraná. Fonte:http://tvuol.uol.com.br/assistir.htm?video=homem-cego-constroi-sozinho-a-casa-do-filho-no-parana-04024E9A386ECC914326 Exemplo de vida: deficiente visual derruba barreiras e trabalha como costureira.
Fonte:http://videos.r7.com/exemplo-de-vida-deficiente-visual-derruba-barreiras-e-trabalha-como-costureira/idmedia/517810a20cf2c7bcd8aeba71.html

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Implante de retina poderá devolver a visão para cegos Solução ajudará pessoas com doenças degenerativas das células da retina



O novo sistema funciona com um implante abaixo da retina, óculos, uma câmera embutida e um computador de bolso para processar as imagens (Photo.com/Thinkstock)
Cientistas da Universidade Stanford, na Califórnia (EUA), criaram um sistema que pode, no futuro, devolver a visão para pessoas que sofreram degeneração da retina. Trata-se de um chip implantado abaixo da retina que funciona em conjunto com um par de óculos equipado com câmera e um computador de bolso para processar as imagens. O estudo foi publicado no periódico Nature Photonics.
Saiba mais
RETINITE PIGMENTOSA
A retinite pigmentosa é um tipo de degeneração da retina que leva à perda da visão. Pacientes afetados sentem, inicialmente, cegueira noturna seguida de redução do campo visual. Muitas pessoas com retinite pigmentosa não ficam cegas até os 50 anos e alguns permanecem com parte da visão a vida toda.
O novo sistema pode ajudar quem perdeu a visão por causa do avanço da idade ou da retinite pigmentosa. Nesses casos, as células da retina degeneram lentamente, mas os neurônios continuam capazes de transmitir informações visuais. A ideia da prótese criada em Stanford é encontrar outras formas de estimular esses neurônios para que o cérebro processe a visão.

Dispositivo - Para fazer isso, os cientistas liderados pelo professor de oftalmologia Daniel Palanker criaram um implante para a retina que funciona como uma espécie de painel solar, transformando luz em corrente elétrica. "Mas em vez de a eletricidade gerada pelo painel ser usada para fazer uma geladeira funcionar, ela vai direto para a retina." O objetivo de cientistas é fazer com que os sinais visuais captados pelo implante alcancem então o cérebro, restaurando a visão. O sistema funcionou em ratos de laboratório, mas ainda não foi testado em humanos.

Esse pequeno 'painel solar', do tamanho de uma ponta de lápis, foi projetado para reagir apenas à luz quase infravermelha, invisível aos seres humanos. Isso porque as pessoas que têm doenças degenerativas da retina ainda conseguem perceber a luz visível, mas uma quantidade enorme de luz seria necessária para formar alguma imagem. "O resultado seria dolorosamente brilhante para os pacientes", diz Palanker. A luz quase infravermelha é invisível aos olhos e portanto pode ser captada em grande quantidade sem danos ao usuário do implante.

Como o implante só é sensível à luz infravermelha, os cientistas desenvolveram um par de óculos com uma câmera embutida, para capturar as imagens no espectro visível, e um computador de bolso, para processá-las. O resultado é projetado na forma de radiação infravermelha, e os sinais captados pelo implante são então enviados ao cérebro. No laboratório, o dispositivo funcionou: a retina de ratos cegos foi estimulada, e os sinais alcançaram seu cérebro.

Palanker ressalva que a solução não permite a reconstrução de imagens coloridas e a visão resultante tem uma resolução muito inferior que a normal. Agora, os pesquisadores estão procurando patrocínio para levar o implante para seres humanos. O estudo foi financiado pelos Institutos Nacionais de Saúde (EUA), Força Aérea Americana e a Universidade Stanford.

Fonte:http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/implante-de-retina-podera-devolver-a-visao-para-cegos

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Eu sou portador de Retinose Pigmentar e tenho Catarata, ou já tive Catarata.


Resultado da enquete! Foi feita a seguinte pergunta aos visitantes da paginá: Eu sou portador de Retinose Pigmentar e tenho Catarata, ou já tive Catarata. O resultado da enquete foi:

Sim eu tenho ou já tive Catarata: (58%)

Não eu não tenho e nunca tive Catarata: (42%)

Total de votos: 108 votos.

Muito obrigado a todos que participaram da nossa enquete.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Dr. Rubens Siqueira apresenta resultados iniciais da fase 2 da pesquisa com uso de células tronco para tratamento da retinose pigmentar.



Dr. Rubens apresenta palestra no Congresso nos Estados Unidos (ARVO)

Dr Rubens Siqueira apresentou na ARVO (The Association for Research in Vision and Ophthalmology) em Fort Lauderdale - USA os resultados iniciais da fase 2 da pesquisa com uso de células tronco para tratamento da retinose pigmentar.
Neste estudo ele demonstrou que apesar dos pacientes não terem apresentado melhora significativa na acuidade visual e no eletrorretinograma , o exame de microperimetria que avalia a sensibilidade da retina mostrou melhora em 75% dos pacientes. Não houve complicações relacionadas ao procedimento.
Também participaram da apresentação juntamente com Dr Rubens os pesquisadores Robert Maclaren da universidade de Oxford-Londres que é coordenador do projeto de terapia genética para tratamento de distrofias da retina, Dr Eberhardt Zree do Instituto de Oftalmologia da Universidade de Tuebingen na Alemanha (inventor do microchip também conhecido como olho biônico)Robert Koenekoop , da Universidade McGill do Canada (é responsavel pelo desenvolvimento de um novo medicamento da retinose pigmentar) e Jacque Duncan da Universidade da California responsável pelo desenvolvimento do implante capsulado para retinose pigmentar.

Fonte: http://www.rubenssiqueira.com.br/portugues/noticias.asp?IdNoticia=23

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Olho biônico acende esperanças para recuperação da visão

Uma inovação da Medicina foi capaz de devolver a visão a dois homens que não enxergavam há mais de duas décadas na Inglaterra. O recurso tecnológico é um microchip eletrônico de apenas 3mm desenvolvido por especialistas ingleses, que estão confiantes que a implantação do aparelho será capaz de ajudar pacientes com problema de Retinose Pigmentar - uma condição genética sem cura que causa cegueira - a recuperarem a visão.

O jornal britânico 'Daily Mail' informou que Chris James e Robin Millar, beneficiados com a cirurgia ocular de implantação do "olho biônico", começaram a detectar a luz e distinguir silhuetas em apenas duas semanas.

"Eu até sonhei com cores vívidas pela primeira vez em 25 anos, então uma parte do meu cérebro que tinha adormecido está acordada! Acredito que isso é incrivelmente promissor para futuros estudos na área e estou feliz em poder contribuir", declarou Millar.

Fonte:http://www.sidneyrezende.com/noticia/169735+olho+bionico+acende+esperancas+para+recuperacao+da+visao

Aprendi que para ser aceito como um deficiente é preciso primeiro se aceitar

Ana Carmem Dias perdeu a visão há 14 anos. Ela é uma prova de que com determinação é possível se realizar profissionalmente
A perda da visão foi em consequência de uma retinose pigmentar, uma série de alterações genéticas. "Cresci com algumas limitações do campo visual, mas jamais deixei me levar pelos desafios. No primeiro ano, foi complicado se adaptar ao mundo da cegueira. Graças ao apoio de toda a minha família, consegui superar os obstáculos que a vida me impôs", confessa Ana Carmem.

Na luta diária para concretizar os sonhos dela, a funcionária pública, que hoje atua como educadora municipal em diversas áreas, enfrentou o preconceito e barreiras de acessibilidade, pelos lugares onde trabalhou. "Aprendi que para ser aceito como um deficiente é preciso primeiro se aceitar. A maturidade emocional me trouxe mais segurança para lidar com o estranhamento das pessoas", destaca.

Foram algumas tentativas frustradas de trabalhar na rede privada, que a motivaram a se inscrever em concursos públicos. "A falta de qualificação para deficientes também limita a inclusão no mercado de trabalho", ressalta Ana Carmem, ao se referir às dificuldades de se conquistar vagas de emprego para deficientes.

Para ela, o portador de deficiência, seja qual for, não deve se render nunca às dificuldades e limitações. "A luta é grande para todas as pessoas, sejam elas deficientes ou não, por isso, é preciso se qualificar, correr atrás de uma formação profissional. Os sonhos, não nascem apenas de uma vontade, um desejo, mas de muito esforço e determinação", aconselha a educadora, que hoje se diz plenamente realizada no que faz, dando palestras motivacionais em muitas empresas e outros setores da sociedade.

Fonte: http://maringa.odiario.com/empregos/noticia/566990/determinacao-vence-limites-impostos-pela-vida/

domingo, 6 de maio de 2012

Gene de alga trata cegueira.

Pessoas que sofrem de perda de visão por alterações como degeneração macular relacionada à idade e retinose pigmentar, doenças ainda incuráveis, podem se beneficiar de uma terapia que usa gene de alga. Cientistas americanos recuperaram a visão de camundongos injetando na retina dos roedores um gene da planta e querem iniciar a experiência em humanos até 2013. O gene da alga faz uma proteína sensível à luz (a ChR2), explica o neurocientista Alan Horsager, do Instituto de Medicina Genética da Universidade do Sul da Califórnia. — A ideia é desenvolver um tratamento contra cegueira. Introduzimos um gene que codifica uma proteína sensível à luz e nosso alvo é a expressão desse gene em um subconjunto de células da retina — diz o pesquisador, cujo estudo está publicado na revista “Molecular Therapy”. Cerca de 15 milhões de pessoas em todo o mundo têm alguma forma de cegueira. E o número de casos cresce com o envelhecimento populacional. Em indivíduos com essas doenças de visão, os fotorreceptores — transformam a luz que atinge os olhos em impulsos elétricos — são danificados, impedindo o cérebro de formar as imagens. No mundo há experiências para o desenvolvimento de implantes eletrônicos e testes com células-tronco para estimular o crescimento de novos tecidos da retina. Porém nos casos de degeneração macular e retinose pigmentar não existe nada de concreto nesse sentido. Horsager espera que suas pesquisas ajudem a mudar esse quadro. O seu trabalho é baseado na terapia genética na qual um vírus “domesticado” é usado para levar um gene às células-alvo. No caso, as células bipolares da retina. Esta estrutura do olho contém três camadas celulares que trabalham em conjunto para detectar e transmitir sinais luminosos ao cérebro. A primeira camada contém os fotorreceptores, os cones e bastonetes que recebem a luz. A segunda é feita de células bipolares que atuam como um canal entre o fotorreceptor e o terceiro tipo de célula, o gânglio, que transmite os sinais luminosos ao cérebro. Em pessoas com retinose pigmentar e degeneração macular relacionada à idade, os fotorreceptores estão debilitados ou foram perdidos. Então as células ganglionares não recebem os sinais. Com a terapia genética os pesquisadores esperam que as células bipolares funcionem como fotorreceptores produzindo a ChR2. Então a célula modificada bipolar seria capaz de perceber a luz e transmitir o sinal ao gânglio. A equipe de Horsager usou três grupos de camundongos: um com visão normal, e duas linhagens de roedores que ficaram naturalmente cegos com a idade, de forma semelhante aos humanos. Um grupo foi tratado com terapia gênica, enquanto outros dois não foram. Os camundongos tratados receberam injeção subretiniana contendo o gene da alga. Dez semanas depois da aplicação, a equipe dissecou alguns dos animais e usou uma técnica para ver se a ChR2 se expressava na retina. Eles descobriram que a proteína estava sendo fabricada pelas células bipolares. Mas a maior evidência do sucesso do tratamento foi observada quando camundongos foram colocados no centro de um labirinto de água com seis corredores possíveis. Apenas um dos caminhos levava à borda e para fora. E uma luz no fim do caminho mostrava qual era a saída certa. Os camundongos submetidos à terapia genética foram capazes de encontrar a plataforma duas vezes mais rapidamente, em média, do que os roedores não tratados. Dez meses depois, a investigação mostrou que os camundongos tratados ainda apresentavam melhora significativa da visão. Novos estudos ainda serão feitos antes de os autores iniciarem a experiência em humanos.

Muito interessante.

A bordadeira Jailma Gomes Araújo vai entrelaçando linhas enquanto aguarda o fim da aula do filho Lucas, de 9 anos, que estuda na Escola Especial para Crianças Surdas da Fundação dos Rotarianos, em Cotia, na Grande São Paulo. Suas mãos são hábeis também no uso da Libras, a Língua Brasileira de Sinais, aprendida depois que a surdez do garoto foi detectada, quando tinha 14 meses. Agora, o que Jailma vem tecendo com Lucas é um delicado trabalho de adaptação à diminuição da visão, que começou aos 4 anos, e o revelou como portador da síndrome de Usher. De origem genética, a síndrome tem graus variáveis e associa a surdez, presente já no nascimento, com a perda gradual da visão, que se inicia na infância ou na adolescência. A cegueira, parcial ou total, é causada pela retinose pigmentar, mal que pode atingir até não-portadores. "A doença afeta primeiro a visão noturna e depois a periférica, das laterais, preservando por mais tempo a central. Causa também sensibilidade à luz forte", diz a oftalmologista Juliana Ferraz Sallum, chefe do Setor de Retina da Universidade Federal de São Paulo. "Ainda não há cura, embora muitas pesquisas estejam em andamento", explica a médica. Adaptação e diagnóstico Enquanto a cura não vem, portadores, familiares e especialistas juntam forças para facilitar a adaptação ao cotidiano. O primeiro esforço é sempre de ordem psicológica, para lidar com a realidade. "A resistência ao diagnóstico leva à busca de soluções que não existem e perde-se um tempo precioso", diz a pedagoga Shirley Rodrigues Maia, presidente do Grupo Brasil de Apoio ao Surdo-Cego e ao Múltiplo Deficiente Sensorial, que reúne várias instituições. A prioridade, segundo Shirley, deve ser o aprendizado de uma nova forma de comunicação, pois a leitura de lábios ou de sinais não é suficiente diante da cegueira. Os sistemas mais usados por surdos-cegos são o Libras Táteis (em que o deficiente visual segura a mão de quem está fazendo os sinais) e o alfabeto manual (em que os sinais são desenhados sobre a palma da mão do portador). Para a orientação e a mobilidade física, o domínio da bengala é de grande ajuda. Embora a síndrome de Usher seja incurável, é possível amenizar ou retardar alguns de seus efeitos. Há casos de surdez parcial atenuados com cirurgias e aparelhos auditivos. Os óculos também podem ser mais adequados, incluindo os de visão subnormal. "A retinose pigmentar costuma ainda ter problemas associados, como catarata e edema macular, que podem ser operados, permitindo que a pessoa enxergue melhor por mais tempo", explica a médica. Em qualquer caso, o diagnóstico precoce é muito importante. Apesar de que os portadores possam ser até 7% das crianças nascidas surdas, a perda tardia da visão retarda a identificação da síndrome. Por isso, o Grupo Brasil vai iniciar por São Paulo a Campanha Nacional pela Saúde Ocular do Deficiente Auditivo, para estimular os exames oftalmológicos nas crianças e adolescentes surdos. Os pais devem ficar atentos a alguns sinais característicos. A criança com Usher pode ter dificuldade de equilíbrio, além dos indícios da cegueira noturna. "O Lucas arrastava os pés, tropeçava à noite, não encontrava objetos pequenos, segurava fortemente a minha mão e se agarrava a mim para andar no escuro", conta Jailma. Por isso, os portadores merecem atenção redobrada à noite, pois sentem-se inseguros. E toda iluminação deve ser cuidadosa, porque o excesso os afeta. Esperança sem limites inevitável que a surdo-cegueira estabeleça limites às atividades das crianças. "O Lucas não pode brincar na rua quando escurece, pois fica mais sujeito a quedas e acidentes", explica Jailma. Mas não há barreiras para o desenvolvimento da aprendizagem, da inteligência, da sensibilidade. "Ele adora matemática, informática, filmes, teatro. É teimoso e não gosta de usar os óculos escuros quando o sol está forte. Ele também é muito esperto e sabe se virar, vai à doçaria sozinho, conhece dinheiro, faz compras", conta a mãe. Atentos também aos outros filhos - Carolina, de 12 anos, e os gêmeos Pedro e Bia, de 6 anos, todos não-portadores e capazes de se comunicar fluentemente com o irmão -, Jailma e o marido, Pedro, vão preparando Lucas para o futuro. A mãe revela um misto de apreensão e esperança. Esperança na medicina, mas esperança principalmente no potencial de Lucas. Esperança que aumenta cada vez que ela convive com os adultos surdos-cegos que encontra nos grupos de apoio. "Conhecer pessoas que vivem essa realidade e são produtivas, têm profissões e ainda ajudam os outros, é animador. Elas me dão certeza de que meu filho tem muitas chances e as limitações não são o fim da linha", diz a bordadeira. APOIO QUALIFICADO Além de campanhas para estimular o diagnóstico precoce da síndrome de Usher, o Grupo Brasil de Apoio ao Surdo-Cego e ao Múltiplo Deficiente Sensorial (com 18 associados em todas as regiões do país) desenvolve uma rede de projetos para apoiar os portadores e as suas famílias. "Temos uma série de oficinas para atender a diferentes objetivos", diz Shirley. As oficinas culturais visam facilitar a sociabilização dos portadores e, em São Paulo, oferecem cursos de dança, teatro e artes plásticas. Já as oficinas de geração de renda dão treinamento para atividades profissionais, como o artesanato de papelaria, biscuí e culinária. A clínica de reabilitação ajuda a desenvolver a orientação e a mobilidade, com o uso da bengala. O Grupo Brasil fica na rua Baltazar Lisboa, 212, Vila Mariana, % 11/5579-5438, fax 11/5579-0032 e e-mail grpbrasil@ssol.com.br. Curso de Pedagogia promove encontro com a palestrante surda-cega Cláudia Sofia Indalecio Cláudia Sofia é presidente da Associação Brasileira de Surdos-Cegos, é palestrante e participa de congressos. Como parte das atividades desenvolvidas pelos alunos do 4º. ano de Pedagogia , em parceria com os alunos do ensino médio, (11 surdos e 15 ouvintes) com as quais existe um acordo de parceria para atividades que visam o trabalho em equipe com ênfase na convivência, na ética e na cidadania, as Faculdades Integradas Rio Branco promoveram um encontro com a palestrante surda-cega, Cláudia Sofia, no dia 11 de junho (sábado), que contou sua história de vida, suas dificuldades e suas experiências. Sofia é presidente da ABRASC-Associação Brasileira de Surdos-Cegos, trabalha na ADEFAV e na AHIMSA, instituições que cuidam de múltiplas deficiências, é palestrante, participou de congresso internacional na Bolívia . Acompanhou-a sua intérprete, que a ajuda a comunicar-se transmitindo-lhe pela articulação das palavras o que as pessoas falam, mediante a colocação dos dedos de Sofia em seu queixo. A palestrante veio acompanhada por seu marido, Carlos Jorge Rodrigues, também surdo-cego, que foi interpretado por nossos alunos em LIBRA (Língua Brasileira de Sinais), e pela intérprete do Curso de Pedagogia para os ouvintes. Ele também é palestrante. Ainda enxerga um pouco, conseguindo ler com uma lupa, porém sofre da síndrome de Usher - perda gradativa da visão. Participou em maio de um Congresso na Finlândia, do qual estavam presentes 36 surdos-cegos dos mais diversos países. O idioma oficial foi o inglês, que ele domina. Foram três horas de palestra, em que o casal contou como perderam os dois sentidos e os preconceitos que enfrentaram, até mesmo para casar. Relataram suas vidas, suas lutas, seu dia a dia e falaram de seus estudos (ela estudou espanhol e ele inglês). "Foi uma lição de vida e um momento muito emocionante, que permanecerá na memória de todos", afirma a coordenadora do Curso de Pedagogia, professora Maria Genny Caturegli. As Faculdades Integradas Rio Branco têm alunos surdos em seu quadro discente, e oferecem tradução simultânea em LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), durante as aulas e demais atividades promovidas pelas Faculdades. (fonte:Faculdade Integradas Rio Branco - SP)

Aplicações terapêuticas com células troncos só estarão claras daqui a dois anos.

Segundo especialistas, aplicações terapêuticas das células troncos só estarão claras daqui a dois anos Muito se fala sobre a utilização de células troncos e cresce a cada ano expectativa da sociedade para as primeiras possibilidades de aplicações das células-tronco na cura de doenças -- muitas vezes, vistas como as únicas alternativas para tratamentos de casos graves. Contudo, de acordo com pesquisadores e geneticistas, é preciso ter paciência. “Em mais ou menos dois anos poderemos saber, mais claramente, em que campos da medicina as células-tronco aultas funcionam e onde não funcionam”, afirma Lygia Pereira, professora associada do Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias (LaNCE), ligado à Universidade de São Paulo (USP) e à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). “Já com relação às células-tronco embrionárias, os primeiros testes em humanos ainda estão sendo iniciados em âmbito mundial. Nos Estados Unidos, há um estudo que envolve sua aplicação na regeneração da retina”, completa. A descoberta das células-tronco pluripotentes induzidas, chamadas de IPS (do inglês induced pluripotent stem-cells), em 2006, foi talvez um dos principais fatores responsáveis por aumentar tanto a esperança de pacientes no mundo inteiro. Elas são originadas de células adultas do corpo humano ou de um animal e podem ser reprogramadas para se transformarem em células-tronco pluripotentes induzidas, ou seja, possuem a capacidade de dar origem a outros tecidos do corpo. Atualmente, há muitos grupos realizando diversos estudos clínicos com as células adultas, inclusive em humanos, como estudos em cardiologia e estudos para diabetes. "Na verdade, precisamos de mais estudos básicos no Brasil, para entender o que leva essas células ao perfeito funcionamento”, explica a professora. “Porém, com relação às células embrionárias, temos poucos grupos de estudos no país. Por isso, uma das missões do Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias é oferecer treinamento para as pessoas e disponibilizar essas células”, ressalta. Legislação No Brasil a Lei de Biossegurança regulamenta, entre outras questões, os assuntos ligados às pesquisas genéticas. “Com as células adultas não há nenhuma restrição. Mas, com as células-tronco embrionárias, a Lei de Biossegurança permite apenas que sejam utilizados embriões que estejam congelados até março de 2005, com consentimento dos pais. Por enquanto, o que está permitido nos possibilita realizar estudos diversificados”, ressalta Lygia. “Além disso, essa é uma área que tem futuro no mundo todo, as pessoas têm que pensar nisso como ciência e não como uma técnica. Pois queremos olhar para ela como uma oportunidade para conhecer a biologia humana”, completa a professora. No país, como a Lei de Biossegurança determina, a clonagem está proibida. Segundo a geneticista, depois do advento das células IPS, o interesse em clonagem diminuiu no mundo todo, porque, com isso, é possível criar as próprias células sem a necessidade das células embrionárias.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Cegos britânicos recuperam visão após implante de chips

Dois britânicos que eram completamente cegos por muitos anos tiveram a visão parcialmente recuperada após terem se submetido a uma cirurgia pioneira. Eles tiveram chips eletrônicos instalados na parte de trás de suas retinas, o que permitiu que eles pudessem enxergar a luz e o contorno de algumas formas. (Fonte: UOL)

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Cirurgia de Retina avança.

Nos últimos cinco anos, o tratamento cirúrgico das doenças da retina passou por um avanço significativo. De acordo com o oftalmologista e especialista em cirurgia de retina do Hospital de Olhos de Sergipe, “houve avanços nos novos equipamentos disponíveis no mercado, nos acessórios usados nas cirurgias e nas medicações para aplicação intraocular”. Quantos aos equipamentos, após mais de 15 anos sem atualizações significativas, surgiram no mercado dois aparelhos com uma velocidade em dobro e controle maior e constante da pressão ocular. Ambas novidades trouxeram maios segurança às cirurgias de deslocamento de retina, hemorragia, buraco de mácula, entre outras. “importante avanço nos acessórios cirúrgicos ocorreu com o advento de instrumentos cada vez menores. Anteriormente, as incisões tinham diâmetro mínimo de 0,9 mm. Atualmente, novos materiais com diâmetro de 0,5 mm são utilizados, enquanto outros menores que 0,4 mm já estão em testes”, destaca Dr. Gustavo. A grande vantagem de instrumentos mais finos é um processo de cicatrização melhor e com muito menos desconforto. Novas fontes de iluminação permitem melhor identificação das estruturas intraoculares com menor risco de toxicidade. Adicionalmente, novos corantes facilitam a identificação de membranas delicadas e contribuem para maior sucesso das cirurgias de buraco macular, retinopatia diabética e membrana epirretiniana. Houve também grande avanço no tratamento das doenças vasculares da retina, como retinopatia diabética, degeneração macular relacionada à idade e oclusão venosa. Todas podem ter em comum, em algum estágio da doença, a formação de vasos sanguíneos anômalos num local onde não deveriam existir. Essa alteração comumente leva a sangramento ou a acúmulo de líquido da retina (edema). Ambas podem causar significativa e irreversível redução da capacidade de enxergar se não forem tratadas precocemente. A terapia medicamentosa com antiangiogênicos surgiu, inicialmente para o tratamento da degeneração macular relacionada à idade. Sua grande eficácia estimulou seu uso para as outras doenças vasculares da retina. Atualmente, medicações como bevacizumabe (Avastin) e ranibizumabe (Lucentis) são consagradas na literatura mundial como seguras e eficazes para as doenças anteriormente citadas. Ainda neste ano, deverá estar disponível no Brasil o aflibercet (Eyelea – VEGF- Trap), medicação com ação semelhante às anteriores. “Essas substâncias, além de tratar isoladamente diversas doenças retinianas, também podem ser injetadas no olho antes, durante ou após cirurgia da retina em pacientes com retinopatia diabética em suas formas mais graves. Isso tem contribuído para melhores e mais previsíveis resultados cirúrgicos” completa o oftalmologista. O tratamento antiangiogênico consiste na injeção da substância no olho em sala cirúrgica. Isso reduz significativamente os riscos associados, como infecção intraocular. Normalmente, o paciente tratado já sai do centro cirúrgico minutos após a aplicação. O principal cuidado pós operatório é o uso de antibiótico preventivo em forma de colírio. Todas as opções terapêuticas citadas trouxeram grandes benefícios para os portadores das mais diversas doenças da retina. Acrescentaram eficácia e segurança, contribuindo para melhor visão e, consequentemente, qualidade de vida. Todos esses recursos já estão disponíveis e podem ser rotineiramente usados em Sergipe.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Terapia genética desenvolvida pela Universidade da Flórida, nos EUA, pode ser a possivel cura para os portadores de Retinose Pigmentar.

Uma terapia genética desenvolvida pela Universidade da Flórida, nos EUA, pode tratar um tipo de cegueira comum em jovens e adultos: a retinose pigmentar, uma doença que causa a destruição das células da retina. A técnica repõe os genes que não funcionam direito, fazendo com que o corpo passe a produzir novamente proteínas essenciais aos bastonetes, células sensitivas à luz (fotoreceptoras). Um art...igo sobre o trabalho foi publicado no periódico científico online especializado Proceedings of the National Academy of Sciences. Muitos testes ainda deverão ser realizados antes que a técnica seja usada em pacientes. Mas os pesquisadores estão animados com os avanços obtidos até agora. Para William Hauswirth, professor de oftalmologia, genética molecular e microbiologia, a terapia poderia melhorar consideravelmente a visão de pessoas, a ponto de fazer com que elas voltem a ler ou dirigir, já que a doença começa com uma perda da visão periférica ou noturna, eventualmente progredindo para a cegueira total. A equipe usou vírus como ‘meio de transporte’ para genes que deveriam ser entregues em regiões específicas do olho. Os pesquisadores também clonaram uma espécie de ‘interruptor’ responsável por ativar o gene ao chegar no local desejado, fazendo com que as proteínas certas para o bom funcionamento da visão fossem produzidas. Testes laboratoriais foram bem sucedidos e animais tiveram a visão recuperada com a técnica. No entanto, novos experimentos ainda devem ser realizados em grande escala com animais, para que se possa ter certeza de que a versão de vírus utilizada seja de fato segura se aplicada em seres humanos

sexta-feira, 27 de abril de 2012

ACRÉSCIMO DE 25% NA APOSENTADORIA POR INVALIDEZ

O segurado do INSS aposentado por invalidez ou por acidente de trabalho que necessite de assistência permanente de outra pessoa tem direito a receber um acréscimo de 25%, calculado sobre o valor de seu benefício. Essa determinação, em vigor desde o dia 5 abril de 1991, ainda é desconhecida por muitas pessoas. Mesmo que o valor da aposentadoria atinja o limite máximo previdenciário, estipulado em R$ 2.508,72, o acréscimo é devido. O valor será sempre recalculado quando o benefício que lhe deu origem for reajustado. A legislação previdenciária define as situações em que o auxílio é devido. O segurado acometido de cegueira total, perda de nove dedos das mãos ou paralisia de dois membros superiores ou inferiores recebe o acréscimo. Outras patologias relacionadas são a perda dos membros inferiores, quando não for possível o uso de prótese, perda de uma das mãos e de dois pés, ainda que a prótese seja possível, e a perda de um membro superior e outro inferior, quando a prótese for impossível. Alteração das faculdades mentais com grave perturbação da vida orgânica e social, doença que exija permanência contínua no leito e incapacidade permanente para as atividades da vida diária completam a lista prevista pela legislação. O benefício é cessado com a morte do aposentado e o seu valor não é incorporado ao valor da pensão deixada aos dependentes. “O acréscimo é muito importante para as pessoas que se enquadram nessa situação, pois com ele o aposentado pode pagar pela assistência que necessita”, explica a chefe da Divisão de Benefícios da Gerência Executiva do INSS em Belo Horizonte, Maria dos Anjos. Em razão do desconhecimento dessa prestação, o Programa de Educação Previdenciária (PEP) do INSS em Belo Horizonte tem incluído o tema nas palestras destinadas aos aposentados, com o objetivo de ampliar sua divulgação. Aposentadoria por invalidez - Este benefício é devido ao segurado que, estando ou não em auxílio-doença, for considerado incapaz para o exercício de atividade que lhe garanta a subsistência e sem a possibilidade de submeter-se à reabilitação profissional. A concessão desse tipo de aposentadoria depende da verificação, pela perícia médica do INSS, da incapacidade total e definitiva para o trabalho. Contudo, doenças ou lesões surgidas antes da filiação do segurado ao INSS não dão direito ao benefício, a não ser quando a incapacidade acontece em razão do agravamento ou progressão dessas doenças. Para receber a aposentadoria por invalidez, o segurado precisa ter contribuído durante 12 meses com o INSS. No entanto, essa carência deixa de ser obrigatória quando a invalidez resultar de acidente que resulte em lesão corporal ou perturbação funcional que cause a perda permanente da capacidade de trabalho. A chefe da Divisão de Benefícios do INSS em Belo Horizonte, Maria dos Anjos, adverte que, se o aposentado por invalidez retornar espontaneamente à atividade, o benefício é cancelado automaticamente a partir da data de seu retorno ao trabalho. Acréscimo - Durante a perícia para a concessão da aposentadoria por invalidez, o médico-perito poderá determinar se é devido o acréscimo de 25% calculado sobre o valor do benefício, de acordo com a legislação previdenciária. Existe ainda o caso em que o segurado possui uma patologia que resulta na degeneração de um de seus membros, mas não se constata, na primeira perícia, a necessidade de assistência permanente de outra pessoa. Com o avanço da doença e a conseqüente perda do membro, por exemplo, o beneficiário poderá requerer o acréscimo. O INSS, então, realizará nova perícia para avaliar a necessidade da concessão do auxílio. Para isso, o beneficiário deve se dirigir a qualquer Agência da Previdência Social portando o documento de identidade, CPF e o formulário de requerimento do acréscimo, devidamente preenchido. (PHMC/SFA/JC/TBS/JEF) Fonte: Agência de Notícias da Previdência Social

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Cientistas do Reino Unido, descobriram que o transplante de células fotorreceptoras sensíveis à luz nos olhos de ratos com deficiência visual pode restaurar a visão dos animais.

Cientistas do University College London, no Reino Unido, descobriram que o transplante de células fotorreceptoras sensíveis à luz nos olhos de ratos com deficiência visual pode restaurar a visão dos animais. O trabalho, publicado na revista Nature, sugere que o transplante de fotorreceptores pode constituir a base de um novo tratamento para devolver a visão a pessoas com doenças degenerativas dos olhos. A equipe injetou células de ratos saudáveis jovens diretamente nas retinas de ratos adultos que não tinham fotorreceptores funcionais. A perda de fotorreceptores é a causa de cegueira em muitas doenças do olho humano, incluindo a degeneração macular relacionada com a idade, retinite pigmentosa e cegueira relacionada ao diabetes. Existem dois tipos de fotorreceptores no olho - bastonetes e cones. Para a pesquisa, os cientistas utilizaram células progenitoras de bastonetes. Os bastonetes são especialmente importantes para permitir a visão no escuro já que são extremamente sensíveis mesmo a níveis muito baixos de luz. Depois de quatro a seis semanas, as células transplantadas pareceram funcionar quase tão bem quantos bastonetes normais e tinham formado as ligações necessárias para transmitir informação visual para o cérebro. Os pesquisadores também testaram a visão dos camundongos tratados em um labirinto mal iluminado. Esses camundongos com bastonetes recém-transplantados foram capazes de usar uma pista visual para encontrar rapidamente uma plataforma escondida no labirinto enquanto os animais não tratados foram capazes de encontrar a plataforma escondida apenas por acaso depois de uma extensa exploração do labirinto. "Mostramos pela primeira vez que as células fotorreceptoras transplantadas podem integrar com sucesso o circuito existente na retina e verdadeiramente melhorar a visão. Estamos esperançosos de que em breve vamos ser capazes de replicar esse sucesso com fotorreceptores derivados de células-tronco embrionárias e, eventualmente, desenvolver testes em humanos", afirma o líder da pesquisa Robin Ali. Segundo os pesquisadores, a abordagem pode levar a tratamentos para milhares de pessoas que perderam a visão por meio de desordens degenerativas dos olhos, além de pavimentar o caminho para técnicas de reparação do sistema nervoso central.

sábado, 21 de abril de 2012

Este é um dos melhores software para pessoas com deficiência visual utilizar o computador.

Virtual vision é um software que auxilia pessoas com deficiência visual, seja ela parcial ou total a utilizar o computador. Se você é um cliente do banco Bradesco, converse com seu gerente a respeito, que o Bradesco disponibilizara de forma gratuita a você.

sábado, 14 de abril de 2012

APADEVI.

Pra você que sofre de algum tipo de deficiência visual e mora no Estado do Paraná, existe a (APADEVI-Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Visuais). Site: http://www.apadeviumuarama.hdfree.com.br/
A filosofia de trabalho que sustenta a ação pedagógica da APADEVI é voltada para a formação integral das pessoas que possuem deficiência visual, assumindo como responsabilidade a busca de alternativas que conduzam o deficiente visual à compreensão de sua participação na sociedade como cidadão que é, buscando exercer em plenitude os seus deveres para com o Estado e requerendo a vigência de seus direitos conforme lhe é assegurado pela Constituição e reforçado por todas as Portarias, Resoluções e Leis que integram as Políticas Públicas reafirmando na prática educativa cotidiana com os alunos.



O compromisso com a conquista dos direitos e cidadania da pessoa com deficiência écontinuamente enriquecida segundo as necessidades que vão surgindo durante o trabalho com O compromisso de promover um ensino de qualidade evidenciando através do trabalho coletivo de todos os funcionários.



A estrutura organizacional da APADEVI baseia-se na Lei 9.394/96 (LDB); na Lei 8.609/90 - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e na Lei 7.853/89 que consolida as normas de integração e proteção à pessoa com deficiência.

Fonte:http://www.apadeviumuarama.hdfree.com.br/

sexta-feira, 30 de março de 2012

Dispositivo ajuda a recuperar visão

Betina, professora da cidade de Ivoti (RS), está aprendendo a visualizar o mundo novamente. Ela não enxergava desde a adolescência, quando descobriu que tinha retinose pigmentar. A professora está recuperando a visão graças a um dispositivo eletrônico implantado no olho esquerdo.
ASSISTA O VIDEO DA MATERIA NO LINK ABAIXO.

http://noticias.r7.com/videos/dispositivo-ajuda-a-recuperar-visao/idmedia/972b7b1f5631440db82f842dbd208ac1.html

Fonte: R7

Testes com celulas tronco embrionarias nos Estados Unidos

A empresa americana Advanced Cell Technology iniciou estudo clinico com transplante de células do epitelio pigmentado da retina derivados de células tronco embrionarias para tratamento de degeneração macular relacionada com a idade e doença de Stargartd. Serão 12 pacientes de cada grupo. No Brasil o Dr Rubens Siqueira também ja iniciou o transplante de células tronco para tratamento de degeneração macular . Entretanto Dr Rubens utiliza células tronco derivadas da medula ossea do proprio paciente. Também estão em andamento o projeto para retinose pigmentar e retinopatia isquemica incluindo retinopatia diabética também coordenado pelo dr Rubens Siqueira. Estes projetos foram aprovados pelo Comitê Nacional de Ética em Pesquisa no Brasil e estão também registrados nos Estados Unidos no orgao de controle de estudos clínicos- Clinicaltrial.GOV.

Fonte:http://www.rubenssiqueira.com.br/portugues/?idpag=1

Velocista Lucas Prado (Portador de Retinose pigmentar) é convidado para manhã com Príncipe Harry

O velocista Lucas Prado, recordista mundial das provas de 100m e 200m, participa como convidado do Great Sports Day, manhã esportiva promovida pelo Consulado Geral Britânico, com presença do Príncipe Harry, neste sábado, a partir das 7h30min, no Aterro do Flamengo, Rio de Janeiro.

O Príncipe Harry visita o Brasil nesta sexta e sábado para o lançamento da Campanha Great, que promove os interesses britânicos no Brasil. Ele viaja na companhia do Ministro da Cultura, Olimpíadas, Mídia e Esporte, Jeremy Hunt, e do Diretor de Integração Paralímpica, Chris Holmes.

O evento, em parceria com o projeto Sport Relief Mile, arrecadará fundos para projetos sociais brasileiros, além de celebrar o ano olímpico. O convidado brasileiro, Lucas Prado, e Chris Holmes possuem algo em comum: ambos são exemplos de superação e grandes atletas.

Chris Holmes é o nadador paralímpico mais bem sucedido do Reino Unido, ganhador de nove medalhas de ouro, seis em uma única Paralimpíada. O ex-atleta, que ficou cego da noite para o dia, quebrou 35 recordes mundiais ao longo de sua carreira. Como diretor de Integração Paralímpica, o papel de Chris é o de estar à frente do Comitê de Organização das Olimpíadas e Paralimpíadas de Londres.

Lucas Prado é o cego mais rápido do mundo. Recordista mundial das provas de 100m e 200m, e ganhador de três medalhas de ouro na Paralimpíada de Pequim, Lucas será uma das grandes atrações do atletismo na edição dos Jogos em Londres. O mato-grossense ficou cego em 2005, por conta de um retinose pigmentar, após um ano de luta e diversas cirurgias.

Lucas Prado integra o Time Rio, projeto de preparação para grandes atletas, fruto de uma parceria entre o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), a Prefeitura e a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência do Rio de Janeiro. Os atletas do Time Rio, e integrantes da Seleção brasileira de atletismo, Roseane Ferreira, Mariana Oliveira e Jonathan de Souza também participam como convidados do Great Sports Day.

Fonte: http://www.finalsports.com.br/04/headline.php?n_id=176244

quinta-feira, 8 de março de 2012

Novo implante de retina traz esperanças para os cegos

Médicos alemães anunciaram, esta quarta-feira, um importante avanço em implantes de retina, uma tecnologia que visa a devolver a visão a pessoas que sofrem de alguma forma de cegueira hereditária.

Três pacientes nos quais foi implantado um novo dispositivo foram capazes de ver formas e objetos. Um deles, inclusive, conseguiu caminhar em um quarto sozinho, se aproximar de outras pessoas, ver as horas em um relógio e distinguir entre sete tons de cinza.

O dispositivo "representa um avanço sem precedentes no campo das próteses visuais eletrônicas", anunciou a Royal Society britânica, que publicou a pesquisa em uma de suas revistas.

"(O novo implante) pode chegar a revolucionar a vida de até 200 mil pessoas de todo o mundo que sofrem de cegueira provocada por retinose pigmentar", acrescentou a fonte.

A retinose pigmentar é uma doença degenerativa em que os receptores de luz da retina, na parte posterior do globo ocular, param de funcionar, gradativamente.

Nos últimos sete anos, cirurgiões têm aplicado, de forma pioneira, implantes eletrônicos conectados à retina e unidos por cabos a uma pequena câmera externa montada sobre um par de óculos.

A câmara capta a luz e envia ao implante a imagem em forma de sinal elétrico, através de uma unidade do processador. O implante, então, fornece dados ao nervo óptico, que vai do olho ao cérebro.

O novo dispositivo representa um avanço, ao captar a luz que viaja através da lente natural do olho.

O implante é composto de um microchip equipado com 1.500 sensores de luz unidos debaixo da retina, substituindo assim alguns dos receptores perdidos.

O que o cérebro recebe através do nervo óptico é uma pequena imagem de 38 x 40 pixels (pontos de luz que são mais brilhantes ou mais tênues, segundo a luz que incide sobre o chip).

"Três pessoas que antes eram cegas conseguiram localizar objetos brilhantes em uma mesa escura, dois deles puderam discernir desenhos tramados", destacou o documento, publicado na revista Proceedings of the Royal Society B, periódico dedicado a temas biológicos.

"Um destes pacientes foi capaz de descrever e nomear corretamente objetos como um garfo ou uma faca sobre uma mesa, figuras geométricas, frutas diferentes e discernir sombras de cinza com um contraste de apenas 15%", acrescentou.

Graças à função visual recuperada, esta pessoa conseguiu, sem receber treinamento prévio, localizar e se aproximar sozinha de pessoas em um quarto, bem como ler letras grandes e palavras completas depois de vários anos convivendo com a cegueira.

O implante foi desenvolvido ela empresa alemã Retinal Implant AG, em conjunto com o Instituto de Pesquisa Oftalmológica da Universidade de Tubinga, sul da Alemanha.

O principal pesquisador deste estudo, Eberhart Zrenner, professor de Tubinga e co-fundador da Retinal Implant, em 1996, disse que o estudo piloto mostrou que é possível recuperar as funções visuais para ajudar os cegos na vida cotidiana.

Fonte: G1

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Veja como conseguir o Passe Livre.


Manual do Beneficiário
Mais que um benefício criado pelo Governo Federal, o Passe Livre é uma conquista da sociedade. Um avanço que trouxe mais respeito e dignidade para o portador de deficiência.

Com o Passe Livre, você vai poder viajar por todo o país. Use e defenda o seu direito. O bom funcionamento do Passe Livre depende também da sua fiscalização. Denuncie, sempre que souber de alguma irregularidade. Faça valer a sua conquista. E boa viagem!

Conheça Melhor o Passe Livre

Quem tem direito ao Passe Livre?
Portadores de deficiência física, mental, auditiva ou visual comprovadamente carentes.

Quem é considerado carente?
Aquele com renda familiar mensal per capita de até um salário mínimo. Para calcular a renda, faça o seguinte:

Veja quantos familiares residentes em sua casa recebem salário. Se a família tiver outros rendimentos que não o salário (lucro de atividade agrícola, pensão, aposentadoria, etc.), esses devem ser computados na renda familiar.

Some todos os valores.

Divida o resultado pelo número total de familiares, incluindo até mesmo os que não têm renda, desde que morem em sua casa.

Se o resultado for igual ou abaixo de um salário mínimo, o portador de deficiência será considerado carente.

Quais os documentos necessários para solicitar o Passe Livre?
Cópia de um documento de identificação. Pode ser um dos seguintes:

•certidão de nascimento;
•certidão de casamento;
•certidão de reservista;
•carteira de identidade;
•carteira de trabalho e previdência social;
•título de eleitor.
Atestado (laudo) da Equipe Multiprofissional do Sistema Único de Saúde (SUS), comprovando a deficiência ou incapacidade do interessado.

Requerimento com declaração de que possui renda familiar mensal per capita igual ou inferior a um salário mínimo nacional, (formulário anexo).

Atenção: Quem fizer declaração falsa de carência sofrerá as penalidades previstas em lei.

Como solicitar o Passe Livre?
Fazendo o donwload dos formulários acima, preenchendo-os e anexando um dos documentos relacionados. Uma vez preenchidos, os formulários devem ser enviados ao Ministério dos Transportes no seguinte endereço: Ministério dos Transportes, Caixa Postal 9600 - CEP 70.040-976 - Brasília (DF). Neste caso, as despesas de correio serão por conta do beneficiário; ou

Escrevendo para o endereço, acima citado, informando o seu endereço completo para que o Ministério dos Transportes possa lhe remeter o kit do Passe Livre. A remessa ao Ministério dos Transportes, dos formulários preenchidos, junto com a cópia do documento de identificação e o original do Atestado (laudo) da Equipe Multiprofissional do Sistema Único de Saúde (SUS), é gratuita e deve ser feita no envelope branco, com o porte pago.

Atenção: Não aceite intermediários. Você não paga nada para solicitar o Passe Livre.

Quais os tipos de transporte que aceitam o Passe Livre?
Transporte coletivo interestadual convencional por ônibus, trem ou barco, incluindo o transporte interestadual semi-urbano. O Passe Livre do Governo Federal não vale para o transporte urbano ou intermunicipal dentro do mesmo estado, nem para viagens em ônibus executivo e leito.

Como conseguir autorização de viagem nas empresas?
Basta apresentar a carteira do Passe Livre do Governo Federal junto com a carteira de identidade nos pontos-de-venda de passagens, até três horas antes do início da viagem. As empresas são obrigadas a reservar, a cada viagem, dois assentos para atender às pessoas portadoras do Passe Livre do Governo Federal.

Atenção:
Se as vagas já estiverem preenchidas, a empresa tem obrigação de reservar a sua passagem em outra data ou horário. Caso você não seja atendido, faça a sua reclamação pelo telefone (61) 2029.8035. Horário de funcionamento: das 8h às 17h.

Passe Livre dá direito a acompanhante?
Não. O acompanhante não tem direito a viajar de graça. Obs:Você pode fazer o donwload dos formulários neste link logo mais abaixo.

Fonte:http://www.transportes.gov.br/index/conteudo/id/36024

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Testes com celulas tronco embrionarias nos Estados Unidos

A empresa americana Advanced Cell Technology iniciou estudo clinico com transplante de células do epitelio pigmentado da retina derivados de células tronco embrionarias para tratamento de degeneração macular relacionada com a idade e doença de Stargartd. Serão 12 pacientes de cada grupo. No Brasil o Dr Rubens Siqueira também ja iniciou o transplante de células tronco para tratamento de degeneração macular . Entretanto Dr Rubens utiliza células tronco derivadas da medula ossea do proprio paciente. Também estão em andamento o projeto para retinose pigmentar e retinopatia isquemica incluindo retinopatia diabética também coordenado pelo dr Rubens Siqueira. Estes projetos foram aprovados pelo Comitê Nacional de Ética em Pesquisa no Brasil e estão também registrados nos Estados Unidos no orgao de controle de estudos clínicos- Clinicaltrial.GOV.

Fonte: http://www.rubenssiqueira.com.br/portugues/noticias.asp?IdNoticia=22

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Fabiana, do BBB, estocou células-tronco do filho como prevenção

O avô paterno de Igor, filho de seis anos de Fabiana, tem a doença retinose pigmentar, que pode ser hereditária.

A BBB Fabiana faz jus ao título de "mama", que ganhou dos colegas de confinamento. Mãezona preocupada, ela estocou células-tronco do filho Igor, de seis anos, como uma medida de prevenção.

Fabiana decidou realizar o procedimento porque o avô paterno de Igor tem a doença retinose pigmentar (nome dado a uma série de alterações genéticas que causam perda de visão noturna, de campo visual e de visão central) e ela quis se resguardar por questões genéticas.

Roby, marido de Fabiana, não é portador da doença e nem o filho. Em conversa com o EGO, Roby contou também que fez um seguro de vida no nome do pequeno: "Viajo muito, faço show pelo Brasil e nada mais normal que um pai resguardar sua família, e colocar seu filho como beneficiário, seja o valor que for o seguro. É importante frisar que, todo e qualquer correntista de banco tem acesso a fazer um seguro de vida. Isso é cuidado, amor, e não ostentação".

Fonte:http://ego.globo.com/famosos/noticia/2012/02/como-prevencao-bbb-fabiana-estoca-celulas-tronco-do-filho.html

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Um email de um amigo.

Olá. Amigos! Eu tenho recebido varios emails de pessoas ou familiares de pessoas portadoras de (Retinose Pigmentar). Particularmente eu adoro ler estes emails pois me indentifico muito lendo estes emails. Quero compartilhar com vocêis este email que recebi de um amigo que também é portador de (RP)

Em uma pesquisa na internet, encontrei seu site. Gostei muito
de sua iniciativa, já que como você mesmo diz no site, tem cerca de
quarenta mil portadores de RP no Brasil. Mas, esta doença é
desconhecida da maioria da sociedade, e quando mecionamos o
assunto sempre temos que explicar o que de fato é esta doença e
quais os transtornos que ela causa no ser humano.
Sou portador de RP, tenho trinte e nove anos, e estou hoje
aposentado por invalidez, esta doença frenou minha carreira e
alterou o curso de minha história. Estou com uma dificuldade de
locomoção horrível, ir a rua para mim ficou um desafio, vocẽ sabe
como é porque você também tem a RP. Dentro de casa como não
há variações buscas de luz e o ambiente já é conhecido eu me viro
muito bem, mas na rua é complicado.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Com quantos anos você descobriu que tinha Retinose Pigmentar?


Foi feita a seguinte pergunta aos visitantes do blog: Com quantos anos você descobriu que tinha Retinose Pigmentar?
RESULTADO DA ENQUETE:

0 a 10 anos (16%)

10 a 20 anos (35%)

20 a 30 anos (24%)

30 a 40 anos (15%)

Mais de 40 anos (8%)

Total de votos: 98 votos.

Muito obrigado a todos que participaram da enquete!