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Um pouco da minha história com a Retinose pigmentar.

Um pouco da minha história com a Retinose pigmentar.

Meu nome é Paulo Ricardo tenho atualmente 29 anos, hoje vou contar um pouco da minha história, nasci na cidade de Murutinga do sul no estado de São Paulo. Quando eu era pequeno, meus pais começaram a perceber que eu tinha muita dificuldade para enxergar principalmente a noite, e também para encontrar objetos quando caía no chão, foi ai que eles perceberam que tinha alguma coisa de errado com a minha visão. Então mediante a situação eles decidiram me levar para um oftalmologista me examinar, e foi neste dia que tudo começou
. Na época eu tinha por volta de 4 anos de idade, e foi naquele dia que aquele médico na ocasião me diagnosticou com Retinose pigmentar.
Bem eu era uma criança e minha vida continuou normalmente como uma criança normal, até por que minha maior dificuldade era apenas a noite e em ambientes escuros, tinha uma vida normal jogava bola, andava de bicicleta, enfim tudo o que uma criança morando em uma pequena cidade do interior faz. Conforme fui crescendo as dificuldades foram aumentando, na escola era muito difícil, sempre tinha que sentar na primeira carteira próximo a lousa, para assim poder copiar, quando por algum motivo acabava a luz na escola ficava todo apavorado, pois não conseguia ver nada, os micos faziam parte do meu cotidiano era muito comum esbarrar nas coisas e nas pessoas, confesso] que foi uma fase bem difícil da minha vida pois era criança e não tinha maturidade suficiente como hoje eu tenho para lidar com certas situações. Agora saindo da infância e entrando na adolescência e iniciando a vida adulta, confesso que também não foi nada fácil, pois foi a partir deste momento que eu começava a entender o que de fato eu tinha nos olhos, foi nesta época que começou a ecoar em minha cabeça que no futuro eu poderia ficar cego, mas mesmo estes pensamentos passando por minha cabeça eu sempre procurava tirar o foco desta possibilidade. Pois bem, as dificuldades na escola cada vez mais ia aumentando, ao ponto de copiar apenas aquilo que eu conseguia enxergar, foi bem difícil terminar o colegial, nesta época os amigos saindo a noite e eu sempre inventando desculpas para não ir, pois escondia o máximo que eu podia minha limitação visual, e hoje eu sei que foi por este motivo que sofri tanto, sofria por não me aceitar como eu era. Terminado o colegial tinha acabado de completar 18 anos, e fui tentar realizar um grande sonho que era tirar a minha carteira de motorista, foi nesta ocasião que eu tive mais uma grande decepção, fui reprovado no exame médico por causa da minha visão, naquela época eu acreditava que tinha condições de dirigir, mas hoje eu sei que mesmo enxergando muito melhor que hoje naquela época, de fato eu não tinha condições de tirar habilitação. Entrando agora na vida adulta, vários sonhos, vários objetivos, e vários deles sendo barrado pela minha deficiência visual. Ah esta palavrinha chamada deficiência, eu não gostava nem de ouvir ela, pois não me considerava uma pessoa com deficiência, nossa como lutei contra isso, não queria aceitar de forma alguma e por este motivo, deixava de frequentar lugares, deixava de viver tudo por que eu não queria que os outros percebessem que eu não enxergava bem. Foram muitas as vezes que eu chegava em casa do trabalho e chorava como uma criança, e muita vezes de revolta por varias situações constrangedoras que eu passava, mas hoje eu sei que muitas coisas que eu deixei de viver foi por medo, pois hoje eu sei que a verdadeira deficiência é aquela que prende o ser humano por dentro e não por fora. O tempo foi passando e agente vai ficando calejado e a ficha vai caindo que o tempo está passando e tem uma frase que gosto muito que diz assim: (Se você não pode mudar seu destino, mude sua atitude!...) E foi exatamente isso que eu comecei a fazer, umas das primeiras coisas que eu fiz foi procurar conhecer pessoas com deficiência visual, eu queria saber como elas andam sozinha, como usam computadores, celulares mesmo sem enxergar. Posso dizer que foi um choque de realidade a primeira vez que eu pisei o pé em uma instituição para pessoas com deficiência visual, por mais que eu tinha consciência que eu tenho uma doença degenerativa, posso dizer que eu nunca tinha me imaginado estar ali naquele local. Mas eu não tinha pra onde correr, pois minha visão cada vez mais caindo e as dificuldades do meu dia a dia ia aumentando, mas nada melhor do que o tempo, aos poucos agente vai amadurecendo, vai se aceitando e automaticamente o peso do fardo vai ficando mais leve. Ah! Agora eu vou falar da bengala, nossa como eu era resistente em usar, lembro que quando eu ganhei a minha primeira bengala na instituição, cheguei em casa revoltado guardei e só criei coragem de começar a usar ela depois de 6 meses. Mas hoje eu digo que considero fundamental afirmar a importância da bengala e estimular o seu uso quando necessário até mesmo nos casos de baixa visão. Ela constitui um símbolo historicamente negativo, carregado de preconceitos, mas que proporciona, principalmente, autonomia. E justamente por este motivo deve ser valorizada e vista como instrumento da inclusão e não da dependência e da pena. Bem pessoal, este foi um pouquinho da minha história, se eu fosse escrever tudo o que já passei na minha vida em virtude da minha limitação visual, passaria horas e horas escrevendo. E para terminar hoje com 29 anos de idade, tenho entre 5% e 10% de visão, mesmo enxergando tão pouco posso afirmar que faço coisas que quando enxergava bem melhor eu não fazia, tudo isso graças a auto aceitação, muita força de vontade, e claro muita fé em Deus! Pessoal agora falando um pouco sobre o Blog Retinose pigmentar notícias, criei esta página com o intuito de compartilhar informações relacionadas a RP, e principalmente com o objetivo de trocar experiências com demais pessoas com RP. Se você tem RP ou é um familiar, amigo de alguém que tenha RP e deseja entrar em contato comigo o meu email é pauloricardo012@gmail.com. Agora se você tem skype e quiser me adicionar o meu contato skype é:pauloricardo012@hotmail.com . E você também pode encontrar agente no facebook pesquisando pelo nosso grupo Retinose pigmentar notícias, ou pela nossa página lá no facebook pesquisando pelo mesmo nome, aqui na página você também pode encontrar o link tanto para o grupo ou para página. Um forte abraço galera!!

Autor:Paulo Ricardo 09/08/2016

sexta-feira, 27 de abril de 2012

ACRÉSCIMO DE 25% NA APOSENTADORIA POR INVALIDEZ

O segurado do INSS aposentado por invalidez ou por acidente de trabalho que necessite de assistência permanente de outra pessoa tem direito a receber um acréscimo de 25%, calculado sobre o valor de seu benefício. Essa determinação, em vigor desde o dia 5 abril de 1991, ainda é desconhecida por muitas pessoas. Mesmo que o valor da aposentadoria atinja o limite máximo previdenciário, estipulado em R$ 2.508,72, o acréscimo é devido. O valor será sempre recalculado quando o benefício que lhe deu origem for reajustado. A legislação previdenciária define as situações em que o auxílio é devido. O segurado acometido de cegueira total, perda de nove dedos das mãos ou paralisia de dois membros superiores ou inferiores recebe o acréscimo. Outras patologias relacionadas são a perda dos membros inferiores, quando não for possível o uso de prótese, perda de uma das mãos e de dois pés, ainda que a prótese seja possível, e a perda de um membro superior e outro inferior, quando a prótese for impossível. Alteração das faculdades mentais com grave perturbação da vida orgânica e social, doença que exija permanência contínua no leito e incapacidade permanente para as atividades da vida diária completam a lista prevista pela legislação. O benefício é cessado com a morte do aposentado e o seu valor não é incorporado ao valor da pensão deixada aos dependentes. “O acréscimo é muito importante para as pessoas que se enquadram nessa situação, pois com ele o aposentado pode pagar pela assistência que necessita”, explica a chefe da Divisão de Benefícios da Gerência Executiva do INSS em Belo Horizonte, Maria dos Anjos. Em razão do desconhecimento dessa prestação, o Programa de Educação Previdenciária (PEP) do INSS em Belo Horizonte tem incluído o tema nas palestras destinadas aos aposentados, com o objetivo de ampliar sua divulgação. Aposentadoria por invalidez - Este benefício é devido ao segurado que, estando ou não em auxílio-doença, for considerado incapaz para o exercício de atividade que lhe garanta a subsistência e sem a possibilidade de submeter-se à reabilitação profissional. A concessão desse tipo de aposentadoria depende da verificação, pela perícia médica do INSS, da incapacidade total e definitiva para o trabalho. Contudo, doenças ou lesões surgidas antes da filiação do segurado ao INSS não dão direito ao benefício, a não ser quando a incapacidade acontece em razão do agravamento ou progressão dessas doenças. Para receber a aposentadoria por invalidez, o segurado precisa ter contribuído durante 12 meses com o INSS. No entanto, essa carência deixa de ser obrigatória quando a invalidez resultar de acidente que resulte em lesão corporal ou perturbação funcional que cause a perda permanente da capacidade de trabalho. A chefe da Divisão de Benefícios do INSS em Belo Horizonte, Maria dos Anjos, adverte que, se o aposentado por invalidez retornar espontaneamente à atividade, o benefício é cancelado automaticamente a partir da data de seu retorno ao trabalho. Acréscimo - Durante a perícia para a concessão da aposentadoria por invalidez, o médico-perito poderá determinar se é devido o acréscimo de 25% calculado sobre o valor do benefício, de acordo com a legislação previdenciária. Existe ainda o caso em que o segurado possui uma patologia que resulta na degeneração de um de seus membros, mas não se constata, na primeira perícia, a necessidade de assistência permanente de outra pessoa. Com o avanço da doença e a conseqüente perda do membro, por exemplo, o beneficiário poderá requerer o acréscimo. O INSS, então, realizará nova perícia para avaliar a necessidade da concessão do auxílio. Para isso, o beneficiário deve se dirigir a qualquer Agência da Previdência Social portando o documento de identidade, CPF e o formulário de requerimento do acréscimo, devidamente preenchido. (PHMC/SFA/JC/TBS/JEF) Fonte: Agência de Notícias da Previdência Social

Um comentário:

  1. A PESSOA QUE TEM RP DESDE A INFANCIA E NUNCA TRABALHOU, PODE CONTRIBUIR E SE APOSENTAR?

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