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domingo, 6 de maio de 2012

Gene de alga trata cegueira.

Pessoas que sofrem de perda de visão por alterações como degeneração macular relacionada à idade e retinose pigmentar, doenças ainda incuráveis, podem se beneficiar de uma terapia que usa gene de alga. Cientistas americanos recuperaram a visão de camundongos injetando na retina dos roedores um gene da planta e querem iniciar a experiência em humanos até 2013. O gene da alga faz uma proteína sensível à luz (a ChR2), explica o neurocientista Alan Horsager, do Instituto de Medicina Genética da Universidade do Sul da Califórnia. — A ideia é desenvolver um tratamento contra cegueira. Introduzimos um gene que codifica uma proteína sensível à luz e nosso alvo é a expressão desse gene em um subconjunto de células da retina — diz o pesquisador, cujo estudo está publicado na revista “Molecular Therapy”. Cerca de 15 milhões de pessoas em todo o mundo têm alguma forma de cegueira. E o número de casos cresce com o envelhecimento populacional. Em indivíduos com essas doenças de visão, os fotorreceptores — transformam a luz que atinge os olhos em impulsos elétricos — são danificados, impedindo o cérebro de formar as imagens. No mundo há experiências para o desenvolvimento de implantes eletrônicos e testes com células-tronco para estimular o crescimento de novos tecidos da retina. Porém nos casos de degeneração macular e retinose pigmentar não existe nada de concreto nesse sentido. Horsager espera que suas pesquisas ajudem a mudar esse quadro. O seu trabalho é baseado na terapia genética na qual um vírus “domesticado” é usado para levar um gene às células-alvo. No caso, as células bipolares da retina. Esta estrutura do olho contém três camadas celulares que trabalham em conjunto para detectar e transmitir sinais luminosos ao cérebro. A primeira camada contém os fotorreceptores, os cones e bastonetes que recebem a luz. A segunda é feita de células bipolares que atuam como um canal entre o fotorreceptor e o terceiro tipo de célula, o gânglio, que transmite os sinais luminosos ao cérebro. Em pessoas com retinose pigmentar e degeneração macular relacionada à idade, os fotorreceptores estão debilitados ou foram perdidos. Então as células ganglionares não recebem os sinais. Com a terapia genética os pesquisadores esperam que as células bipolares funcionem como fotorreceptores produzindo a ChR2. Então a célula modificada bipolar seria capaz de perceber a luz e transmitir o sinal ao gânglio. A equipe de Horsager usou três grupos de camundongos: um com visão normal, e duas linhagens de roedores que ficaram naturalmente cegos com a idade, de forma semelhante aos humanos. Um grupo foi tratado com terapia gênica, enquanto outros dois não foram. Os camundongos tratados receberam injeção subretiniana contendo o gene da alga. Dez semanas depois da aplicação, a equipe dissecou alguns dos animais e usou uma técnica para ver se a ChR2 se expressava na retina. Eles descobriram que a proteína estava sendo fabricada pelas células bipolares. Mas a maior evidência do sucesso do tratamento foi observada quando camundongos foram colocados no centro de um labirinto de água com seis corredores possíveis. Apenas um dos caminhos levava à borda e para fora. E uma luz no fim do caminho mostrava qual era a saída certa. Os camundongos submetidos à terapia genética foram capazes de encontrar a plataforma duas vezes mais rapidamente, em média, do que os roedores não tratados. Dez meses depois, a investigação mostrou que os camundongos tratados ainda apresentavam melhora significativa da visão. Novos estudos ainda serão feitos antes de os autores iniciarem a experiência em humanos.

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