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sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Implante de chip e células-tronco são terapias promissoras contra a cegueira .

Implante de chip e células-tronco são terapias promissoras contra a cegueira Avanços de técnicas serão tema da Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental
Janela da alma: células-tronco, terapia genética e implantes de chips estão entre os métodos de tratamento que serão discutidos Latinstock

RIO - Os olhos são chamados de janela da alma, mas por vezes a cortina se fecha sobre eles. Degeneração macular, retinose pigmentar, glaucoma e outras doenças aos poucos privam pessoas de sua visão, lançando-as na escuridão. A medicina, no entanto, desenvolve estratégias variadas para atacar estes problemas, em um verdadeiro cerco à cegueira. De transplantes de células-tronco a implantes de chips, os avanços destas técnicas serão tema de um simpósio especial durante a XXVIII Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE), que congrega mais de mil cientistas de hoje a sábado em Caxambu, Minas Gerais.
— Não existe um receita única para todas as doenças que afetam os olhos e provocam cegueira. Cada uma tem uma causa diferente e elas são diagnosticadas com diferentes níveis de comprometimento da visão, daí a importância das pesquisas seguirem em várias direções, buscando muitas alternativas de tratamento — diz Christina Joselevitch, professora do Instituto de Psicologia da USP e uma das coordenadoras do simpósio. — A situação de cada paciente exige uma abordagem específica para seu caso, e cada técnica tem suas vantagens e desvantagens. Assim, é preciso buscar um equilíbrio do que vai ser melhor para este paciente específico.
No simpósio, os cientistas vão apresentar tanto métodos que ainda estão sendo testados em animais ou na primeira fase de ensaios clínicos com humanos quanto técnicas já disponíveis comercialmente. É o caso, por exemplo, do “olho biônico”, aprovado para uso na Europa, e recentemente nos EUA, mas que ainda aguarda autorização para chegar no Brasil.
Composto por óculos especiais conectados a um chip implantado na retina, o sistema é indicado para para pessoas cujas células fotorreceptoras nos olhos, os cones e os bastonetes, têm deficiências severas, como as que sofrem de retinite pigmentosa e degeneração macular, enviando os sinais luminosos externos para a retina e dela para o centro de visão do cérebro, restaurando, ainda que parcialmente, sua visão.
— Os benefícios destes chips ainda são pequenos, mas, para quem não enxerga nada, ver vultos já é uma grande vantagem — destaca Bruno Diniz, pesquisador da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
No simpósio, porém, Diniz vai apresentar estudo do qual faz parte que se mostra ainda mais promissor, podendo se tornar uma cura para a degeneração macular relacionada à idade, umas das principais causas de cegueira no mundo. A pesquisa tem como base experimento iniciado em 2011 pela empresa de biotecnologia americana Advanced Cell Technology (ACT), que pela primeira vez usou células-tronco embrionárias para combater o mal. De acordo com resultados publicados recentemente na revista “Lancet”, a técnica melhorou substancialmente a visão de pacientes que estavam quase cegos.
Mas enquanto a experiência da ACT foi feita injetando as células-tronco diretamente nos olhos dos pacientes, de forma desorganizada, Diniz e seus colegas propõem cultivá-las antes em uma plataforma para que formem uma única camada do chamado epitélio pigmentar da retina (EPR), reproduzindo a configuração natural do tecido na esperança de aumentar sua sobrevida e eficácia. As células do EPR são as primeiras a sofrerem com a degeneração macular, levando à morte das células fotorreceptoras.
— Acreditamos que, ao serem cultivadas e formarem o tecido, as células-tronco terão mais chances de sobreviver — conta Diniz, que já realizou, com sucesso e segurança, testes da técnica com animais. — O experimento da ACT já mostrou que os resultados são possíveis, mas sempre se pode melhorá-los. Achamos que assim vamos ter um maior benefício.
Christina, por sua vez, aposta que a união dos estudos com células-tronco e terapia genética poderá trazer os melhores resultados no futuro, assim como o desenvolvimento de terapias auxiliares com substâncias fotossensíveis como a photo switch. Sintetizada pelo pesquisador americano Richard Kramer, ela foi injetada nos olhos de camundongos cegos, que passaram então a responder a estímulos luminosos.
— É uma técnica simples, que não envolve vírus para transportar genes nem manipulação genética e, por isso, pode caminhar mais depressa — observa a pesquisadora.
Tanto Diniz quanto Christina, porém, destacam que todas estas técnicas ainda estão em uma fase inicial de desenvolvimento e vão demorar a chegar aos pacientes em geral.

Fonte : http://oglobo.globo.com/ciencia/implante-de-chip-celulas-tronco-sao-terapias-promissoras-contra-cegueira-9635833

Um comentário:

  1. Eu ouvi na radio cbn essa semana um especialista falando sobre esta tecnica de cura da degeneração macular relacionada a idade. Legal o artigo!

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