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sábado, 3 de agosto de 2013

Japonêses vão iniciar os primeiros testes clínicos mundiais em seres humanos de medicina regenerativa utilizando células-tronco pluripotentes induzidas (iPS).

Tóquio - O ministério da Saúde japonês deu nesta sexta-feira autorização para os primeiros testes clínicos mundiais em seres humanos de medicina regenerativa utilizando células-tronco pluripotentes induzidas (iPS).

Estes testes com pacientes têm como objetivo tratar uma das formas de degeneração macular relacionada com a idade (DMAE), que destrói a visão e é a principal causa de cegueira nas pessoas com mais de 55 anos nos países industrializados.

Para conseguir isso, os pesquisadores se propõem a cultivar células da retina do paciente e implantá-las.

As células-tronco pluripotentes induzidas (iPS) são criadas a partir de células adultas reprogramadas para rejuvenescer até obter, assim, as propriedades das células-tronco embrionárias.

No laboratório, as células adultas são levadas a um estado quase embrionário, o que lhes permite obter quatro novos genes (inativos normalmente nas células adultas) e voltar a uma fase de imaturidade com a capacidade de diferenciar-se em todos os tipos celulares em função do meio em que se encontram.

No ano passado, o pesquisador japonês Shinya Yamanaka e o britânico John Gurdon receberam o Prêmio Nobel de Medicina por terem concebido um método que permite reprogramar as células adultas em células-tronco, um procedimento-chave para o futuro da medicina regenerativa.

O uso de células iPS não cria os problemas éticos das células-tronco obtidas de embriões humanos.

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