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quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Britânica com Retinose pigmentar se surpreende ao conseguir ver as horas após implante de olho biônico

Lewis, de 49 anos, começou a perder a visão quando ainda era criança, aos 5 anos, devido à retinose pigmentar. Ela perdeu totalmente a visão no olho direito e a maior parte do olho esquerdo.
"Com meu olho direito eu meio que consigo me mover (guiada) pela luz. Se está claro lá fora, eu meio que vou em direção à janela ou, se está escuro e as luzes estão acesas, navego (guiada) pelas lâmpadas, como uma mariposa", disse.
Em 2015 ela viajou até Oxford para fazer o implante do olho biônico: um chip minúsculo de 3 por 3 milímetros no olho direito.
O dispositivo substitui as células sensíveis à luz na retina e está conectado a um computador, também minúsculo, colocado embaixo da pele atrás da orelha de Lewis.
Quando o dispositivo é ligado, usando uma bobina magnética aplicada à pele, os sinais vão até o nervo ótico e, em seguida, para o cérebro.
Lewis ainda tinha o nervo ótico intacto e todas as conexões necessárias para a visão, mas a mente dela precisava de tempo para se ajustar aos sinais que, depois de tantos anos, foram "religados".
Um dos primeiros testes feitos pelos médicos verificou se ela conseguiria enxergar luzes piscantes em uma tela de computador em uma sala escura. E ela conseguiu.
Depois, checaram se ela podia distinguir objetos brancos em um fundo preto, um prato branco sobre uma toalha de mesa preta - algo que ela não conseguiu fazer muito bem.
Em outro teste, os médicos colocaram um mostrador de relógio grande, feito de papelão e com ponteiros claros, para verificar se ela conseguiria ver as horas.
Lewis conseguiu e ficou muito feliz com o resultado.
Depois, a britânica começou a testar o dispositivo nas ruas.
"Havia um carro, um carro prateado e eu não conseguia acreditar pois o sinal estava muito forte e também havia o sol brilhando no carro prateado. E eu fiquei tão animada, fiquei bem emocionada!", afirmou.
O chip tem poder de resolução de menos de 1% de um megapixel, o que não é muito em comparação com uma câmera de um celular, por exemplo, mas tem a vantagem de estar conectado ao cérebro humano, que tem mais de 100 bilhões de neurônios para processar informações.
Se os demais testes clínicos em Oxford forem bem-sucedidos, é possível que o implante seja disponibilizado no serviço público de saúde britânico, o NHS, e a equipe também espera que a tecnologia possa ser aplicada para outros problemas de visão.

Fonte:
BBCBrasil.com

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