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sábado, 20 de fevereiro de 2016

Nem coitadinho, nem super-herói.

De acordo com o ultimo senso no Brasil, existe mais de 45 milhões de pessoas com deficiência no Brasil, mesmo com tanta gente com algum tipo de limitação como é grande a falta de informação das demais pessoas em relação a pessoa com deficiência. Eu sou um cara novo neste universo da pessoa com deficiência, apesar de ter uma doença degenerativa eu nunca me imaginei na condição de pessoa com deficiência, talvez pelo fato de não aceitar a realidade, mas deixando este papo de aceitação para outra hora. Estando neste universo uma coisa que me deixa muito bolado é este negocio ou você é um super herói, aquele sujeito digno de grande admiração, em virtude de sua grande coragem e imensa força de vontade, ou um deficiente coitadinho seria incapaz para tudo, inclusive e especialmente para tomar suas próprias decisões, ou seja, é um ser digno de pena. Eu não sei qual é o pior, o super-heróis não dispensa uma certa dose de pena, pois muita vez o que se ouve são frases do tipo: "Coitado, apesar de tudo, veja como ele é corajoso e determinado! Eu fico pensando como era a vida de uma pessoa com deficiência a 30 anos atrás, pois apesar de muita coisa ter mudado ainda existe muito preconceito, principalmente aquele preconceito camuflado, parece que as pessoas não tem consciência de que ninguém escolhe ter uma limitação e que todo mundo corre o risco de estar nesta condição. Na verdade, não é nem deficiente. É pessoa com deficiência – embora ninguém se dê ao trabalho de entender que a pessoa vem ANTES da deficiência. Abaixo deixo um texto que eu achei fantástico do site Crônicas da Surdez
mas eu acho um saco esse eterno endeusamento X coitadismo no que toca as pessoas com deficiência. Ou somos uns coitados dignos de pena. Ou somos heróis de superação. Não existe um meio termo, onde somos simplesmente humanos, tocando a vida como qualquer pessoa. Qualquer conquista nossa tem que ser louvada, elogiada, prestigiada, colocada num pedestal. E qualquer fracasso é sempre culpa da deficiência, coitadinho de nós. Tudo tudo tudo tem que girar em torno da deficiência. Nada pode ser analisado por si mesmo, tem que colocar a deficiência no meio. Mas, não adianta, eu não vou aceitar isso e achar que tudo bem. Vou reclamar sempre e brigar sempre pra pararem já com essa idiotice. Nem anjos nem demônios, seres humanos somente. O resto é detalhe!”
É uma pena que jornais e TV gostem tanto de apelar pro coitadismo, enquanto poderiam estar prestando um grande trabalho ao mudar o foco para o tema acessibilidade. Nós que somos surdos oralizados temos um longo caminho pela frente no que diz respeito a isso: falta acessibilidade para nós nas escolas, nas universidades, nos cursinhos preparatórios para concursos, nos cursos de idiomas, e por aí vai.

Autor:Paulo Ricardo trecho do texto acima do site cronicasdasurdez.com

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