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terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Retinose e a minha vida em 2017



Hoje 09/01/2018  quero compartilhar com vocês queridos leitores algumas experiências e acontecimentos em minha vida no ano de 2017 que si foi. Posso constatar que em 2017 perdi ainda mais um pouco do pequeno resíduo visual que tenho, infelizmente já faz alguns anos que a minha visão vem em queda e em 2017 não foi diferente, ainda mais que   foi em 2017 que perdi meu grande pai, acredito que o choque emocional é algo que influencia significativamente para a queda da visão.
 Antes de começar escrever esta publicação estava dando uma olhada nos arquivos do blog, e me deparei com um post de 2013, nele eu relatava a minha primeira experiência em uma instituição para deficientes visuais e o quanto foi chocante para mim a experiência , também agradecia a Deus por ainda pelo menos conseguir ver o meu rosto no espelho. Olha só como é a vida  e pensar que hoje em janeiro de 2018 não consigo mais nem ver o meu próprio rosto no espelho, vejo apenas uma imagem borrada e distorcida. Hoje eu lamento de estar perdendo a visão, não tem como lamentar a perca de um sentido tão importante quanto a visão, mas é um lamentar de uma certa forma tranquilo diferente de alguns anos atrás, onde eu só vivia lamentando e deixava de viver a vida. O ano de 2017 pra mim foi um ano esquisito, como disse anteriormente, foi o ano que perdi meu pai, e também foi o ano que recebi a noticia que vou ser  pai, sem duvida uma notícia  maravilhosa em meio a triste circunstâncias.
Depois que descobri que vou ser pai confesso que uma coisa que tem me deixado pensativo, é o fato de não poder ver direito o rosto do meu filho, confesso que isso me deixa um pouco tanto quanto triste. Mas  vou ter que me conformar, assim como venho me conformando com tantas coisas que hoje a ausência de visão tem me impossibilitado de fazer. Mas se tem uma coisa que eu aprendi é que, preciso focar nas possíveis coisas que ainda posso fazer, sentir e vivenciar mesmo com a falta de visão, e não viver lamentando pelas coisas que não posso mais fazer. O que a vida me ensinou em 2017 e tem me ensinado nos últimos anos, é que mesmo depois de ter adquirido uma deficiência no decorrer da vida, é possível viver, não é um mar de rosas, não é um conto de fadas, tem horas que bate a angustia, o medo, a revolta de não conseguir mais fazer coisas simples que antes você fazia, ai você tem que enfiar na cabeça que infelizmente não vai ter jeito você vai precisar de ajuda, e você também vai descobrindo que muitas e quando eu digo muitas são muitas mesmo, que antes você achava que era incapaz de fazer se você se adaptar, ter paciência, força de vontade você consegue.
 Um forte abraço a todos,  Feliz 2018.

Paulo Ricardo

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