Retinose pigmentar na gravidez.
Algumas mulheres relatam progressão rápida da Retinose Pigmentar durante a gravidez. Entretanto, não existem estudos clínicos sobre o efeito da gravidez na RP. Fizemos uma enquête aqui na página fazendo as seguintes perguntas eo resultado foi:
TENHO RP E DEPOIS DA MINHA GRAVIDEZ A MINHA VISÃO PIOROU.
(64%)
TENHO RP E DEPOIS DA MINHA GRAVIDEZ MINHA VISÃO NÃO PIOROU.
(35%)
Total de votos 17.
Só lembrando (não existem estudos clínicos sobre o efeito da gravidez na RP)
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sábado, 8 de março de 2014
Novo medicamento está sendo testado para uso via oral para pessoas com retinose e amaurose congênita de lamber.
Novo medicamento está sendo testado para uso via oral para pessoas com retinose e amaurose congênita de lamber, este medicamento vai ser tomado via oral, ainda está em fase de teste, tendo obitido boas melhoras, pois já foram testadas 27 pessoas as quais tiveram melhoras com o medicamento o qual não sabemos ainda a sua formulação e o medicamento está sendo conhecido pelo numero de estudo como o medicamento numero QLT091001
Resultados preliminares positivos relatados em fase 1b julgamento re- tratamento de QLT091001
Melhorias clinicamente significativas nos campos visuais e acuidade visual têm sido relatados em resultados preliminares de um ensaio clínico de fase 1b de tratamentos repetidos em QLT091001 oral em indivíduos com amaurose congênita de Leber ou retinite pigmentosa , de acordo com um comunicado de imprensa da QLT .
Especificamente, o estudo multicêntrico internacional direcionados amaurose congênita de Leber ou retinite pigmentosa , devido a mutações genéticas herdadas no epitélio pigmentar da retina ( RPE65 ) ou lecitina : retinol aciltransferase ( LRAT ), disse que o lançamento . A extensão do estudo incluiu pacientes que foram tratados com um único curso de QLT091001 em um estudo de fase 1b anterior .
Até à data, 19 de 27 pacientes ( 70 %) tiveram um aumento de campos visuais na área da retina da linha de base de 20% ou mais , enquanto 70 % dos indivíduos apresentaram um aumento da acuidade visual da linha de base de cinco letras ou mais . As melhorias foram observados em pelo menos um olho em duas visitas consecutivas dentro de 6 meses a partir do início de qualquer curso de tratamento QLT091001 , de acordo com o comunicado .
Posologia em estudo for concluído, e follow-up continua . Dados clínicos finais , incluindo a duração da resposta e outras avaliações , é esperado para ser lançado no terceiro trimestre .
Fonte :
http://www.healio.com/ophthalmology/retina-vitreous/news/online/%7B3fe5597f-9962-4a56-b51f-7bcd322792f1%7D/positive-preliminary-results-reported-in-phase-1b-re-treatment-trial-of-qlt091001
Positive preliminary results reported in phase 1b re-treatment trial of QLT091001 | Ophthalmology
healio.com
Ophthalmology | Clinically meaningful improvements in visual fields and visual acuity have been reported in...
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Resultados preliminares positivos relatados em fase 1b julgamento re- tratamento de QLT091001
Melhorias clinicamente significativas nos campos visuais e acuidade visual têm sido relatados em resultados preliminares de um ensaio clínico de fase 1b de tratamentos repetidos em QLT091001 oral em indivíduos com amaurose congênita de Leber ou retinite pigmentosa , de acordo com um comunicado de imprensa da QLT .
Especificamente, o estudo multicêntrico internacional direcionados amaurose congênita de Leber ou retinite pigmentosa , devido a mutações genéticas herdadas no epitélio pigmentar da retina ( RPE65 ) ou lecitina : retinol aciltransferase ( LRAT ), disse que o lançamento . A extensão do estudo incluiu pacientes que foram tratados com um único curso de QLT091001 em um estudo de fase 1b anterior .
Até à data, 19 de 27 pacientes ( 70 %) tiveram um aumento de campos visuais na área da retina da linha de base de 20% ou mais , enquanto 70 % dos indivíduos apresentaram um aumento da acuidade visual da linha de base de cinco letras ou mais . As melhorias foram observados em pelo menos um olho em duas visitas consecutivas dentro de 6 meses a partir do início de qualquer curso de tratamento QLT091001 , de acordo com o comunicado .
Posologia em estudo for concluído, e follow-up continua . Dados clínicos finais , incluindo a duração da resposta e outras avaliações , é esperado para ser lançado no terceiro trimestre .
Fonte :
http://www.healio.com/ophthalmology/retina-vitreous/news/online/%7B3fe5597f-9962-4a56-b51f-7bcd322792f1%7D/positive-preliminary-results-reported-in-phase-1b-re-treatment-trial-of-qlt091001
Positive preliminary results reported in phase 1b re-treatment trial of QLT091001 | Ophthalmology
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sexta-feira, 7 de março de 2014
quarta-feira, 5 de março de 2014
Garoto com Retinose pigmentar viaja pelo mundo antes de ficar cego!
Louis Corbett assistiu em cadeira "vip" seu time de basquete favorito e conheceu paisagens e construções que desejava ver antes de se tornar deficiente visual.
Para assistir ao jogo, o menino atravessou o mundo graças ao empenho de seus pais, que têm outros 4 filhos, e de pessoas ao redor do planeta que se sensibilizaram com a história de Louis “Louie” Corbett, divulgada na internet.
O menino teve sorte: várias “coincidências” o levaram a conseguir as melhores cadeiras do estádio quando a esposa do futuro proprietário do Boston Celtics leu sua história e se emocionou.
“Louie” sofre de uma doença que deteriora sua visão progressivamente, causando pigmentações em sua retina e, só nos últimos 12 meses, já perdeu 50% da sua capacidade de enxergar. Além do jogo de basquete, seu principal item da lista, o menino também tem em sua lista o Grand Canyon, as quedas de Niágara, o Empire State e o prédio do Google na Califórnia.
Fonte:http://noticias.terra.com.br/mundo/oceania/menino-viaja-para-colecionar-imagens-antes-de-perder-visao,ed3fada72ce94410VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html?ECID=BR_RedeSociais_Facebook_0_Noticia
Para assistir ao jogo, o menino atravessou o mundo graças ao empenho de seus pais, que têm outros 4 filhos, e de pessoas ao redor do planeta que se sensibilizaram com a história de Louis “Louie” Corbett, divulgada na internet.
O menino teve sorte: várias “coincidências” o levaram a conseguir as melhores cadeiras do estádio quando a esposa do futuro proprietário do Boston Celtics leu sua história e se emocionou.
“Louie” sofre de uma doença que deteriora sua visão progressivamente, causando pigmentações em sua retina e, só nos últimos 12 meses, já perdeu 50% da sua capacidade de enxergar. Além do jogo de basquete, seu principal item da lista, o menino também tem em sua lista o Grand Canyon, as quedas de Niágara, o Empire State e o prédio do Google na Califórnia.
Fonte:http://noticias.terra.com.br/mundo/oceania/menino-viaja-para-colecionar-imagens-antes-de-perder-visao,ed3fada72ce94410VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html?ECID=BR_RedeSociais_Facebook_0_Noticia
sábado, 25 de janeiro de 2014
Saiba tudo sobre os cães guia no Brasil.
Nestes dois videos abaixo tem algumas informações sobre o cão guia no brasil.
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
São nas horas difíceis que nós percebemos o quanto somos forte.
Agente qu tem uma deficiência visual sofre por ter algumas limitações, e hoje eu estava recordando de uma fase difícil da minha vida, que era quando eu trabalhava a noite. Imagina um portador de RP trabalhando a noite complicado não é mesmo? Eu trabalhava a noite em uma padaria perto da minha casa, ainda bem que era perto da minha casa pois a minha maior dificuldade era para ir e voltar do trabalho. Em alguns anos de trabalho poderia citar varias situações complicadas, engraçadas e constrangedoras que passei .Era muito tenso sempre a volta para casa pois já era tarde da noite e você sozinho em ruas escuras enxergando pouco te traz muita insegurança. E pra ajudar parece que os cachorros adoravam me perseguir a noite nossa passei cada sufoco! Teve uma noite que por incrível que pareça tinha um cachorro deitado no meio da rua, e eu não vi o abençoado e acabei pisando nele, foi por Deus que o cachorro não me mordeu pois eu sai assustado pra um lado e ele saiu assustado gritando para o outro kkk. Outra vez eu trombei numa placa no meio da rua, uma placa que estava sinalizando um buraco, o povo achava que eu tava bêbado ou então era doido.Bem estas foram algumas situações desagradáveis que infelizmente eu já vivi. Antes eu não tinha nem coragem de escrever estas coisas , ficava tudo guardado pra mim, hoje eu tenho mais maturidade pra lidar com esta maldita Retinose. Muitas vezes eu chegava do trabalho tarde da noite entrava no meu quarto e chorava sozinho, por que eu precisava trabalhar não queria ficar dependendo dos meus pais. Já vão fazer 2 anos que deixei de trabalhar e consegui me aposentar, não vou dizer que estou feliz com isso por que não estou, mas eu moro numa cidade muito pequena e não tem muita oportunidade de emprego pra um jovem sem limitações imagina para agente que tem algumas limitações. Se eu tivesse oportunidades abriria mão da aposentadoria e voltaria a trabalhar por que o trabalho edifica o homem e como edifica! Mas a vida continua fé em Deus e fico na esperança de dias melhores.
Autor:Paulo Ricardo
Autor:Paulo Ricardo
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
Cientistas argentinos avançam em tratamento celular na retina
Uma equipe de cientistas argentinos conseguiu um avanço significativo para o tratamento futuro de problemas de visão ao obter, em laboratório, células progenitoras da retina a partir de células-tronco adultas provenientes de tecido adiposo.
O trabalho é do Centro de Pesquisa em Engenharia de Tecidos e Tratamento Celulares (CIITT) da Universidade Maimónides, de Buenos Aires.
"Isso nos dá uma grande possibilidade porque começamos a produzir a partir das células do próprio indivíduo outras que têm um potencial terapêutico", afirmou, em entrevista à Agencia Efe, o diretor do CIITT, o médico Gustavo Moviglia.
Ao contrário de outras pesquisas, onde são utilizadas células embrionárias ou modificadas geneticamente em um laboratório, os cientistas argentinos trabalharam a partir de células obtidas de tecido adiposo.
"Foi um grande desafio, porque de todas as células, a com menos certeza de que podiam ser transformadas em células dos olhos eram as do tecido adiposo. Nós tivemos sorte", contou Moviglia, que tem 27 anos de experiência de pesquisa na área da biologia celular.
O processo implica a utilização de um subgrupo de linfócitos específicos em um cultivo junto a células do tecido adiposo do paciente, que desta forma conseguem se diferenciar para obter células com potencial reparador da retina.
"Com esta população de linfócitos, as células de gordura, no dia seguinte, eram um pouco diferentes. E, ao terceiro dia, começaram a formar as estruturas próprias do olho, ou seja, as células já adquiriram não só os marcadores do olho, mas também as formas, como os cones ou os bastões", explicou Moviglia.
De modo similar, no passado, a equipe do CIITT demonstrou que pode obter a partir de cultivos com linfócitos células progenitoras neurauis, ósseas e de ilhotas de Langerhans (ilhotas pancreáticas).
Agora, com o resultado alcançado, a equipe já iniciou a fase de aplicação em ratos. Em seguida, será testado o tratamento em humanos com problemas de degeneração na retina por idade, uma patologia muito comum em idosos, embora potencialmente o tratamento também possa ser aplicado em casos de retinopatias de origem genérica.
Muitas vezes, nos tratamentos genéricos, são utilizadas células da medula óssea, mas sua extração é dolorosa; por outro lado, para obter gordura amarela, é necessária apenas a aplicação de anestesia local para extraí-la de debaixo da pele. Além disso, há outra vantagem fundamental: há maior e melhor qualidade de células-tronco na gordura do que na medula óssea.
"À medida em que uma célula-tronco vai se dividindo, com o tempo, vai envelhecendo. Um paciente de 60 anos tem as células-tronco de sua medula óssea trabalhando sete dias da semana, 24 horas do dia. Por outro lado, a gordura trabalhou muito pouco. Comparativamente, as células da gordura são mais jovens porque trabalharam menos", explica Moviglia.
O pesquisador declarou que também foi constatado que, no mesmo volume de medula óssea e de gordura, há dez vezes mais células-tronco no de gordura do que na medula óssea.
Por outro lado, ao contrário de outros tratamentos celulares, onde são utilizadas células embrionárias ou geneticamente modificadas com presença de oncogenes (genes presentes em tumores), este tipo de células, obtidas a partir de tecido adiposo, não gera tumores nem doenças autoimunes. Além disso, as células obtidas "in vitro" capazes de regenerar a retina, por provirem de gordura do próprio paciente (células autólogas), não produzem rejeições.
Outro dos aspectos positivos deste avanço é o fato do tempo demandado pelos procedimentos para incubar no laboratório as células progenitoras da retina, que é de apenas dois dias, enquanto com outras técnicas ele é de cerca de quatro semanas. Esta redução se traduz em menores gastos, pois estes procedimentos têm "um grande custo de laboratório" e "por cada dia que se guarda uma célula em uma garrafa de cultivo, se acrescenta um custo significativo", indicou Moviglia.
Fonte : http://www.portalpcdonline.com.br/2013/10/cientistas-argentinos-avancam-em.html
O trabalho é do Centro de Pesquisa em Engenharia de Tecidos e Tratamento Celulares (CIITT) da Universidade Maimónides, de Buenos Aires.
"Isso nos dá uma grande possibilidade porque começamos a produzir a partir das células do próprio indivíduo outras que têm um potencial terapêutico", afirmou, em entrevista à Agencia Efe, o diretor do CIITT, o médico Gustavo Moviglia.
Ao contrário de outras pesquisas, onde são utilizadas células embrionárias ou modificadas geneticamente em um laboratório, os cientistas argentinos trabalharam a partir de células obtidas de tecido adiposo.
"Foi um grande desafio, porque de todas as células, a com menos certeza de que podiam ser transformadas em células dos olhos eram as do tecido adiposo. Nós tivemos sorte", contou Moviglia, que tem 27 anos de experiência de pesquisa na área da biologia celular.
O processo implica a utilização de um subgrupo de linfócitos específicos em um cultivo junto a células do tecido adiposo do paciente, que desta forma conseguem se diferenciar para obter células com potencial reparador da retina.
"Com esta população de linfócitos, as células de gordura, no dia seguinte, eram um pouco diferentes. E, ao terceiro dia, começaram a formar as estruturas próprias do olho, ou seja, as células já adquiriram não só os marcadores do olho, mas também as formas, como os cones ou os bastões", explicou Moviglia.
De modo similar, no passado, a equipe do CIITT demonstrou que pode obter a partir de cultivos com linfócitos células progenitoras neurauis, ósseas e de ilhotas de Langerhans (ilhotas pancreáticas).
Agora, com o resultado alcançado, a equipe já iniciou a fase de aplicação em ratos. Em seguida, será testado o tratamento em humanos com problemas de degeneração na retina por idade, uma patologia muito comum em idosos, embora potencialmente o tratamento também possa ser aplicado em casos de retinopatias de origem genérica.
Muitas vezes, nos tratamentos genéricos, são utilizadas células da medula óssea, mas sua extração é dolorosa; por outro lado, para obter gordura amarela, é necessária apenas a aplicação de anestesia local para extraí-la de debaixo da pele. Além disso, há outra vantagem fundamental: há maior e melhor qualidade de células-tronco na gordura do que na medula óssea.
"À medida em que uma célula-tronco vai se dividindo, com o tempo, vai envelhecendo. Um paciente de 60 anos tem as células-tronco de sua medula óssea trabalhando sete dias da semana, 24 horas do dia. Por outro lado, a gordura trabalhou muito pouco. Comparativamente, as células da gordura são mais jovens porque trabalharam menos", explica Moviglia.
O pesquisador declarou que também foi constatado que, no mesmo volume de medula óssea e de gordura, há dez vezes mais células-tronco no de gordura do que na medula óssea.
Por outro lado, ao contrário de outros tratamentos celulares, onde são utilizadas células embrionárias ou geneticamente modificadas com presença de oncogenes (genes presentes em tumores), este tipo de células, obtidas a partir de tecido adiposo, não gera tumores nem doenças autoimunes. Além disso, as células obtidas "in vitro" capazes de regenerar a retina, por provirem de gordura do próprio paciente (células autólogas), não produzem rejeições.
Outro dos aspectos positivos deste avanço é o fato do tempo demandado pelos procedimentos para incubar no laboratório as células progenitoras da retina, que é de apenas dois dias, enquanto com outras técnicas ele é de cerca de quatro semanas. Esta redução se traduz em menores gastos, pois estes procedimentos têm "um grande custo de laboratório" e "por cada dia que se guarda uma célula em uma garrafa de cultivo, se acrescenta um custo significativo", indicou Moviglia.
Fonte : http://www.portalpcdonline.com.br/2013/10/cientistas-argentinos-avancam-em.html
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
Começa no Japão o primeiro teste de células iPS em humanos.
Uma equipe de cientistas japoneses iniciou nesta quinta-feira o primeiro teste clínico do mundo com humanos usando células-tronco de pluripotência induzidas (iPS, na sigla em inglês), o que inicia uma etapa nova e transcendente da medicina regenerativa.
Este primeiro estudo clínico usando a descoberta genética das iPS, cujo criador é o japonês Shinya Yamanaka, consolida a liderança do Japão neste tipo de medicina.
O histórico experimento se desenvolverá no Instituto Riken e no hospital da cidade de Kobe (centro do país), depois de seus responsáveis receberem a autorização obrigatória do Ministério da Saúde japonês no dia 19 de julho.
A equipe de cientistas extrairá amostras de pele humana e a partir delas gerará células iPS com capacidade de se transformar em tecido de retina, que depois seria implantado em pacientes que sofrem uma degeneração macular associada à idade.
Este problema, que atualmente afeta cerca de 700 mil pessoas no Japão, é a principal causa de cegueira no mundo.
O objetivo deste primeiro teste não é, no entanto, que os pacientes tratados recuperem a visão, embora isto possa acontecer, e sim provar que se trata de um processo seguro no qual por exemplo não se desenvolvem tumores, segundo explicou um porta-voz da equipe à Agência Efe.
O grupo de cientistas liderado pela médica Masayo Takahashi, oftalmologista responsável do departamento de regeneração retiniana do Instituto Riken, começou os procedimentos, estabelecendo os critérios para a escolha de seis pacientes que se submeterão ao teste: eles têm que residir no Japão e ter mais de 50 anos.
Depois disso e do processo de geração de tecidos, que dura aproximadamente dez meses, o primeiro transplante de retina nos pacientes com cegueira será realizado daqui a um ano.
Os especialistas concordam que se o experimento funcionar, será uma revolução na medicina regenerativa e na busca de tratamentos para doenças até hoje incuráveis.
As autoridades japonesas se apressaram em aprovar o projeto, já que a solicitação conjunta do Instituto Riken de Investigação e da Fundação para a Investigação Biomédica foi apresentado há apenas um ano.
"Os procedimentos foram muito rápidos. Estou muito agradecida porque podemos fazer o teste clínico de uma forma adequada antes de qualquer outro no mundo", disse Takahashi durante um encontro nesta semana com a imprensa.
O Japão sabe que tem um papel muito importante na medicina regenerativa e na experimentação com células-tronco, âmbito no qual fez grandes investimentos como no centro de pesquisa da Universidade de Kioto.
O pioneiro em geração de iPS é o japonês Shinya Yamanaka, agraciado em 2012 com o Prêmio Nobel da Medicina pelo método que desenvolveu para criar este tipo de células mediante a reprogramação de células já maduras.
Esta descoberta resolve o problema ético de trabalhar com células-tronco de embriões que, como as iPS, também possuem a capacidade de se transformar em qualquer tipo de célula.
No dia que o governo aprovou este primeiro teste, Yamanaka comemorou a decisão e disse que se tratava de um importante ponto de partida para a aplicação destas células capazes de gerar tecidos.
Os avanços continuam no Japão, onde uma equipe de cientistas da Universidade de Yokohama desenvolveu um fígado funcional para seres humanos a partir de células iPS.
Esta pesquisa, realizada com ratos, poderia representar um grande avanço na medicina regenerativa, uma vez testada clinicamente, ao solucionar a escassez de doadores para curar doenças por insuficiência dos órgãos em fase terminal.
Fonte:http://saude.terra.com.br/comeca-no-japao-o-primeiro-teste-de-celulas-ips-em-humanos,8f2f5bd106430410VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.htmlhttps://www.google.com.br/
Este primeiro estudo clínico usando a descoberta genética das iPS, cujo criador é o japonês Shinya Yamanaka, consolida a liderança do Japão neste tipo de medicina.
O histórico experimento se desenvolverá no Instituto Riken e no hospital da cidade de Kobe (centro do país), depois de seus responsáveis receberem a autorização obrigatória do Ministério da Saúde japonês no dia 19 de julho.
A equipe de cientistas extrairá amostras de pele humana e a partir delas gerará células iPS com capacidade de se transformar em tecido de retina, que depois seria implantado em pacientes que sofrem uma degeneração macular associada à idade.
Este problema, que atualmente afeta cerca de 700 mil pessoas no Japão, é a principal causa de cegueira no mundo.
O objetivo deste primeiro teste não é, no entanto, que os pacientes tratados recuperem a visão, embora isto possa acontecer, e sim provar que se trata de um processo seguro no qual por exemplo não se desenvolvem tumores, segundo explicou um porta-voz da equipe à Agência Efe.
O grupo de cientistas liderado pela médica Masayo Takahashi, oftalmologista responsável do departamento de regeneração retiniana do Instituto Riken, começou os procedimentos, estabelecendo os critérios para a escolha de seis pacientes que se submeterão ao teste: eles têm que residir no Japão e ter mais de 50 anos.
Depois disso e do processo de geração de tecidos, que dura aproximadamente dez meses, o primeiro transplante de retina nos pacientes com cegueira será realizado daqui a um ano.
Os especialistas concordam que se o experimento funcionar, será uma revolução na medicina regenerativa e na busca de tratamentos para doenças até hoje incuráveis.
As autoridades japonesas se apressaram em aprovar o projeto, já que a solicitação conjunta do Instituto Riken de Investigação e da Fundação para a Investigação Biomédica foi apresentado há apenas um ano.
"Os procedimentos foram muito rápidos. Estou muito agradecida porque podemos fazer o teste clínico de uma forma adequada antes de qualquer outro no mundo", disse Takahashi durante um encontro nesta semana com a imprensa.
O Japão sabe que tem um papel muito importante na medicina regenerativa e na experimentação com células-tronco, âmbito no qual fez grandes investimentos como no centro de pesquisa da Universidade de Kioto.
O pioneiro em geração de iPS é o japonês Shinya Yamanaka, agraciado em 2012 com o Prêmio Nobel da Medicina pelo método que desenvolveu para criar este tipo de células mediante a reprogramação de células já maduras.
Esta descoberta resolve o problema ético de trabalhar com células-tronco de embriões que, como as iPS, também possuem a capacidade de se transformar em qualquer tipo de célula.
No dia que o governo aprovou este primeiro teste, Yamanaka comemorou a decisão e disse que se tratava de um importante ponto de partida para a aplicação destas células capazes de gerar tecidos.
Os avanços continuam no Japão, onde uma equipe de cientistas da Universidade de Yokohama desenvolveu um fígado funcional para seres humanos a partir de células iPS.
Esta pesquisa, realizada com ratos, poderia representar um grande avanço na medicina regenerativa, uma vez testada clinicamente, ao solucionar a escassez de doadores para curar doenças por insuficiência dos órgãos em fase terminal.
Fonte:http://saude.terra.com.br/comeca-no-japao-o-primeiro-teste-de-celulas-ips-em-humanos,8f2f5bd106430410VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.htmlhttps://www.google.com.br/
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
Geraldo Magela um dos maiores comediantes do pais também é portador de Retinose Pigmentar.
Quando fui ver, já não "tava vendo"!
Geraldo Magela, o cego mais popular do Brasil, nasceu com retinose pigmentar, doença degenerativa progressiva. Casado, com 45 anos, a falta de visão não lhe tirou o humor, muito pelo contrário, passou a ser importante subsídio para o conteúdo de seu trabalho, dando mais sentido às suas piadas. Ao Jornal da AME, Magela fala, com exclusividade, de sua infância, família, carreira e deficiência. Confira.
AME - Geraldo, fale um pouco sobre sua infância e sua deficiência.
Geraldo Magela - O nome da doença é "retinose pigmentar". Parece até nome de salada. Em casa, somos em oito irmãos e cinco apresentam o problema. Parece que são células na retina que vão morrendo ou perdendo a função. E também parece ser um problema genético. A minha infância foi muito problemática, porque, na época, sofria muito com gozações de outras crianças, que me chamavam de "cobra-cega", faziam brincadeiras de mau-gosto, como me jogar pedras e se esconder, entre outras brincadeiras, se aproveitando de minha pouca visão, pois eu não podia ver quem estava fazendo a sacanagem. Sempre enxerguei muito pouco. Televisão, por exemplo, só de muito perto. Jornal ou revista, só dava para ler as manchetes. E a perda da visão foi lenta. Eu digo que foi tão lenta que, quando fui ver, já não "tava vendo"!
AME - E na adolescência, como era a convivência?
Magela - Em casa também foi um pouco complicado. Meu pai, criado no interior, era comerciante, e gostava de tomar umas, de vez em quando, todo dia. E, à noite, gostava de fazer um showzinho à parte. E isso me deixava muito tenso. Em função disso, tive que sair de casa ainda na adolescência e alugamos um barraco: eu, meu irmão, minha irmã e mais duas pessoas. Mesmo com estes problemas, sempre fui muito brincalhão. E ralei muito! Já vendi picolé... Ganhei até prêmio como melhor vendedor: chegava no campo de futebol com a minha caixa de isopor, cheia de picolés, e o pessoal, sabendo que eu enxergava muito pouco, enfiava a mão na caixa, e era uma maravilha: tirava dois e pagava um, tirava três e pagava dois... Já fui também carregador de feira. Com meu carrinho, acompanhava as senhoras nas suas compras. E quase sempre eu as perdia de vista ou atropelava alguém na feira... Depois, trabalhei em loja, vendi loteria... Foi quando comecei a trabalhar em rádio.
AME - Você sempre foi bem-humorado ou foi "obrigado" pela circunstância a ser assim?
Magela - Sempre fui bem-humorado. Às vezes penso até que sou meio retardado! De vez em quando, fico meio baixo-astral, mas ainda bem que passa rápido. Coisas que me irritam, por exemplo: quando você liga para algum lugar ou manda um e-mail para alguém e não te dão retorno. Acho isto uma falta de respeito...
AME - Como conseguiu fazer de sua deficiência, sua profissão, seu ganha-pão?
Magela - Como disse, sempre fui muito bem-humorado. E sempre que me encontrava com o pessoal da "cegolândia", a gente dava muita risada com aquilo que acontecia com cada um de nós. Por falta de informação, as pessoas tratam o cego de uma maneira muito engraçada. Tem gente que acha que eu conto piadas de cego. E não são piadas, são casos verídicos! Quanto às respostas que falo que dou para as pessoas (exemplo: me perguntam "A sua mulher é normal?" e respondo "Não. Ela tem antena, rodinha e entrada para CD!"), claro que não falo isso. É só mesmo para ficar mais engraçado. Assim, tive a idéia de juntar as situações mais engraçadas e acabou virando um espetáculo: "Ceguinho é a mãe!" Aliás, esta mania de chamar o cego de "ceguinho", antigamente era muito pejorativa. Vira ponto de referência. Cego já era duro de ouvir. Ceguinho, então, nem se fala... Por isso o nome: "Ceguinho é a mãe!" Mas é claro que é só uma brincadeira. E hoje acabou virando até um termo carinhoso. Pelo menos eu sinto isso. Eu mesmo, quando ligo para alguém, eu falo: "Geraldo Magela, o ceguinho".
AME - Você tem uma forma leve e positiva de lidar com as pessoas e situações. Como aprendeu a lidar tão bem com sua deficiência?
Magela - Como a perda da minha visão foi muito lenta, eu fui me adaptando. E, ao contrário do que muitas pessoas pensam, a maioria dos cegos é bem-humorada. O que, geralmente, tira nosso bom humor, é quando duvidam de nossa capacidade. Infelizmente, a maioria acha que somos quase inválidos, que temos muito mais limitações do que realmente temos.
AME - Em torno de sua cegueira você construiu seu personagem que deu tão certo e é tão querido por todos. Há diferença entre o "ceguinho" e o Geraldo Magela fora dos palcos e da telinha?
Magela - Não. Eu sou exatamente como sou na televisão ou no palco. Tem humorista que é mal-humorado, que é calado... Não dá para a gente entender esta incoerência. Eu não. Sou exageradamente bem-humorado, sempre.
AME - Há pessoas que associam deficiência com tristeza e drama. É possível ser bem-humorado mesmo com limitações?
Magela - Humor, a gente nasce com ele. É claro que, principalmente nos dias de hoje, tem muita coisa que tira o nosso humor. Esta violência sem controle, a incompetência e desonestidade dos políticos... Muita coisa tira o humor da gente. Mas eu sempre falo, ao final dos meus espetáculos: ninguém deve desistir de seus objetivos. E me coloco como exemplo disso. Apesar de tanto preconceito que já sofri e que, às vezes, ainda sofro, digo que você nunca deve parar. Pois quem pára não só pára, dá marcha-ré. Se você não tenta, já está derrotado.
AME - Poderia deixar uma mensagem aos nossos leitores?
Magela - Leitores, gostaria que um dia vocês pudessem assistir um de meus espetáculos: "Ceguinho é a mãe" e "Ceguinho chutando o balde". Será um prazer tê-los na platéia. Enquanto isso não acontece, conheça um pouco do meu trabalho visitando meu site (http://www.ceguinho.com.br) ou me mandando um e-mail (ceguinho@ceguinho.com.br). E aguardem, pois vem aí o meu livro: "Um cego de olho no futuro!" Um abraço a todos e a gente se vê por aí!
Fonte:http://www.ame-sp.org.br/noticias/entrevista/teentrevista17.shtml
Geraldo Magela, o cego mais popular do Brasil, nasceu com retinose pigmentar, doença degenerativa progressiva. Casado, com 45 anos, a falta de visão não lhe tirou o humor, muito pelo contrário, passou a ser importante subsídio para o conteúdo de seu trabalho, dando mais sentido às suas piadas. Ao Jornal da AME, Magela fala, com exclusividade, de sua infância, família, carreira e deficiência. Confira.
AME - Geraldo, fale um pouco sobre sua infância e sua deficiência.
Geraldo Magela - O nome da doença é "retinose pigmentar". Parece até nome de salada. Em casa, somos em oito irmãos e cinco apresentam o problema. Parece que são células na retina que vão morrendo ou perdendo a função. E também parece ser um problema genético. A minha infância foi muito problemática, porque, na época, sofria muito com gozações de outras crianças, que me chamavam de "cobra-cega", faziam brincadeiras de mau-gosto, como me jogar pedras e se esconder, entre outras brincadeiras, se aproveitando de minha pouca visão, pois eu não podia ver quem estava fazendo a sacanagem. Sempre enxerguei muito pouco. Televisão, por exemplo, só de muito perto. Jornal ou revista, só dava para ler as manchetes. E a perda da visão foi lenta. Eu digo que foi tão lenta que, quando fui ver, já não "tava vendo"!
AME - E na adolescência, como era a convivência?
Magela - Em casa também foi um pouco complicado. Meu pai, criado no interior, era comerciante, e gostava de tomar umas, de vez em quando, todo dia. E, à noite, gostava de fazer um showzinho à parte. E isso me deixava muito tenso. Em função disso, tive que sair de casa ainda na adolescência e alugamos um barraco: eu, meu irmão, minha irmã e mais duas pessoas. Mesmo com estes problemas, sempre fui muito brincalhão. E ralei muito! Já vendi picolé... Ganhei até prêmio como melhor vendedor: chegava no campo de futebol com a minha caixa de isopor, cheia de picolés, e o pessoal, sabendo que eu enxergava muito pouco, enfiava a mão na caixa, e era uma maravilha: tirava dois e pagava um, tirava três e pagava dois... Já fui também carregador de feira. Com meu carrinho, acompanhava as senhoras nas suas compras. E quase sempre eu as perdia de vista ou atropelava alguém na feira... Depois, trabalhei em loja, vendi loteria... Foi quando comecei a trabalhar em rádio.
AME - Você sempre foi bem-humorado ou foi "obrigado" pela circunstância a ser assim?
Magela - Sempre fui bem-humorado. Às vezes penso até que sou meio retardado! De vez em quando, fico meio baixo-astral, mas ainda bem que passa rápido. Coisas que me irritam, por exemplo: quando você liga para algum lugar ou manda um e-mail para alguém e não te dão retorno. Acho isto uma falta de respeito...
AME - Como conseguiu fazer de sua deficiência, sua profissão, seu ganha-pão?
Magela - Como disse, sempre fui muito bem-humorado. E sempre que me encontrava com o pessoal da "cegolândia", a gente dava muita risada com aquilo que acontecia com cada um de nós. Por falta de informação, as pessoas tratam o cego de uma maneira muito engraçada. Tem gente que acha que eu conto piadas de cego. E não são piadas, são casos verídicos! Quanto às respostas que falo que dou para as pessoas (exemplo: me perguntam "A sua mulher é normal?" e respondo "Não. Ela tem antena, rodinha e entrada para CD!"), claro que não falo isso. É só mesmo para ficar mais engraçado. Assim, tive a idéia de juntar as situações mais engraçadas e acabou virando um espetáculo: "Ceguinho é a mãe!" Aliás, esta mania de chamar o cego de "ceguinho", antigamente era muito pejorativa. Vira ponto de referência. Cego já era duro de ouvir. Ceguinho, então, nem se fala... Por isso o nome: "Ceguinho é a mãe!" Mas é claro que é só uma brincadeira. E hoje acabou virando até um termo carinhoso. Pelo menos eu sinto isso. Eu mesmo, quando ligo para alguém, eu falo: "Geraldo Magela, o ceguinho".
AME - Você tem uma forma leve e positiva de lidar com as pessoas e situações. Como aprendeu a lidar tão bem com sua deficiência?
Magela - Como a perda da minha visão foi muito lenta, eu fui me adaptando. E, ao contrário do que muitas pessoas pensam, a maioria dos cegos é bem-humorada. O que, geralmente, tira nosso bom humor, é quando duvidam de nossa capacidade. Infelizmente, a maioria acha que somos quase inválidos, que temos muito mais limitações do que realmente temos.
AME - Em torno de sua cegueira você construiu seu personagem que deu tão certo e é tão querido por todos. Há diferença entre o "ceguinho" e o Geraldo Magela fora dos palcos e da telinha?
Magela - Não. Eu sou exatamente como sou na televisão ou no palco. Tem humorista que é mal-humorado, que é calado... Não dá para a gente entender esta incoerência. Eu não. Sou exageradamente bem-humorado, sempre.
AME - Há pessoas que associam deficiência com tristeza e drama. É possível ser bem-humorado mesmo com limitações?
Magela - Humor, a gente nasce com ele. É claro que, principalmente nos dias de hoje, tem muita coisa que tira o nosso humor. Esta violência sem controle, a incompetência e desonestidade dos políticos... Muita coisa tira o humor da gente. Mas eu sempre falo, ao final dos meus espetáculos: ninguém deve desistir de seus objetivos. E me coloco como exemplo disso. Apesar de tanto preconceito que já sofri e que, às vezes, ainda sofro, digo que você nunca deve parar. Pois quem pára não só pára, dá marcha-ré. Se você não tenta, já está derrotado.
AME - Poderia deixar uma mensagem aos nossos leitores?
Magela - Leitores, gostaria que um dia vocês pudessem assistir um de meus espetáculos: "Ceguinho é a mãe" e "Ceguinho chutando o balde". Será um prazer tê-los na platéia. Enquanto isso não acontece, conheça um pouco do meu trabalho visitando meu site (http://www.ceguinho.com.br) ou me mandando um e-mail (ceguinho@ceguinho.com.br). E aguardem, pois vem aí o meu livro: "Um cego de olho no futuro!" Um abraço a todos e a gente se vê por aí!
Fonte:http://www.ame-sp.org.br/noticias/entrevista/teentrevista17.shtml
domingo, 29 de dezembro de 2013
Minúscula retina biônica pode devolver a visão aos cegos.
A recuperação da visão nos cegos foi sempre um argumento de ficção científica, mas uma empresa israelense a está transformando em realidade para pacientes que sofrem cegueira pela deterioração da retina.
L
Trata-se de um dispositivo do tamanho de um grão de arroz, que emula a função da retina capturando os sinais visuais como uma câmera, para depois transformá-los em sinais elétricos que estimulam os neurônios para criar as imagens no cérebro.
O chip foi testado com sucesso em porcos e a empresa Nano-Retina, com sede na cidade israelense de Herzliya, prevê que contará com um protótipo humano de sua denominada Bio-Retina dentro de dois anos.
"No prazo de uma semana o paciente poderá ver de forma imediata", garantiu à Agência Efe o diretor-executivo da companhia, Ra'anan Gefen.
"Queríamos dotar um cego de suficiente visão que lhe permita ser novamente independente, caminhar por lugares familiares e ver seus entes queridos", acrescentou o diretor.
O dispositivo é implantado na parte posterior do olho em uma operação relativamente simples, similar a uma de catarata que dura 30 minutos e só requer anestesia local.
A visão que obterá o paciente lhe permitirá ver televisão e identificar rostos graças a uma resolução de 600 pixels (o modelo mais sofisticado), pois os criadores estudaram que 260 pixels é o mínimo para ter um nível de visão aceitável.
No entanto, esta será em preto e branco, e os implantados também não poderão dirigir ou ler letras que não sejam de grandes dimensões.
"A ciência ainda não conseguir superar o preto e branco neste terreno, mas pretendemos ir adiante e oferecer uma escala de cinzentos para que possam apreciar sombras e contornos", explicou Gefén.
Além da facilidade para introduzir o dispositivo no olho, este não possui bateria e sua implantação será definitiva, uma vez que sua única fonte de energia procede de óculos de sol especialmente projetados que transmitem sem fio um laser diretamente ao chip e podem ser recarregados durante as noites.
A Bio-Retina atua também de maneira harmoniosa com os movimentos naturais do olho, inclusive os do globo ocular ou a dilatação das pupilas, o que facilitará ao paciente olhar de lado a lado sem a necessidade de ter de girar a cabeça.
Por enquanto, a revolucionária invenção resolverá a vida a pacientes com retinose pigmentar e degeneração macular associada à idade (AMD, na sigla em inglês), transtornos comuns a partir dos 60 anos.
Mas os responsáveis pela retina biônica preveem que no futuro se abrirá o terreno ao tratamento de doenças como a retinopatia diabética, ou aquelas nas quais o foto-receptor se atrofia e não pode funcionar outra vez devido a que não há células que possam traduzir a luz que chega à retina em uma visão útil.
"Nestas condições, nosso dispositivo poderia atuar como um foto-receptor artificial", declarou o diretor israelense.
No entanto, o dispositivo não serve para aqueles que nasceram cegos ou sofrem dolências não relacionadas com lesões retinais.
No mundo ocidental calcula-se que seis milhões de pessoas sofrem cegueira ou pouca visão como consequência de doenças ou lesões provocadas pela degeneração da retina.
Para levar adiante este sofisticado produto a empresa israelense colabora com equipes científicas e indústrias no mundo todo, a fim de estudar a melhor solução para determinados problemas.
O fato de ter precedentes em outros produtos planejados há uma década que ofereciam uma pior visão encoraja os diretores da Nano-Retina, uma sociedade conjunta da norte-americana Zyvex Labs do Texas e da israelense Rainbow Medical.
Gefen defende que graças a eles sabem que "o conceito funciona", e as agências reguladoras o aprovaram, motivo pelo qual confiam em poder levá-lo em breve ao mercado.
Calcula-se que o preço para o paciente, incluída a implantação, rondará os US$ 2 mil, e os criadores obterão lucro através das agências seguradoras médicas.
"Trata-se de uma tecnologia de ponta, o esforço de um grupo internacional para uma missão muito nobre, restabelecer a visão aos cegos", concluiu Gefen. EFE
Fonte:http://br.noticias.yahoo.com/min%C3%BAscula-retina-bi%C3%B4nica-pode-devolver-vis%C3%A3o-aos-cegos-120059023.html
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Trata-se de um dispositivo do tamanho de um grão de arroz, que emula a função da retina capturando os sinais visuais como uma câmera, para depois transformá-los em sinais elétricos que estimulam os neurônios para criar as imagens no cérebro.
O chip foi testado com sucesso em porcos e a empresa Nano-Retina, com sede na cidade israelense de Herzliya, prevê que contará com um protótipo humano de sua denominada Bio-Retina dentro de dois anos.
"No prazo de uma semana o paciente poderá ver de forma imediata", garantiu à Agência Efe o diretor-executivo da companhia, Ra'anan Gefen.
"Queríamos dotar um cego de suficiente visão que lhe permita ser novamente independente, caminhar por lugares familiares e ver seus entes queridos", acrescentou o diretor.
O dispositivo é implantado na parte posterior do olho em uma operação relativamente simples, similar a uma de catarata que dura 30 minutos e só requer anestesia local.
A visão que obterá o paciente lhe permitirá ver televisão e identificar rostos graças a uma resolução de 600 pixels (o modelo mais sofisticado), pois os criadores estudaram que 260 pixels é o mínimo para ter um nível de visão aceitável.
No entanto, esta será em preto e branco, e os implantados também não poderão dirigir ou ler letras que não sejam de grandes dimensões.
"A ciência ainda não conseguir superar o preto e branco neste terreno, mas pretendemos ir adiante e oferecer uma escala de cinzentos para que possam apreciar sombras e contornos", explicou Gefén.
Além da facilidade para introduzir o dispositivo no olho, este não possui bateria e sua implantação será definitiva, uma vez que sua única fonte de energia procede de óculos de sol especialmente projetados que transmitem sem fio um laser diretamente ao chip e podem ser recarregados durante as noites.
A Bio-Retina atua também de maneira harmoniosa com os movimentos naturais do olho, inclusive os do globo ocular ou a dilatação das pupilas, o que facilitará ao paciente olhar de lado a lado sem a necessidade de ter de girar a cabeça.
Por enquanto, a revolucionária invenção resolverá a vida a pacientes com retinose pigmentar e degeneração macular associada à idade (AMD, na sigla em inglês), transtornos comuns a partir dos 60 anos.
Mas os responsáveis pela retina biônica preveem que no futuro se abrirá o terreno ao tratamento de doenças como a retinopatia diabética, ou aquelas nas quais o foto-receptor se atrofia e não pode funcionar outra vez devido a que não há células que possam traduzir a luz que chega à retina em uma visão útil.
"Nestas condições, nosso dispositivo poderia atuar como um foto-receptor artificial", declarou o diretor israelense.
No entanto, o dispositivo não serve para aqueles que nasceram cegos ou sofrem dolências não relacionadas com lesões retinais.
No mundo ocidental calcula-se que seis milhões de pessoas sofrem cegueira ou pouca visão como consequência de doenças ou lesões provocadas pela degeneração da retina.
Para levar adiante este sofisticado produto a empresa israelense colabora com equipes científicas e indústrias no mundo todo, a fim de estudar a melhor solução para determinados problemas.
O fato de ter precedentes em outros produtos planejados há uma década que ofereciam uma pior visão encoraja os diretores da Nano-Retina, uma sociedade conjunta da norte-americana Zyvex Labs do Texas e da israelense Rainbow Medical.
Gefen defende que graças a eles sabem que "o conceito funciona", e as agências reguladoras o aprovaram, motivo pelo qual confiam em poder levá-lo em breve ao mercado.
Calcula-se que o preço para o paciente, incluída a implantação, rondará os US$ 2 mil, e os criadores obterão lucro através das agências seguradoras médicas.
"Trata-se de uma tecnologia de ponta, o esforço de um grupo internacional para uma missão muito nobre, restabelecer a visão aos cegos", concluiu Gefen. EFE
Fonte:http://br.noticias.yahoo.com/min%C3%BAscula-retina-bi%C3%B4nica-pode-devolver-vis%C3%A3o-aos-cegos-120059023.html
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