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sábado, 6 de dezembro de 2014

Eu estou curado!


Durante muito tempo da minha vida procurei não olhar nos olhos da minha deficiência visual. Tratava do assunto com indiferença, como quem tenta "varrer para debaixo do tapete" aquilo com o que não sabe conviver. Eu, familiares e amigos vivíamos num "faz de conta" em que fingíamos que tudo estava normal e que não havia nada de diferente comigo, obviamente uma quimera.
Os bons pais sempre querem o melhor para os filhos. Como os meus são excelentes, buscaram me fazer ter muita autonomia e a encarar tudo de peito aberto - o que demorei um pouco para aprender. Tratar alguém com deficiência desse jeito, naquela época era considerado "prafrentex" demais e lembro que muita gente achava que eu devia ficar escondido em casa como um peixinho no aquário. Ufa, eles não fizeram isso! Me tratavam como uma "criança normal".
Eu sempre respeitei e admirei o modo como eu fui criado, mas algumas coisas foram um pouco difíceis e por caminhos tortuosos. Para eles, eu seria mais feliz se ficasse curado e fosse "normal". Isso me trouxe algumas sensações péssimas e uma meia duzia de histórias engraçadas. Quando eu era criança não entendia muito bem tudo aquilo, mas sabia que eu parecia ter "algo errado".
Quando se tem alguma deficiência até as pessoas querem encontrar uma "cura" para ti a todo custo. Elas sempre conhecem "alguém que pode curar tua doença" ou pior "conhecem um remedinho que é batata... receita da vovó". Nem vou mencionar aqui que quase todo mundo me pergunta se "tem uma cirurgia que te cure? um óculos não resolve? já consultou outros médicos ou tratamento no exterior? Isso daria muito pano para manga e não é o meu foco aqui.
Eu respeito as pessoas que tem fé no plano transcendental e seus tratamentos possam me fazer enxergar normalmente, mas me dou o direito de não gostar muito desse tipo de coisa. Também deixarei de lado os "pastores e missionários" que me param na rua dizendo que esse "defeito" que eu tenho é "falta de jesus", quer dizer então que deficiência é pecado? Se eu disser o que eu penso dessa gente, processo na certa. Porém, muita gente se sente inferiorizada e triste com esse tipo de estigma.
Pior que isso, são os sujeitos que deliberadamente se aproveitam da fé alheia. Inventam histórias mirabolantes de gente que levanta da cadeira de rodas e sai andando ou cegos que voltam a enxergar. Fazem "consultas",  "remédios", infusões, chás e tantas outras coisas. Dizem que tem o dom dado por Deus, mas o contraditório é que a maioria cobram e caro para ser o "emissário do Senhor". 
Os pais, avós irmãos e amigos de quem tem deficiência não fazem ideia da "tortura" que é para a maioria de nós - ainda mais quando crianças - ir semanalmente aos curandeiros de plantão. No meu caso, ainda tenho muito vivo todo o sofrimento que eu sentia. Eu e meus pais íamos sempre cheios de esperanças de que tudo daria certo, e ao fim de tudo, era só um acumulo de decepções e desencantos. 
Ainda trago na memória a sensação de ser constantemente "preterido" por Deus, pois  tanta gente conseguia o que queria e eu não. Muitas vezes me perguntava: Porque comigo? o que eu fiz de tão errado para não dar certo? Além é claro, da sensação de desamparo e de ficar ainda mais triste vendo a decepção dos meus pais.
Muitos foram os métodos e tratamentos mirabolantes para curar minha baixa visão, foram tantas que muitas eu nem me lembro mais. Já tomei suco de couve em jejum, chá com sabor de sabonete, isso quando não tinha o tradicional banho de arruda ou de passarem um galo preto no meu corpo. Isso tudo parece meio estranho, mas a gota d'água que me fez dizer chega foi quando eu tinha uns vinte anos, período em que eu tinha cabelos até a altura dos ombros com lindos cachinhos. 
O tratamento consistia em uma compressa colocada nos olhos cujos ingredientes principais eram ovos de galinha e argila derretida em chá de camomila. Pois bem, eu fiz isso durante um tempo - contrariado é claro -, até que um dia a tal mistura vazou e encharcou meu lindo cabelo. Resultado, fiquei fedendo a ovo por umas duas semanas (não, nem banho adiantou). 
Essa foi uma parte engraçada de todo o drama que eu vivia, mas que me fez botar um ponto final naquela maluquice toda. Eu já estava realmente cansado de tentar de tudo e sempre dar errado, decidi que era o fim do meu calvário da cura.
Pouco tempo depois, minha vida tomou outros rumos e eu passei por uma série de discriminações e preconceitos  quando ainda tentava alavancar a minha carreira como professor de história. Depois de momentos bem difíceis em que eu achava que deveria mesmo desistir de tudo, comecei a refletir e pensar sobre o que eu poderia fazer para me reconstruir e fazer a minha parte para que ninguém mais passasse o que eu passei. Descobri o amor pela vida acadêmica e que era a docência nesses espaços que eu queria para o resto da vida, mais que isso, ser sempre um pesquisador-ativista.
Depois de tantos percalços, percebi que sou feliz por causa da deficiência,  e não apesar dela. Se eu tenho uma carreira em ascensão e de relativo sucesso como acadêmico e como audiodescritor consultor, devo isso a ela, se tive a chance de ter um apartamento, de ter um casamento tão bom, de viajar, de ter amigos queridos que eu amo tanto, foi por conta do que a baixa visão me proporcionou.
Nem sempre foi assim, mas atualmente trato a deficiência como um dom - tomando emprestado o conceito de Borges - adquirido e construido. Não me sinto mais defeituoso, unicamente caracterizado como alguém que tem olhos que não enxergam bem. Não me vejo limitado ou amarrado ao fracasso, mas sim, livre para um mundo de possibilidades. Os problemas e as dificuldades existem sim, mas quem não as têm? 
Depois de tanto tempo, acabei descobrindo que não foi nenhum curandeiro, pastor, padre, nenhum chá, infusão ou compressa de argila com ovo de galinha que fez esse "milagre". Sim, EU ESTOU CURADO! Me libertei das correntes dos estereótipos, estigmas e baixas expectativas. Afinal, nem a baixa visão ou o céu são meus limites. A baixa visão não foi o meu fim, mas um belo e venturoso começo...

Felipe Mianes

Fonte:http://arteficienciavisual.blogspot.com.br/2013/06/eu-estou-curado.html?m=1

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Bengala verde para a pessoa com baixa visão.

Imaginem a cena: você visualiza de longe alguém se utilizando de uma bengala, caminhando devagar por uma calçada movimentada de uma grande cidade. A pessoa se aproxima de um cruzamento e você instintivamente acelera o passo, objetivando ajudá-la a concretizar a travessia daquelas ruas com trânsito denso e complexo. Surpresa! Ao perguntar à sua mais nova companhia qual o seu destino, a resposta é o caixa eletrônico, isso mesmo, aquele para onde você também está seguindo. Bem, essa não é a última novidade do dia. Chegando lá, você observa perplexo a pessoa, que acabou de receber sua ajuda, interagindo com a máquina. Ela vê os números, demora muito, mas pega o dinheiro, conta as notas e guarda na carteira.
Pois é, estamos falando de uma possibilidade real. Mas sem estresse, o personagem bengalante de nossa historinha não se trata de um cego falso, ou como se fala na linguagem do futebol, de um gato. Logo, se o caso fosse verdade e tivesse ocorrido com você, não seria nenhuma pegadinha de programa de televisão. 
A coisa é bem mais séria, pois estamos falando de uma pessoa com baixa visão que em situações como a que acabamos de contextualizar, e em tantas outras, acaba passando por constrangimentos, de toda ordem, desde piadinhas despropositadas, até insultos de quem nem tenta entender o que está acontecendo e já se considera ludibriado.
Existem alternativas simples e bastante eficientes. Em alguns países, a ideia é que essas pessoas possam se utilizar de uma bengala com outra cor, no caso verde, o que faria com que qualquer cidadão soubesse de imediato ao oferecer uma ajuda, enfim ao interagir, que não se trataria de um cego total. Aqui no Brasil a ideia também é que a sinalização se dê a partir de uma bengala verde.
A questão, porém, é que mesmo que as pessoas com baixa visão troquem suas bengalas, com adesão total ao verd eserá que a população saberia entender esse novo símbolo? 
Não vou poder avançar, trazendo uma multiplicidade de variáveis que perpassem a baixa visão, ou visão subnormal. O fato concreto é que uma pessoa pode ver bem determinada coisa, e ser cega para tantos outros contextos. Isso somado à desinformação geral da população, e por muitas vezes da própria pessoa com deficiência, que reluta inclusive em aceitar a bengala, nos apresenta um cenário preocupante e totalmente invisível aos olhos de nossos gestores públicos, da mídia, e por consequência, de toda a sociedade.
Com esta coluna, não pretendo resolver o problema, mas espero poder ter conseguido lhes apresentar um problema. Quando a sociedade se encontra cega diante de uma demanda social, um dos bons colírios para dar início ao tratamento é, sem dúvida, a informação.
Me atrevendo a brincar um pouco de oftalmologista social, também receitaria uma boa ‘pomadinha de proatividade, misturada com indignação'. Sabendo do problema, não dá só para se lamentar e buscar culpados. Todos podem, à sua maneira, propor e viabilizar alternativas, a indignação, somada à vontade de fazer, tem por resultado a atitude e a transformação da realidade. . Então vamos lá pessoal é neste mês de dezembro que vai ser lançada no brasil a bengala verde para as pessoas com baixa visão, então pessoal vamos aderir a esta pratica quebrar a resistência ao uso de uma bengala e quebrar este estereótipo de quem usa uma bengala é uma pessoa frágil e coitadinha.Mais informações sobre o lançamento da bengala verde no site do Grupo Retina SP www.retinasp.org.br.

Carlos Ferrari

Fonte:http://www.dgabc.com.br/Noticia/468980/bengala-verde?referencia=buscas-lista

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Campanha Bengala Verde.

VENHA DE VERDE!
Dia 13 de Dezembro (sábado)

Caro afiliado,
No próximo dia 13 de dezembro, no verde do Parque Trianon, todos juntos, instituiremos a Bengala Verde para as pessoas com baixa visão. Sua participação será de suma importância para juntos iniciarmos nossa campanha de conscientização da população sobre a baixa visão, aproveitar para nesse momento apresentar a bengala verde e informá-los o porque da bengala verde.
O evento terá inicio às 10 horas e encerramento previsto para 13 horas. O Parque Trianon fica na Av. Paulista em frente ao MASP, na Estação de Metrô Trianon Masp.
Mais informações sobre a campanha e como adquirir a sua bengala verde entre em contato conosco ligando para nossa sede 5549.2239 ou retinasp@retinasp.org.br.

Participe! Todos juntos de verde!

Maria Julia da Silva Araujo
Grupo Retina São Paulo

O que é baixa visão?
Ter baixa visão significa enxergar bem menos que as pessoas normais, mas não ser cego. Para sermos considerados pessoas com baixa visão temos de ter a acuidade visual igual ou menor que 20/200 e o campo visual menor que 20 graus no melhor olho e após todos os procedimentos clínicos, cirúrgicos e de correções com lentes.
Quer dizer, que temos dificuldade em reconhecer fisionomias, ler placas de ruas, letreiros de ônibus, atravessar ruas, e em certos casos a claridade, tanto o excesso quanto a falta dela nos prejudica ainda mais. Profundidade e lateralidade são coisas que muitos de nós com baixa visão sequer conhecem. Ou seja, nossa vida não é fácil, mas todos os dias, estamos nas ruas, frequentando escolas que na maioria das vezes não estão preparadas para nos receber, estamos trabalhando utilizando recursos nem sempre adequados.

Por que a Bengala Verde?
Somos repetidamente confundidos com pessoas cegas, quando fazemos uso da bengala branca que nos auxilia muito na locomoção, ou com alguém com problemas mentais por demorarmos um pouco a mais para tomarmos decisões sobre que alimento pegar na fila do quilo, por exemplo. E pior de tudo, quando usamos a bengala,e utilizamos transporte coletivo o que é a nossa realidade diária e somos contemplados com o uso do banco preferencial par o qual temos o direito garantido, mas depois tiramos de nossos bolsos ou bolsas um celular ou livro e resolvemos usa-los porque nosso resíduo visual nos permite que usemos. Daí, prepare-se para tentar explicar a quem lhe cedeu o assento e aos que estão ao redor que você não é uma pessoa de mau caráter, tentando se passar por cego, mas sim uma pessoa com baixa visão, já que nossos olhos podem não aparentar ter qualquer problema .
E, é por estas e muitas outras razões que estamos lançando a Campanha Bengala Verde, onde as pessoas com baixa visão passarão a utilizar bengalas na cor verde o que nos diferenciará dos cegos.
Através de uma campanha maciça junto à sociedade, esperamos conscientizar o povo sobre nossa existência, importância produtiva, nossos deveres e principalmente nossos direitos.

Participe! Divulgue nossa causa.
Grupo Retina São Paulo
www.retinasp.org.br/bengalaverd

sábado, 29 de novembro de 2014

Esta retinose é mesmo uma coisa muito curiosa.


Essa retinose é uma coisa curiosa. Enche nossas vidas de contradiçoes.    
Eu tenho visao suficiente para assistir televisao, mas essas letrinhas e pequenos icones do smartphone nao ha mais oculos suficiente no mundo que me faça enxerga las.     Mas graças a Deus pessoas inteligentes pensaram em pessoas como eu e inventaram os leitores de tela. 

Andando em um parque em dia de sol, minha cegueira periferica pode passar despercebida pela maioria das pessoas. Porem, se eu entrar em uma sala de cinema , se eu nao tiver a abençoada ajuda de alguem, a cegueira se manifestará.     Sem dó e nem piedade, cruel! 
Em algumas situaçoes, dependendo da luminosidade do ambiente, dependendo do contraste, dependendo da calçada ser larga e sm buracos rsrs( sonho!) .... E assim vai... Ora la, ora ca...
E qdo e, se vier a cegueira total. Porque até nisso a retinose causa essa incerteza... Tem quem fique totalmente cego... Porem outros chegam longe com a visao central preservada. Qual sera o meu caso? Só Deus sabe!

Por tudo ser tao incerto, eu me preparo emocionalmente para qualquer situaçao.essa preparacao e adaptacao é necessaria para que a doença nao nos cause tanta tristeza.
E é o fim?
Tem quem nao concorde, mas pra mim nao é o fim mas sim, o começo de uma vida com novas experiencias, novas formas de perceber o que antes se percebia com o sentido da visao.
Assim, usar bengala para se locomover, usar os leitores de tela ou uma lupa pra ler e tantos outros recursos que hj temos disponiveis, alem de se constituirem novas experiencias, nos conectam ao mundo .  E é essa conexao que nos permite fazer o que faziamos antes de perder a visao  , poren agora, de uma nova forma!

Autora: Rafaela plachta

domingo, 9 de novembro de 2014

“Necessário é reconhecer que o olho é uma porta de entrada da visão. Mas mais necessário ainda é admitir que não é a única.


“Necessário é reconhecer que o olho é uma porta de entrada da visão. Mas mais necessário ainda é admitir que não é a única. Será que o ouvido é a porta de entrada pertencente apenas à audição. O nariz recebe somente o olfato? A boca acolhe unicamente o paladar? E o que dizer das pontas dos dedos? Dão as boas-vindas apenas ao tato? Claro que não. A audição, o olfato, o paladar e o tato também enxergam. E enxergam tanto quanto a visão enxerga.”
“Qual é a essência do olhar? É conseguir fazer chegar ao conjunto de elementos que constituem a nossa vida a compreensão de objetos, pessoas, fatos, contextos, emoções. E não há quem use apenas os olhos para isso. Mesmo os que enxergam usam todos os recursos existentes no seu corpo para levar para sua alma a visão daquilo que os cercam. A importância que damos para os olhos é exagerada, uma vez que se fossem as únicas ferramentas de condução da realidade para a alma a nossa visão do mundo seria parcial, fragmentada e, portanto, incompleta.”

João B. Cintra Ribas

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Quem recebe BPC pode trabalhar sem perder o benefício.

Presidenta Dilma Rousseff sanciona lei que permite trabalho para beneficiários do BPC
A alteração na Lei Orgânica de Assistência Social autoriza pessoas com deficiência a trabalhar como aprendizes, sem perder o benefício. Também assegura que o beneficiário, se necessário, retorne ao BPC sem passar pela reavaliação médica
Pessoas com deficiência que recebem o Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC) poderão tentar o mercado de trabalho sem perder o benefício. A presidenta Dilma Rousseff sancionou, nesta quinta-feira (1º), conforme publicado no Diário Oficial da União, projeto de lei que altera a Lei Orgânica de Assistência Social (Loas), muda a definição conceitual de pessoa com deficiência e amplia a possibilidade de inclusão profissional desse público.
Antes, a pessoa com deficiência perdia o benefício caso tivesse atividade remunerada, inclusive como microempreendedor individual. A partir de agora, o beneficiário pode ingressar no mercado de trabalho e ter o benefício suspenso temporariamente. Se nesse período o beneficiário não conseguir se manter no trabalho ou não adquirir o direito a outro benefício previdenciário, ele retorna ao BPC sem precisar passar pelo processo de requerimento ou de avaliação da deficiência e do grau de impedimento  pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O período de suspensão não é determinado pela lei, mas o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), responsável pela gestão do BPC, proporá ao Legislativo que seja de dois anos. Embora operacionalizado pelo INSS, o BPC não é pensão vitalícia nem aposentadoria. Os beneficiários passam por revisão do INSS a cada dois anos.
Aprendiz – Outra alteração na lei permite que pessoas com deficiência contratadas na condição de aprendizes continuem recebendo o BPC junto com a remuneração salarial durante o período do contrato. “Conforme a lei trabalhista, o contrato de aprendiz é para quem tem entre 16 e 24 anos, está vinculado ao ensino e é remunerado por hora de trabalho. No caso da pessoa com deficiência, não há limitação de idade”, explica a diretora da Secretaria Nacional de Assistência Social (SNAS) do MDS Maria José de Freitas.
A lei também define que pessoa com deficiência é aquela que tem impedimentos de longo prazo (pelo menos de dois anos) de natureza física, mental, intelectual ou sensorial. Os impedimentos podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade, em igualdade de condições com as demais.
O BPC é um benefício mensal no valor de um salário mínimo concedido ao idoso, com 65 anos ou mais, e à pessoa com deficiência, de qualquer idade, que comprovem não possuir meios para se manter ou cuja família não tenha recursos para mantê-los. Em ambos os casos, é necessário que a renda bruta familiar per capita seja inferior a um quarto do salário mínimo por mês.
O benefício é gerido pelo MDS e operacionalizado pelo INSS. O recurso para pagamento do BPC sai do Fundo Nacional de Assistência Social. A previsão orçamentária para este ano é de R$ 23,1 bilhões. São 3,5 milhões de beneficiários em todo o País, dos quais 1,8 milhão de pessoas com deficiência.
Projeto piloto – Em parceria com a Federação Nacional das Associações para Valorização de Pessoas com Deficiência (Fenapave) e os ministérios da Educação e do Trabalho e Emprego, o MDS realiza projeto piloto do BPC Trabalho em dez cidades, com o objetivo de promover a inserção de pessoas com deficiência, entre 16 e 45 anos, no mercado de trabalho.
Os municípios de São Paulo e Santo André, no interior paulista, executam o projeto desde o ano passado. Nesta quinta-feira (1º), a secretária nacional de Assistência Social, Denise Colin, assinou a ampliação do projeto para mais oito capitais: João Pessoa (Paraíba), Porto Alegre (Rio Grande do Sul), Recife (Pernambuco), Belém (Pará), Campo Grande (Mato Grosso do Sul), Teresina (Piauí), Fortaleza (Ceará) e Curitiba (Paraná).
O BPC Trabalho prevê visitas domiciliares, diagnóstico social e encaminhamento aos serviços da assistência social. Com apoio das entidades socioassistenciais, os beneficiários são avaliados quanto ao potencial de trabalho e suas demandas, identificadas para inserção profissional.
Confira  o novo texto da Lei Orgânica de Assistência Social (Loas) – Lei 8.742 Link externo ::

fonte:http://www.inclusive.org.br/?p=20881

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Testemunho de vida,

Vale apena parar o que está fazendo  e ler este testemunho de vida emocionante.



                       TESTEMUNHO DE MINHA VIDA

            Você conhece a palavra de DEUS que diz: O CHORO PODE DURAR UMA  NOITE, MAS A ALEGRIA VEM PELA
MANHÃ.
            Essa noite na qual a bíblia nos  fala, não é a noite que
podemos notar pelo sair do sol e o entrar da lua; essa noite é um problema, dificuldade, algo que realmente
escurece nossas vidas, estou aqui
pra  ti contar sobre minha noite, desde já ti peço desculpas pelos erros de
português.
            O motivo no qual me levou a escrever sobre minha vida, é o de mostrar as pessoas que DEUS
existe e que faz milagres, meu nome é: Wallace Vieira de Aquino, hoje tenho
22 anos e sou deficiente visual, perdi a visão em meio essa noite.

            Nasci em Astolfo Dutra (interior de MG), apenas com uns meses de vida
meus pais resolveram ir embora para Itú (interior de SP).
Cresci, estudei, e com 8 anos estava eu na escola, uma escola meio improvisada por isso organização era algo que não tinha por ali, estava eu no pátio onde era
normal  vê outros alunos andando de bicicletas; não me lembro muito bem como foi
sei apenas que fui atingido pelo guidom de uma bicicleta no lado direito
do rosto.
            Meu rosto ficou marcado com uma marca roxa, voltei pra casa e mostrei a minha mãe a marca e
disse a ela o que havia acontecido.
            "Eu era uma criança bem animada, gostava de tudo, principalmente jogar bola e andar de bicicleta"
            Alguns meses depois comecei a sentir algo estranho, comecei a
roncar durante a noite, sentia algumas dores, minha mãe me levava ao medico na santa casa da cidade, os medicos diziam que era carne
esponjosa.
            Em casa tinha outro problema, a bebida  entrava  como se fosse alguém bem intima e já era o motivo de muitas brigas
entre meus pais. Meus pais  se separaram, eu estava brincando quando o carro no qual meu pai iria embora chegou... corri para a cerâmica onde eu pude vê meu pai 
entrar no carro
e ir.
            "Se fui covarde... não sei, mas não queria vê meu pai ir embora... não de perto"
            Já havia  passado algum tempo, notei que meu nariz começou a trancar, como se estivesse gripado, fui ao medico e como sempre, isso é carne
esponjosa! era o que os medicos sempre diziam; um dia uma medica apertou meu rosto e disse a minha mãe que iria me mandar para o hospital G-Páci (Sorocaba),
era  um hospital de crianças, fiquei internado umas semanas e fiz uma
autópsia.
            "Os minutos são importantes, mesmo que sejam poucos perto de horas, um minuto fecha o
dia,  e esse um minuto estava me separando de uma noite"
            Depois de entrarmos na sala do medico ele mostrou a minha mãe o exame e explicou a ela, no fim de tudo ele disse:
        Seu filho está com um tumor, na região cabeça e pescoço.
            "Já notou como o chão parece sumir  quando mais precisamos
nos firmar? sim agora aquele um minuto já havia passado"
            Comecei a chorar, mesmo sem entender ao certo o que era
aquilo, e ao desespero minha mãe conseguiu perguntar ao medico o que era isso:
         É algo que cresce, e o do seu filho está um pouco avançado. Dizia o medico.
            Após analisar uns papeis o medico me liberou para ir pra  casa; fui transferido para o hospital HC (Hospital das
Clínicas SP). Na primeira  vez que fui a esse hospital pude ver várias pessoas
diferentes.
            "Sabe você pensa que seu problema é grande? procure saber qual é o do seu vizinho"
            Pude ver crianças  de  colo com o mesmo problema que o meu.
A viajem era cansativa 2 horas e meia  de minha casa até o hospital, todo mês eu ia com minha
mãe; fiz exames como: Ressonância magnética,  Tomografia, Laringoscopia,
e outros.
            Embora minha vida por um certo ângulo houvesse parado, o tempo ainda estava andando já estava quase com 11 anos, já não respirava pelo nariz,
meu rosto estava inchado, ia a escola e fazia tudo normal, mas isso não significa que estava tudo bem, fui piorando, o céu de minha boca começou a descer e por eu
respirar somente pela boca, ao dormir minha lingua relaxava e tocava no céu da boca e assim eu roncava muito alto. Fui chamado para internação iriam me operar, uma
operação precisa mas perigosa, disse o medico, fiquei alguns dias, semanas, internado até que chegou o
dia.
            Acordei no outro dia as 6 da manhã, me arrumaram, uma
parede branca alta com um buraco no centro, de um lado enfermeiros, e do outro medicos
pegando os pacientes para a cirurgia, aquilo me assustava; quando disseram meu nome levei um choque! com um abraço e um beijo minha mãe me disse pra eu ir que iria
dar tudo certo.
            "Comecei a andar firme e ao olhar pra traz vi minha mãe senti como se fosse a ultima vez que fosse vela, corri e dei outro abraço forte comecei a
chorar"
            Homens e mulheres com tocas e máscaras azul claro foi o que me lembro de ter
visto, entrei as 7 da manhã e saí as 23:30 da noite, 17 horas de cirurgia, acordei
na UTI fiquei ali duas semanas, não conseguia falar por causa do aparelho que estava na garganta.
            "Havia acabado... tudo havia se resolvido, pelo menos era o que
eu e minha mãe pensava"
            Depois de passar mais uns dias até tirar os pontos do rosto e da cabeça,
voltei pra casa, pessoas me esperavam, amigos vizinhos e outras que nem
conhecia.
            No outro dia eu estava fazendo 11 anos, o medico disse que eu teria que guardar repouso bola era algo que não podia pensar,
se eu tomasse uma bolada na cabeça onde eu tinha operado poderia afundar pra
dentro. Acordei e fiquei feliz por estar em casa, alguns minutos depois estava eu correndo
atrás de pipas.
            "Minha mãe ficava loca comigo, eu corria de bicicleta, jogava bola mesmo sem
poder"
            Voltei ao medico 3 meses depois pra uma consulta, fiz um exame
de Laringoscopia... é... o exame mostrou algo, somente depois de fazer outros exames foi confirmado... o tumor havia
voltado.
            "Algo parece estar longe e as  vezes parece estar perto, a vida é uma coisa... uma coisa que nós
seres humanos nunca vamos entender"
            Poderiam ter me operado novamente iria ser mais fácil se algo
sem explicação não houvesse acontecido, perderam os exames que eu havia feito. O tempo passou... muito tempo passou... eu já estava com 14 anos não respirar pelo
nariz já era uma coisa normal pra mim, meu rosto era inchado, estudava, jogava bola, e andava como um
louco de bicicleta, aprendi a dirigir com 12 anos, videogame
era minha vida, na escola não era o melhor, mas também não era o pior, ia ao medico todo
mês.
            "Por mas que fosse feliz as vezes eu pensava no problema, olhava pros  meus amigos e pensava porque não posso ser como eles?"
            Meu caderno, livro, material da escola era marcado com sangue por eu ficar muito tempo de cabeça baixa
meu  nariz sangrava, culpa da anemia. Meu rosto estava bem inchado, o céu da boca quase na
lingua.
            Tinha saído da escola (Regente Feijó) mais cedo
parei em uma locadora de videogame, estava jogando GTA, quando minha vista embaçou toda, voltei pra casa com medo procurei não dizer a ninguém mas umas semanas
depois não tinha como esconder;, pipa, bola, não conseguia ver mais, bicicleta não andava
mais, disse a minha mãe com muita dificuldade o que estava acontecendo.
            "Dia 21 de Agosto de 2007, no dia em que fiz 15 anos,
acordei completamente cego!
            Fui ao medico fizeram
vários outros exames, os medicos disseram que o tumor havia crescido tanto que tapou o nervo de meus olhos por dentro, operar não podia era
muito arriscado  só restava a radioterapia. comecei a me sufocar ao dormir o céu da boca já estava encostando tanto em minha lingua que ao dormir
tinha dificuldades pra respirar,  sufocava de uma maneira que minha mãe por diversas vezes teve que me chacoalhar na cama pra que eu volt
asse a
respirar. Minha mãe pediu que me internasse e que
colocassem  um aparelho na minha garganta pra que eu não sufocasse mais
enquanto dormisse; esse aparelho permitia que eu respirasse direto pelo
canal da traqueia.
            Comecei a fazer radioterapia 28 dias direto acordando as 2 da manhã pra voltar as 3 da
tarde, mais de 5000 dose de radioterapia tomei. No meio disso tudo a radioterapia
abriu meus vasos sanguíneos, por estar com uma anemia muito profunda comecei a dar hemorragias, vomitei bolas de sangue, em uma semana tive cinco hemorragias, comecei
a tomar um remedio tarja preta pra estancar o sangue.
            "Muitos dizem que as vezes sentimos o frio como se fosse a morte passando perto de nós, com o tempo esse
frio já era normal pra mim, sonhos, ou vontades eram coisas que já nem tinha mais, por diversas vezes disse a minha mãe, sangrando e com ela me ajudando a estancar
o sangue eu olhava pra ela e dizia: mãe! deixa pra lá, é minha hora, não tem como"
            Como se não bastasse o problema que já estava acontecendo  comigo,, tivemos que vim embora para Astolfo Dutra (interior de MG onde nasci),
minha mãe eu e minha irmã chegamos aqui em 08 de Julho de 2008; no ônibus vim pensando se aqui seria diferente sem saber bem o que era ser diferente, já no outro
dia fui a um culto, aceitei JESUS sem saber bem o que era aquilo. Comecei a ir a igreja, comecei a sentir melhora, meu primo profetizou na igreja que eu estava
curado,  mas como um novo convertido ao apertar meu rosto eu não via
diferença, porém DEUS agiu mesmo sem eu ter certeza do que era milagre.
            Comecei a respirar pelo nariz, retirei o aparelho da
garganta. Dia 10 de novembro de 2008 meu primo veio a falecer, o profeta morreu mas sua profecia
jamais; dia 26 de dezembro de 2008, depois de chegar da igreja senti dores
fortes no nariz, fiquei dia 27, 28, com dor; no outro dia fui pra Juiz de Fora cheguei ao medico fiz exames, fiquei internado 2
semanas. Saíram larvas do meu nariz 230 larvas foi que minha mãe
contou.
            "Pensava eu porque isso está acontecendo comigo? pensei que aqui seria diferente, comecei a seguir a DEUS e minha vida continua
a mesma"
            Comecei a melhorar meus olhos, nariz que estavam inchados já não estavam mais, a medica chamou eu e minha mãe e com o exame na mão disse:
 Wallace, tenho  duas notícias pra você, uma boa e uma ruim. Sem pensar eu disse:
 Fala a ruim já ta tudo ferrado mesmo! ela disse palavras que fariam de mim um pequeno:
 Wallace a  ruim é que você vai embora mas não pra sua casa sim para a casa de
apoio... a boa é que nos exames deu que não há tumor algum.
            "Sabe o chão que havia desaparecido? não sei pra onde havia
ido, sei apenas que naquele momento pude depois de muitos anos,
novamente sentir meus pés tocá-lo"
            Naquele momento pude ver o que DEUS havia feito em minha
vida, chorei... chorei muito, minha mãe nem sei ti falar como ela ficou, contei a todos, testemunhei, e peguei
firme com DEUS, aceitei JESUS de novo mas dessa vez foi de verdade. Em 2011 tive a oportunidade de começar a estudar na associação dos cegos em Juiz de Fora, braille,
informática, locomoção, e atletismo, comecei a viver, fui consagrado a obreiro da igreja, consegui o
benefício BPC LOAS.
            Estava tudo bem mas no final do ano de 2012  passei novamente pelo mesmo que havia passado em 2008, onde havia o tumor por ele ter desaparecido
ficou um espaço, por eu ter feito a cirurgia meu nariz é aberto por  dentro, é fácil pegar
infecção, mas dessa vez  foi um pouco mais complicado, fiquei 4 dias com dor, tomei remedios na veia mas a dor não parava, remedio
pra dormir não adiantava, dessa vez o medico teve que tirar várias larvas com a pinça, eu acordado sentado em uma cadeira de cabeça levantada e o medico tirando
uma por uma, mas dessa vez não estava com medo sabia que DEUS estava comigo, fiquei bem, e nos exames deu mais uma vez nada... nada de câncer ou
tumor.

            "Fui curado por DEUS, te passei minha história de vida, pra
que você possa ver que DEUS fez, faz e vai sempre fazer; DEUS existe e ele quer ti dar algo... algo que você realmente
precisa, não há
impossível para DEUS, as pessoas me perguntam se sou feliz sendo cego, eu digo que sim! DEUS já fez muitas coisas em minha vida e continua fazendo, faço tudo que
quero fazer ando na rua tenho amigos sou feliz, hoje com 22 anos vejo que
mudei, e tenho a consciência e a certeza de que sou um milagre do
SENHOR"

            E assim como por um minuto a noite entrou em minha vida, assim também ela se foi dando lugar
ao amanhecer, minha noite durou 8 anos mas a minha manhã chegou, não importa
o quanto sua noite dure acredite que o amanhecer vai chegar, e vai
trazer com ele um sol que vai te fazer esquecer tudo o que passou
durante a noite.

            Quero ti pedir um favor, passe esse testemunho pra todos que você puder poste onde você
puder. Assim não estará me fazendo ficar famoso, mas
estará falando de DEUS mostrando o que ele pode fazer e que ele tem poder pra
tudo. Obrigado por ter dado alguns minutos de seu dia para ler meu testemunho

            Meu choro durou uma noite, mas minha alegria veio pela
manhã.
        JESUS TE AMA 

terça-feira, 21 de outubro de 2014

A festa! Edição Rio de Janeiro!


Após a primeira edição tendo sido realizada em São Paulo no dia 13 de setembro, a primeira festa da interação do Brasil agora com sua segunda edição na cidade maravilhosa no dia 22 de novembro!

A festa da interação, é um evento que que só depende de você para ser um sucesso.
E a cada edição, um novo passo que damos para ver mudanças significativas acontecerem para a pessoa com deficiência no Brasil.
Matemática simples:
Pessoa com deficiência + pessoa sem deficiência = A festa da interação!
Uma festa onde podemos ver como pode se tornar o Brasil.
Um país sem preconceito, onde todos se ajudam e que todos percebam que a diferença maior não está no que os olhos podem ver. E que as diferenças fazem parte e são importante para o crescimento de qualquer nação.
Se podemos ver em um mesmo local, pessoas que se reúnem com um mesmo objetivo sem olhar as diferenças, podemos levar isso para fora daquele espaço, para o nosso dia a dia, mostrando que só depende de cada um de nós para que de fato as coisas mudem.
A força está nas mãos do povo, e quando o povo perceber isso, é que realmente as coisas irão mudar de verdade.
A festa!
"A união, a amizade e o respeito, são a base do nosso projeto."

Observação.:

Não garantimos que teremos ingressos disponíveis no dia do evento. Por essa razão, é muito importante que você adquira o seu o quanto antes no contato abaixo

Se desejar mais informações, acesse o link abaixo e saiba tudo sobre
Afesta:
www.espacoeficiente.com.br/afesta.php
E-mail:
espacoeficiente@gmail.com

POR:EQUIPE A FESTA.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Homem com Retinose Pigmentar pôde rever a esposa depois de 33 anos.

Como funciona?

O olho biônico, cujo nome é Argus II, foi criado por pesquisadores da Universidade Duke e já tem autorização para ser comercializado nos EUA. Ele é composto por um sensor implantado diretamente no olho e uma câmera acoplada a um par de óculos (tipo um Google Glass).

As informações visuais captadas pela câmera são enviadas via wireless e transformadas em sinais elétricos pelo sensor, que estimula o nervo óptico.

Infelizmente a tecnologia do Argus ainda não possibilita uma visão detalhada das coisas. Por enquanto, Larry enxerga apenas flashes de luz, o que o permite distinguir faixas de pedestre da rua, portas da parede e outras coisas grandes. Ainda não vê o suficiente para deixar de ser considerado cego pela legislação americana.

Mesmo assim, ele disse que conseguiu rever cenas que acreditava serem apenas memórias antigas, como a lua cheia, um pato nadando na lagoa e até os crisântemos amarelos de sua esposa.

Os prognósticos para a tecnologia são muito positivos. Basta lembrar dos grandes avanços que separam os primeiros aparelhos auditivos dos atuais. Ao menos 1,5 milhão de pessoas que perderam a visão por causa de retinoses podem se beneficiar com o novo dispositivo.



fonte:http://www.brasilpost.com.br/2014/10/13/cego-olho-bionico_n_5980310.html