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terça-feira, 26 de maio de 2015
Não enchergo como vou viajar sozinho?
Um exemplo bem prático é a separação do dinheiro, que até a algum tempo atrás era impossível sem procurar pelo menos uma vez, confiar em alguém que enxerga para que este nos auxiliasse. Hoje em dia com as tecnologias assistidas e as facilidades oferecidas pelos sistemas Android (da google) e IOS (da Apple), que existem aplicativos que auxiliam demais os deficientes visuais sejam baixa visão ou cego, como aplicativos que reconhece dinheiro , GPS acessíveis, reconhecedores de objetos, leitores de códigos de barras, scaneamento e interação com conteúdos RSS, etc. Eu gosto muito de uma frase que diz; Para pessoas sem deficiência a tecnologia torna as coisas mais fáceis, para as pessoas com deficiência a tecnologia torna as coisas possíveis. Mas voltando ao assunto, se você tem o desejo de viajar sozinho não deixe de viver esta experiência pois vai te fazer muito bem, aquela sensação de liberdade, sabe aquela sensação de que eu sou capaz é muito boa de se sentir. Ah Já ia me esquecendo, é muito importante o uso da bengala eu sei que pra maioria a bengala é vista como um objeto de inferioridade por que no início, temos a tendência de pensarmos que não precisamos usar a bengala, pelo fato de não sermos cegos - uma espécie de negação da deficiência, pois não precisamos ser cegos para usá-la. Há um certo orgulho em ainda enxergarmos, mesmo que seja pouco, e pensar em usar a bengala resulta num tipo de orgulho ferido, muitas vezes só de pensar nisso. Quando começamos a usar a bengala, ficamos tímidos, meio constrangidos - isso é involuntário, mas passa, principalmente quando tudo começa a ficar mais fácil, as portas vão se abrindo, as pessoas se aproximando e a sociedade entendendo que temos uma deficiência e assim somos. As situações de vergonha na rua por esbarrarmos em alguém desaparecem, tanto pelo fato de esbarrarmos muitíssimo menos, quanto pelo fato da presença da bengala justificar as eventuais esbarradas. Ou seja, as pessoas que se desculpam e procuram nos cuidar até mesmo. Não tô dizendo que é um conto de fadas ou a melhor coisa do mundo, mas é a nossa vida, somos nós. Nossa independência, nossa autonomia, nosso modo de ser no mundo. E sabe de uma coisa outro dia eu ouvi uma frase que eu achei uma grande verdade , ela dizia assim: Na verdade a sociedade é que é deficiente e não está preparada para o diferente.....Achei esta frase uma grande verdade
Há sempre uma primeira vez pra tudo, acredite !
Nós devemos valorizar todas as pequenas conquistas que conseguimos com sucesso !
Amigos, quanto a viajar inspira, enche o peito de coragem, e se tiveres um bocado de espírito de aventura também ajuda bastante ! Abraços!!!
Por:Paulo Ricardo
quinta-feira, 21 de maio de 2015
Comprimido para Retinose Pigmentar em Teste.
segunda-feira, 4 de maio de 2015
Saudades!
Quando ainda enxergava bem em relação a hoje .Quando olho para TV e não consigo mais assistir um jogo de futebol quando me lembro do passado,
eu sinto saudades...
Sinto saudades de folhear um livro, um álbum de fotografia, ah como eu sinto saudades
Sinto saudades da minha infância quando ainda jogava bola, soltava pipa, brincava de polícia e ladrão, tudo já era com dificuldade mas ainda dava pra se divertir.
Sinto saudades de quando usava o computador como todo mundo usa, sinto saudades de passar horas jogando vídeo game na frente do pc, Sinto saudades de andar de bicicleta nossa são tantas saudades....
Sinto saudades das coisas que vivi
e das que deixei passar,
sem curtir na totalidade por medo de não enxergar.
Sinto saudades de coisas que tive
e de outras que não tive
mas quis muito ter!
Sinto saudades de coisas
que nem sei se existiram.
Sinto saudades de coisas sérias,
de coisas hilariantes,
de casos, de experiências...
Em fim são muitas saudades, mas sabe do que eu não quero ter saudades mais?
Não quero mais sentir saudades do passado
que não aproveitei de toda sua totalidade, por medo de que iriam pensar ou deixar de pensar por não enxergar direito.
Agora eu quero sentir saudades dum futuro, futuro aonde vou fazer tudo que eu não podia fazer, dirigir meu carro, andar de bicicleta a noite, contar as estrelas do céu, é de um futuro assim que já estou sentindo saudades...Mas como pode alguém sentir saudades do que ainda não viveu? Eis a questão.
Ah e não venha jogar um balde de agua fria no meu futuro levantando a seguinte questão. E se nada disso que você imagina no futuro na o acontecer? Ai eu te respondo: bom mesmo é viver um dia de cada vez, sem pressa, sem atropelar os outros, mas sempre valorizando o tempo e as pequenas coisas, acreditando que podemos fazer tudo aquilo que temos vontade. Enquanto acordarmos e tivermos forças pra continuar, tudo é possível. Afinal de contas, o maior valor está naquilo que vivemos e não no que construímos.
Paulo Ricardo
domingo, 3 de maio de 2015
Células-tronco embrionárias podem ser transformadas em uma terapia para ajudar a visão do quase cego
Células-tronco Flickr RF poderia levar a novos tratamentos para distúrbios oculares
Células-tronco embrionárias podem ser transformadas em uma terapia para ajudar a visão do quase cego
Em um relatório publicado na revista Lancet, os cientistas liderados pelo Dr. Robert Lanza, diretor científico da Advanced Cell Technology, fornece a primeira evidência de que as células-tronco a partir de embriões humanos podem ser uma fonte segura e eficaz de terapias para dois tipos de doenças oculares relacionados com -age degeneração macular, a causa mais comum de perda de visão em pessoas com mais de 60 anos de idade, e distrofia macular de Stargardt, uma condição rara hereditária que pode deixar os pacientes legalmente cego e só capaz de sentir os movimentos das mãos.
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No estudo, 18 pacientes com Transtorno receberam transplantes de células epiteliais da retina (RPE) feitos a partir de células estaminais que veio a partir de embriões humanos. Os embriões foram de procedimentos de FIV e doados para pesquisa. Lanza e sua equipe elaboraram um processo de tratamento das células-tronco para que eles pudessem se transformar em células RPE. Em pacientes com degeneração macular, estas são as células responsáveis pela sua perda de visão; Normalmente eles ajudam a manter as células nervosas que detectam luz na retina saudável e funcionando corretamente, mas em pessoas com degeneração macular ou Stargardt, eles começam a se deteriorar. Sem células EPR, os nervos, em seguida, começam a morrer, levando à perda de visão gradual.
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Os transplantes de células RPE foram injectadas directamente para dentro do espaço em frente da retina do olho mais danificadas de cada paciente. As novas células RPE não pode forçar a formação de novas células nervosas, mas eles podem ajudar os que ainda estão lá para manter o funcionamento e fazer o seu trabalho para processar a luz e ajudar o paciente a ver. "Apenas um RPE pode manter a saúde de milhares de fotorreceptores", diz Lanza.
O julgamento é o único aprovado pela Food and Drug Administration envolvendo células-tronco embrionárias humanas como um tratamento. (Outra, o primeiro a obter a aprovação da agência, envolveu o uso de células estaminais embrionárias humanas para tratar a lesão da medula espinhal, mas foi parado pela empresa.) Como as células-tronco vêm de doadores não aparentados, e porque eles podem crescer em qualquer porção do corpo de muitos tipos de células, os especialistas têm se preocupado com os seus riscos, incluindo a possibilidade de tumores e rejeição imunológica.
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Mas Lanza diz que o espaço da retina no olho é o lugar ideal para testar tais células, uma vez que as células imunológicas do corpo não entrar neste espaço. Mesmo assim, apenas para ser seguro, os pacientes foram todas dadas drogas para suprimir seu sistema imunológico durante uma semana antes do transplante e durante 12 semanas após a cirurgia.
Enquanto o julgamento foi apenas deve avaliar a segurança da terapia, ele também forneceu informações valiosas sobre o potencial eficácia da tecnologia. Os pacientes foram seguidos por mais de três anos, e metade do 18 eram capazes de ler mais três linhas sobre a carta de olho. Que traduzido para melhorias críticos em suas vidas diárias, bem, alguns foram capazes de ler o seu relógio e utilizar os computadores novamente.
"Nosso objetivo era impedir a progressão da doença, não revertê-la e ver uma melhoria visual", diz Lanza. "Mas vendo a melhoria na visão foi glacê sobre o bolo."
Fonte :
http://time.com/3507094/stem-cells-eyesight/
sexta-feira, 1 de maio de 2015
Dona de três medalhas de ouro em Paralimpíadas, Terezinha Guilhermina que tem Retinose Pigmentar trocou seu guia habitual, pelo principal corredor do planeta, ninguém menos que o jamaicano Usain Bolt..
- Foi bom, foi diferente, mas muito divertido. Bem legal. Eu estava um pouco nervoso, não sabia o que esperar. Mas, como eu disse, foi legal, algo interessante de se fazer - comentou o simpático atleta.
Terezinha Guilhermina possui uma deficiência congênita, a retinose pigmentar, que a fez perder com o tempo a pouca visão com a qual nasceu. Devido à deficiência visual (cegueira total), está classificada nas classes T1 ou T2 dos corredores paralímpicos. A atleta se divertiu com a oportunidade e revelou ter realizado um sonho ao ser guiada por Usain Bolt.
- Foi uma honra para mim, um presente. Ele é um grande atleta e alguém que realmente admiro. Para a primeira vez, foi perfeito. Ele foi supertranquilo. Falei para controlar o braço, não fazer força, e ele não fez. Foi muito bem. Manteve na reta sem o menor problema. Em um primeiro momento, quando estava com a cordinha antes de começar, ele parecia um pouco tenso. Mas tentei passar para ele máximo de tranquilidade, e depois o Bolt disse que foi muito bom e um pouco ''maluco'' - falou a velocista.
Após assistir às eliminatórias feminina e masculina e correr com Terezinha Guilhermina, Usain Bolt ainda participou de outras atividades e deu atenção às crianças no local. Depois, mesmo sob o forte sol da Zona Sul carioca, ele aproveitou para treinar. Quem também deu voltas na pista foi Carmelita Jetter, dos Estados Unidos, que correrá no domingo.
O DESAFIO
Bicampeão olímpico dos 100 e 200m rasos e do revezamento 4x100m, o jamaicano corre uma única vez na pista do Jockey Club Brasileiro, na Gávea, neste domingo. Ele terá a companhia de José Carlos Moreira, o Codó, que venceu a eliminatória masculina neste sábado; Ryan Bailey, medalhista olímpico de prata no revezamento 4x100m em Londres 2012; e o do holandês Churandy Martina, ouro no Pan do Rio 2007.
No feminino, correm a jovem brasileira Vitória Rosa, vencedora da eliminatória deste sábado; a americana Carmelita Jetter, e as jamaicanas Veronica Campbell-Brown e Kerron Stewart. Além das provas masculina e feminina, na categoria paralímpica correm Alan Fonteles, Richard Browne, Paul Peterson e Felix Streng.
fonte:http://globoesporte.globo.com/atletismo/bolt-contra-o-tempo/noticia/2015/04/em-evento-no-rio-usain-bolt-vira-guia-da-paratleta-terezinha-guilhermina.html
quarta-feira, 29 de abril de 2015
Pesquisa interessante.
segunda-feira, 20 de abril de 2015
UFG próxima de cura para cegueira
Um projeto que antes parecia um anúncio miraculoso, hoje cria forma. Pesquisadoras do Centro de Referência de Oftalmologia (Cerof) da Universidade Federal de Goiás (UFG), juntamente com a Universidade de Harvard, desenvolveram um tratamento que pode curar a cegueira.
O desafio é a obtenção de uma célula que se desenvolva dentro do olho e faça a reparação dos tecidos lesados. “Para recuperar a visão é feita uma microcirurgia para implantar células-tronco embaixo da retina degenerada. Depois de implantada, esse tipo célula consegue se proliferar e fazer uma espécie de simbiose com aquelas que estão danificadas. A partir daí se cria um novo conjunto de células que faz com que a pessoa volte a enxergar”, explica o pesquisador e professor titular de oftalmologia da UFG, Marcos Ávila. “É um avanço para a medicina. Convivemos diariamente com pacientes que sofrem desse mal e como ser humano fico muito contente de poder contribuir para esse processo”, completa.
O estudo começou em 2011 a pedido da Shepens Eye Research Institute, que integra a Universidade de Harvard em Boston, nos Estados Unidos. Os cientistas queriam testes em um lugar com clima tropical e escolheram a UFG para desenvolver a parceria. Os testes foram efetuados primeiramente em animais. “Fizemos o procedimento em porcos. Os olhos foram analisados em microscópios de alta resolução em vários métodos e o resultado é bastante animador”, conta Àvila.
Tão animador que o estudo foi levado para o Food and Drug Administration (FDA), uma espécie de Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) dos EUA. A UFG espera agora o aval da FDA para realizar um outro projeto de pesquisa, mas agora em humanos. “Esperamos que essa autorização ocorra nos próximos quatro meses”, relata o pesquisador.
No entanto, o pesquisador da UFG Marcos Ávila acredita que o processo de cura para alguns tipos de cegueira pode demorar um pouco mais. “Acreditamos que nas doenças hereditárias a aceitação será mais rápida, mas em um patamar pouco acima das demais”, pontua.
Tipos de cegueira
Dois tipos de cegueira poderão ser beneficiados pelo tratamento.
A primeira é aquela causada por doenças hereditárias, quando as pessoas nascem com o gene da cegueira. Em 2012 cientistas dos Estados Unidos conseguiram identificar o gene que pode levar à cegueira definitiva.
Outro tipo comum da cegueira, denominada degeneração macular, relacionada à idade, também será o alvo do estudo
Fonte:http://www.opopular.com.br/editorias/cidades/ufg-pr%C3%B3xima-de-cura-para-cegueira-1.826193
sexta-feira, 17 de abril de 2015
Universidade federal de Goiás avança em pesquisa com Harvard, na busca da cura da Retinose Pigmentar.
Desafios – O objetivo da pesquisa visa restabelecer a visão?
Marcos Ávila – Lá no final, quando reunirmos todos os dados e conclusões, esperamos ter em mãos uma célula que possa crescer dentro do olho e formar tecidos novos que vão reparar tecidos lesados. Esses tecidos lesados fazem com que a pessoa tenha perda da visão. Então, se nós reparamos o tecido, em última palavra, nós queremos que a pessoa recupere a visão. Esse é o objetivo de tudo, do esforço das nossas pesquisas.
Desafios – Quando foram iniciadas as pesquisas em Goiás?
Marcos Ávila – O desenvolvimento dessa pesquisa, da parte básica da pesquisa, que nós chamamos de bancada, foi feito há cerca de 10 anos, pelos cientistas da Universidade de Harvard. Nós estamos entrando no projeto já com a toda a parte de Ciências Básicas, a de desenvolvimento de células, e dos seus processos físicos, químicos e biológicos.
Não participamos de nada disso. Nós estamos participando da parte mecânica, de implantação de um tecido que foi desenvolvido pelos laboratórios de Harvard. Nós participamos da parte de implantação técnica da célula, a desenvolver a melhor tecnologia cirúrgica para implantação da célula dentro do olho.
Trata-se da parte mais simples. Porque a mais complexa, de desenvolvimento da parte molecular de células, e que é a tecnologia de ponta, foi desenvolvida na Universidade de Harvard, sediada em Boston, no Estado de Massachussetts (EUA).
Desafios – Como acontece a integração das duas equipes?
Marcos Ávila - É simples. Por e-mail, teleconferências e reuniões presenciais que acontecem de uma a duas vezes/ano. Este ano já nos reunimos. Sou membro da Sociedade Americana de Oftalmologia e da Sociedade Americana de Retina. Então, estou sempre nos Estados Unidos para esses congressos.
Desafios – O fato de ter sido aluno de Harvard ajudou no processo?
Marcos Ávila - O fato de ter estado lá não deixa de ser um fator que agrega. Mas, o principal fator é que eles viram aqui, na Universidade Federal de Goiás (UFG), condições técnicas para oferecer suporte que precisavam para o desenvolvimento das pesquisas.
Desafios – Na verdade, trata-se de um projeto ambicioso, grandioso?
Marcos Ávila - Sou suspeito para falar. Mas, o fato de estarmos implantando essa tecnologia de pesquisa aqui, para nós, é extremamente importante, de fato é um trabalho grandioso mesmo.
Nao é curioso, em pleno bioma cerrado, que não é reconhecido como um dos centros de referência em pesquisas de ponta, tocar um projeto de primeira grandeza?
De fato, mas estamos crescendo, a cada dia mais. Em Goiás, e dentro da Universidade Federal de Goiás (UFG), há vários centros de pesquisas de excelência. Em farmacologia, odontologia e em várias subespecialidades da medicina há um conceito de desenvolvimento tecnológico, que está sedimentado.
Desafios – Ao longo dos anos, o senhor desenvolveu tecnologias com o emprego de laser, radiação e cirurgias visando a cura oftalmológica. A nova linha de pesquisa simboliza o desafio de voltar a enxergar para garantir a qualidade de vida?
Marcos Ávila – As nossas linhas de pesquisas são bem estabelecidas. As pesquisas com células-tronco envolve as doenças da retina, da córnea. Outros professores do Cerof (Centro de Referência em Oftalmologia da UFG) caminham com ela, enquanto outros professores desenvolvem linhas de pesquisa para o glaucoma, por exemplo. Nós estamos trabalhando, com afinco, em várias linhas de pesquisas.
Mas, não somos os únicos. No Brasil, há vários grupos de pesquisa. Em Estados como o Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro e em Belo Horizonte (MG) há equipes também pesquisando diuturnamente. A nossa equipe não é a única, de maneira nenhuma. Existem vários centros de pesquisa. E, assim como as demais equipes, estamos tentando fazer um trabalho que seja reconhecido.
Projeto visa resultados para até 2016
Estimativas indicam que após aprovação das autoridades regulatórias da área de saúde, a pesquisa poderá ser testada, nos próximos dois anos, em seres humanos.
Desafios – Em curto prazo, nos próximos dois a três anos, quais são as expectativas de resultados a serem alcançados pelas pesquisas?
Marcos Ávila - As autoridades regulatórias da área de saúde devem aprovar os conceitos e os dados e os resultados. Uma vez isso aprovado em animais, passa-se para a segunda etapa, que é o teste em seres humanos. A gente espera que seja em 2016, mas não é uma data absoluta. Achamos que seja 2016. É possível, mas não certeza absoluta.
Desafios – A pesquisa está focada em células-tronco cuja origem são os fetos humanos?
Marcos Ávila - A origem é de fetos humanos. O cientista tira celúlas de um olho de bebê que não chegou a nascer (natimorto). Essas células são isoladas e depois multiplicadas para que possam ser utilizadas.
Desafios – Porém, o objetivo é restabelecer a visão?
Marcos Avila - Lá no final, quando nós tivermos todos os dados, e as conclusões, esperamos ter uma célula dentro do olho e formar tecidos novos, para a reparação de tecidos lesados. Esses tecidos lesados fazem com que a pessoa tenha perda da visão. Se repararmos os tecidos, em última palavra queremos que a pessoa recupere a visão. Essa é a razão desse esforço todo.
Células-tronco nas doenças da retina: a experiência brasileira
“Ainda neste século, as doenças retinianas se apresentam entre as principais causas de cegueira, atingindo milhares de pessoas, desde recém-nascidos até idosos.
É grande o custo econômico e social, é intensa a perda da qualidade de vida e é imensurável o sofrimento humano das pessoas privadas da visão pela cegueira irreversível advinda das doenças retinianas.
Justificam-se, portanto, as muitas frentes de trabalho empreendidas em todo o mundo no combate à cegueira. Destaca-se a busca da visão através de componentes eletrônicos e da regeneração da retina lesada através de reestruturação biológica, principalmente com o uso de células-tronco.
A Universidade Federal de Goiás se insere no contexto dessa busca há cerca de 17 anos, quando firmou convênio, para intercâmbio de pós-graduandos, com o Schepens Eye Research Institute (parte da Universidade de Harvard), em Boston (EUA).
Mais recentemente vem desenvolvendo programas de avaliação em animais de células-tronco. Denominada “célula progenitora retiniana”, esta célula-tronco é derivada da retina de fetos humanos de aproximadamente 16 a 20 semanas intrauterinas. Isolada, inicialmente, por um grupo de pesquisadores do Schepens EyeResearchInstitute – Harvard Medical School, vem sendo estudada por vários cientistas no mundo todo.
Liderado por Michael Young, do Schepens Eye Research Institute, em parceria com a empresa inglesa ReNeuron Corporation, um grupo de pesquisadores vem desenvolvendo várias pesquisas com a célula progenitora retiniana, tendo como objetivo final a criação de uma nova terapia para doenças da retina, hoje incuráveis. Através da otimização de culturas celulares in vitro, hoje é possível derivar cerca de 900.000 transplantes de um único doador (feto), o que torna a terapia celular perfeitamente viável.
No processo de viabilização e aceleração da importante etapa no desenvolvimento da terapia com células-tronco, visando um tratamento seguro para humanos, foi feita uma grande parceria entre o Schepens Eye Research Institute, HMS, ReNeuron e a Universidade Federal de Goiás.
Capacitando-se para o desempenho da tarefa, com a eficiência e a qualidade necessárias, a UFG investiu em laboratórios, biotérios especializados, centro cirúrgico experimental,equipe médica e equipe de veterinários especializados.
Sua participação incide, sobretudo, sobre a avaliação e o aprimoramento da técnica cirúrgica específica para o transplante, utilizando via de acesso intraocular (através da técnica de vitrectomia via pars-plana); sobre a avaliação do papel da imunossupressão no transplante, as possíveis doses a serem utilizadas e a segurança na utilização das células-tronco. Nessa etapa, foram utilizados porcos como animal hospedeiro das células investigadas.
Os resultados obtidos nos estudos realizados na UFG devem ser avaliados pelas autoridades regulatórias (FDA americano e EMA europeu), para posterior liberação para estudos em humanos.
A participação da UFG nesta pesquisa desencadeou importante avanço científico, que não ficou restrito à ampla e bem montada estrutura física e de laboratórios para a universidade, ampliando-se para a formação de equipes multiprofissionais e para a sedimentação da experiência adquirida no fazer diário, nas relações interinstitucionais e na participação em projetos coletivos de âmbito internacional.
A atuação no ramo da medicina regenerativa, utilizando tecnologia de ponta, reforçou ainda o reconhecimento da Universidade e do Estado diante da comunidade científica.
Estudos pré-clínicos mostraram o grande potencial de regeneração retiniana, inclusive com diferenciação em células bipolares e fotorreceptores.
Como ainda hoje não se dispõe de tratamento para várias doenças retinianas, como DMRI seca, Retinose Pigmentar e outras, os achados dessa pesquisa apontam para uma luz no final do túnel, onde uma nova terapia pode contribuir para o tratamento de tais doenças no mundo. Tal expectativa move o trabalho da equipe, que busca melhorar a qualidade de vida da população.
Marcos Ávila
Fonte:http://www.diariodeaparecida.jor.br/ufg-avanca-em-pesquisa-com-harvard/
sábado, 11 de abril de 2015
Ensaio clínico de retinite pigmentosa e melatonina
quarta-feira, 8 de abril de 2015
Pesquisa usa células-tronco para tentar a cura da cegueira.
Os resultados positivos são uma esperança para milhares de pessoas que sonham em voltar a enxergar. Os experimentos com células-tronco ainda são realizados em porcos, mas os avanços da pesquisa animam portadores de doenças degenerativas.
assista a reportagem aqui!