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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

passe livre para as pessoas com deficiência no Estado de São Paulo.

Gente! Presta atenção nesta noticia, principalmente o pessoal que mora no Estado de São Paulo, a pouco tempo atrás o governador de São Paulo aprovou o passe livre intermunicipal para os idosos mas vetou o passe livre intermunicipal para as pessoas com deficiência.Mas agora o Deputado estadual aldo demarchi colocou em pauta este tema na assembleia
legislativa novamente, através do projeto de lei 351/2012 para que
seja derrubado o veto do governador. Mas para conseguirmos obter este
benefício precisamos nos mobilizar e manifestar o nosso interesse, pois só assim o projeto ganha
força e conseguirá ser aprovado, então vamos nos mobilizar e fazer barulho.

segue e-mail e telefone logo abaixo do gabinete deste deputado. Faça isso com os deputados da sua região também.
ademarchi@al.sp.gov.br
tel. ddd. 11 38-86-64-53 ou 54
972319322863039

Abaixo deixo uma noticia sobre o projeto de lei 351/2012,
Comissão de Transportes aprova passe livre para deficientes
12 ago, 2015

transportes-deficiente
Parecer foi aprovado na reunião de terça-feira, 11/08
A Comissão de Transportes e Comunicações da Assembleia Legislativa aprovou, na reunião desta terça-feira (11/08), parecer favorável ao projeto de lei 351/2012, de autoria do deputado Aldo Demarchi, que concede passe livre às pessoas portadoras de deficiência no sistema de transporte coletivo intermunicipal. Já referendada também pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, agora a proposta segue para a Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento, última etapa antes de entrar na pauta de votação.
“O objetivo é preencher a lacuna existente na legislação do Estado de São Paulo, uma vez que isso já existe em nível federal e em diversas cidades. Faz todo sentido, portanto, que tenhamos norma que permita a isenção nos deslocamentos entre os municípios, principalmente levando-se em consideração que muitas pessoas necessitam deixar seus locais de origem para buscar tratamento na Capital e outros grandes centros”, justifica Aldo Demarchi.
Estão incluídos entre os beneficiários os portadores de limitações de movimentos, como nos casos de paraplegia, paraparesia, monoplegia, monoparesia, tetraplegia, tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia, hemiparesia, ostomia, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral, nanismo e membros com deformidade congênita ou adquirida.
“Também serão beneficiados os deficientes auditivos com perda bilateral, parcial ou total de quarenta e um decibéis ou mais; e os indivíduos acometidos de cegueira, baixa visão ou que a somatória da medida do campo visual em ambos os olhos seja igual ou menor que 60 graus”, explica o deputado.
O projeto libera ainda do pagamento de tarifa quem apresentar funcionamento intelectual significativamente inferior à média, com manifestação antes dos dezoito anos e limitações associadas a duas ou mais habilidades adaptativas, entre as quais comunicação, cuidado pessoal, saúde e segurança, lazer e trabalho.

Fonte:http://aldodemarchi.com/site/?p=3194

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

dispositivos ópticos de vidro modificado poderia ser usado para melhorar a visão em pacientes com retinose pigmentar.

VIDRO MODIFICADO PODERIA MELHORAR A VISÃO PARA OS PACIENTES RP

dispositivos ópticos de vidro modificado poderia ser usado para melhorar a visão em pacientes com retinite pigmentosa
Quimicamente vidro modificado poderia ser usado em óculos e lentes de contato para melhorar a visão em pacientes com retinite pigmentosa, de acordo com uma nova pesquisa.
Cientistas em os EUA usaram o vidro modificado para converter ultravioleta (UV) -que não é detectável pelo olho-humano para a luz visível, melhorando o desempenho visual em peixes-zebra.
Pesquisadores da Universidade de Notre Dame coberta de vidro com os elementos químicos térbio e európio ou com nanopartículas ópticas para alterar a forma como o material reage à luz.
Quando a luz UV foi aplicada a este material modificado, conhecido como vidro de luminescência, foi convertida em luz visível, essencialmente, o aumento da quantidade de luz detectada pelo olho.
Os investigadores observaram que o vidro aumentou a quantidade de luz visível fornecida às células fotorreceptoras nos olhos de peixe-zebra com lesões da retina que imitam de perto a retinite pigmentosa humana incurável.
Universidade Ulster palestrante optometria, Dr. Raymond Beirne, que não esteve envolvido no estudo, disse OT que ele acreditava que o princípio pode ser usado para tratar a degeneração da retina em seres humanos.
Dr Beirne comentou: "Vai ser muito interessante ver se estes métodos podem ser desenvolvidos para uso em ensaios de pesquisa em humanos, pois isso poderia fornecer uma maneira rentável de melhorar a visão em milhões de pessoas que sofrem com doenças da retina."
Estima-se que 31.000 pessoas no Reino Unido são afetados pela retinite pigmentosa.
A equipa vai agora realizar estudos translacionais na esperança de desenvolver dispositivos ópticos para tratar a degeneração da retina em seres humanos.


Optometry Today | Modified glass could improve vision for RP patients, Chemically modified glass could be used in spectacles and contact lenses to improve vision in patients with retinitis pigmentosa, according to new research, aop.org.uk, 0 de 5 estrelas

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Empresa realiza o primeiro implante de retina artificial .

A Pixium Vision, empresa francesa que fabrica aparelho para a recuperação da visão, anunciou nesta quarta-feira, 24, que realizou o primeiro implante de retina artificial de seu novo produto. O dispositivo, chamado Iris II, pode ajudar pacientes que devem perder a visão por conta da retinite pigmentária, doença hereditária e degenerativa.

A retina artificial conta com 150 eletrodos e estimula artificialmente a retina comprometida, o que pode restaurar parcialmente a visão, para que seja possível capturar formas e movimentos."Esta novidade mundial, realizada em um paciente de 58 anos, transcorreu com êxito", explica o professor Michel Weber, chefe do serviço de oftalmologia do Centro Hospitalar Universitário (CHU) de Nantes, oeste da França, local onde aconteceu a operação.

Enquanto o paciente passa por um período de adaptação, outras pessoas devem passar pela cirurgia. De acordo com a companhia, a Iris II deve chegar ao mercado europeu ainda neste ano.
Além do implante, a empresa também procura maneiras de usar a terapia genética e celular para restaurar a visão.

Via AFP



Fonte:http://olhardigital.uol.com.br/noticia/empresa-realiza-o-primeiro-implante-de-retina-artificial/55459

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Nem coitadinho, nem super-herói.

De acordo com o ultimo senso no Brasil, existe mais de 45 milhões de pessoas com deficiência no Brasil, mesmo com tanta gente com algum tipo de limitação como é grande a falta de informação das demais pessoas em relação a pessoa com deficiência. Eu sou um cara novo neste universo da pessoa com deficiência, apesar de ter uma doença degenerativa eu nunca me imaginei na condição de pessoa com deficiência, talvez pelo fato de não aceitar a realidade, mas deixando este papo de aceitação para outra hora. Estando neste universo uma coisa que me deixa muito bolado é este negocio ou você é um super herói, aquele sujeito digno de grande admiração, em virtude de sua grande coragem e imensa força de vontade, ou um deficiente coitadinho seria incapaz para tudo, inclusive e especialmente para tomar suas próprias decisões, ou seja, é um ser digno de pena. Eu não sei qual é o pior, o super-heróis não dispensa uma certa dose de pena, pois muita vez o que se ouve são frases do tipo: "Coitado, apesar de tudo, veja como ele é corajoso e determinado! Eu fico pensando como era a vida de uma pessoa com deficiência a 30 anos atrás, pois apesar de muita coisa ter mudado ainda existe muito preconceito, principalmente aquele preconceito camuflado, parece que as pessoas não tem consciência de que ninguém escolhe ter uma limitação e que todo mundo corre o risco de estar nesta condição. Na verdade, não é nem deficiente. É pessoa com deficiência – embora ninguém se dê ao trabalho de entender que a pessoa vem ANTES da deficiência. Abaixo deixo um texto que eu achei fantástico do site Crônicas da Surdez
mas eu acho um saco esse eterno endeusamento X coitadismo no que toca as pessoas com deficiência. Ou somos uns coitados dignos de pena. Ou somos heróis de superação. Não existe um meio termo, onde somos simplesmente humanos, tocando a vida como qualquer pessoa. Qualquer conquista nossa tem que ser louvada, elogiada, prestigiada, colocada num pedestal. E qualquer fracasso é sempre culpa da deficiência, coitadinho de nós. Tudo tudo tudo tem que girar em torno da deficiência. Nada pode ser analisado por si mesmo, tem que colocar a deficiência no meio. Mas, não adianta, eu não vou aceitar isso e achar que tudo bem. Vou reclamar sempre e brigar sempre pra pararem já com essa idiotice. Nem anjos nem demônios, seres humanos somente. O resto é detalhe!”
É uma pena que jornais e TV gostem tanto de apelar pro coitadismo, enquanto poderiam estar prestando um grande trabalho ao mudar o foco para o tema acessibilidade. Nós que somos surdos oralizados temos um longo caminho pela frente no que diz respeito a isso: falta acessibilidade para nós nas escolas, nas universidades, nos cursinhos preparatórios para concursos, nos cursos de idiomas, e por aí vai.

Autor:Paulo Ricardo trecho do texto acima do site cronicasdasurdez.com

(FDA) autorizou o início do primeiro estudo em humanos de um tratamento com células-tronco para pessoas com RP.

Primeiro ensaio clínico de um RP Terapia com células-tronco prestes a lançar

Os EUA Food and Drug Administration (FDA) autorizou o início do primeiro estudo em humanos de um tratamento com células-tronco para pessoas com retinite pigmentosa (RP). ReNeuron, uma empresa de desenvolvimento de células-tronco no Reino Unido, vai realizar o 15-participante, a Fase I / II julgamento de sua terapia emergentes da Massachusetts Eye and Ear Infirmary (MEEI).
Eric Pierce, M.D., Ph.D., diretor do Laboratório de Berman-Gund em MEEI e ex-presidente do Conselho Consultivo Científico da Fundação Fighting Blindness, será investigador principal do estudo. Dean Elliott, M. D., diretor associado do Retina Serviço MEEI, vai realizar a cirurgia. A Fundação desempenhou um papel na organização do julgamento e financiado investigação pré-clínica que tornou possível.
O tratamento é projetado para salvar e restaurar a visão em pessoas com moderada a RP avançado. Ela envolve a injecção de células progenitoras da retina humana (hRPCs), que são mais maduras do que as células estaminais embrionárias, mas não completamente desenvolvidos em fotorreceptores, as células na retina que tornam a visão possível. Os pesquisadores acreditam que uma vez que são injetadas sob a retina do paciente, os hRPCs irá desenvolver em, e funcionam como,, fotorreceptores maduros normais. Além de integrar com a retina do paciente para restaurar a visão potencialmente, espera-se que as células para retardar a degeneração de fotorreceptores existentes.
"Em primeiro lugar, temos de assegurar que este é um tratamento seguro. Trata-se de um tipo de célula que nunca foi injetado em um paciente antes ", diz John Sinden, Ph.D., diretor científico da ReNeuron. "Os dados pré-clínicos era muito limpo. Nós não ver qualquer reação imunológica ou tumores que seja ".
Ao avaliar a segurança é o objetivo principal do estudo, os investigadores clínicos também vai estar a olhar para as mudanças na acuidade visual, o campo visual, a sensibilidade da retina e da estrutura da retina.
Usando uma estratégia chamada de escalonamento de dose para ajudar a garantir a segurança, os investigadores irá aumentar o número de células injectadas como os doentes são tratados. Os três primeiros pacientes irão receber 250.000 células. Os três seguintes terá 500.000. Os três últimos receberá um milhão. Se não houver problemas, os investigadores vão continuar com a dose de células de um milhão de pacientes subsequentes.
"Baseado no que nós observamos nos primeiros nove pacientes, vamos considerar células injetar nas áreas das retinas dos seis pacientes finais, onde se pode obter um melhor efeito na preservação da visão," diz o Dr. Sinden. "Nós vamos aproximar-se da retina central e aumentar a área de cobertura. Em última análise, queremos que os dados para nos guiar na concepção de um pivot, de Fase III de ensaios para demonstrar a eficácia genuína. "
ReNeuron consultado com o Instituto de Pesquisa Clínica da Fundação (CRI) na concepção e organização do ensaio clínico inovador. "Tivemos o prazer de desempenhar um papel na obtenção de estudo da ReNeuron fora do chão", diz Patricia Zilliox, Ph.D., diretor de desenvolvimento de drogas no CRI. "Enquanto estamos sempre cauteloso sobre nossas expectativas nesta fase inicial de um estudo humano, que são, todavia, optimista. Este é um grande passo em frente para o que nós esperamos é reverter a cegueira ".
A Fundação também financiou décadas de pesquisa com células-tronco, incluindo os projectos de laboratório liderado por Michael Young, Ph.D., e Ray Lund, Ph.D., o que fez o tratamento da ReNeuron possível. Dr. Young conduziu o estudo preparatório final, em um modelo animal de grande porte, também financiado pela Fundação, antes ReNeuron pediu autorização do FDA para iniciar sua ensaio clínico.
"Este é um resultado maravilhoso para o culminar de 15 anos de trabalho", diz Dr. Young. "Estamos especialmente gratos a FFB para financiamento crítico do projeto."

Fonte : http://www.blindness.org/foundation-news/first-clinical-trial-rp-stem-cell-therapy-poised-launch

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Professora com Retinose pigmentar supera dificuldades e desfila em carnaval.

A pouca visão não impediu que a professora aposentada Silmara Coelho Moraes, de 53 anos, aproveitasse o carnaval da melhor maneira possível: desfilando no sambódromo do Anhembi, na Zona Norte de São Paulo. Foliã da Acadêmicos do Tatuapé, ela superou a dificuldade e dançou no chão na madrugada deste sábado (13), no desfile das campeãs.
"Todos os anos desfilei no chão, só em 2015 que não desfilei por conta da visão e chorei muito”, disse. “Esse ano foi minha estreia em carro alegórico, mas hoje queria desfilar no chão nessa noite das campeãs. A escola recebe muito bem que tem deficiência."
Com retinose pigmentar (doença que afeta a retina e provoca cegueira) há mais de 10 anos, ela saiu no carro alegórico Ratos e Urubus, em sua estreia em uma alegoria. "Nos primeiros quatro anos ainda enxergava melhor a escola, as fantasias. Em 2015 perdi mais a visão periférica." Ela sai há cinco anos pela escola.
Desde que sua visão ficou mais comprometida no ano passado, ela disse que a sensação de desfilar ficou mais intensa. "A emoção fica mais forte, parece que o samba bate mais forte no coração. Cada instrumento eu sinto, o surdo é sempre o surdo, ele dita o ritmo, mas o agogô sempre sobressai." Desfilando desde 2012, neste carnaval foi a primeira vez que ela incluiu fantasia na bengala.
Vice-campeã com uma homenagem à Beija-Flor de Nilópolis, a agremiação voltou ao Anhembi sem ensaio. “Não vai dar tempo de ensaiar novamente, mas vamos assim mesmo para mostrar a garra da escola”, brincou o rei do carnaval paulistano, Daniel Manzioni.

fonte:http://g1.globo.com/sao-paulo/carnaval/2016/noticia/2016/02/deficiente-visual-vence-dificuldades-e-desfila-no-chao-emocao-mais-forte.html

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Aprendi de meus amigos cegos e colegas que a cegueira não tem por que seguir sendo trágica.

Porquê Tememos aos Cegos? - Rosemary Mahone
Há alguns anos, quando mencionei a uma mulher que conheci em uma festa que dava aulas em uma escola para cegos, ela pareceu confundida. "Posso fazer-te
uma pergunta?
" - Disse. "Como falas com teus alunos?"
Expliquei-lhe que os estudantes eram cegos, não surdos. Levantando as palmas de suas mãos para mim, como para frisar ainda mais a incompreensão, ela disse:
"Sim, sei que não são surdos. Mas o que realmente quero dizer é: realmente falas com eles?"
Eu sabia, porque me havia sido feita esta pergunta antes por pessoas razoavelmente inteligentes, que a mulher não sabia exatamente o que queria dizer.
O único que sabia era que em sua mente existia uma barreira intelectual substancial entre os cegos e os videntes. Os cegos podiam ouvir, sim. Mas podem
entender corretamente?
Ao longo da história e em todas as culturas, os cegos têm sido denegridos por uma série de mitologias como esta. Têm sido percebidos de várias maneiras
como idiotas lamentáveis, incapazes de aprender, como mestres engenhosos do engano, ou como místicos possuídos de poderes sobrenaturais. Um dos mitos mais
persistentes sobre a cegueira é que ela é uma maldição de Deus pelas faltas cometidas numa vida passada, que encobre o cego na escuridão espiritual e o
faz não só perigoso, e ainda malvado.
A maioria dos estudantes cegos no Instituto Internacional de Empreendedores Sociais (International Institute for Social Entrepreneurs), em Trivandrum (Índia),
uma filial da Braille sem Fronteiras, veio do mundo em desenvolvimento: Vieram de Madagascar, Colômbia, Tibete, Libéria, Gana, Quênia, Nepal e da Índia.
Um de meus alunos, de 27 anos de idade, Sahr, perdeu a maior parte de sua vista em decorrência do sarampo, quando era um menino. (Como muitos meninos das
zonas rurais da África Ocidental, Sahr não havia sido vacinado.) Os residentes da aldeia de Sahr estavam seguros de que sua cegueira, sem dúvida, era o
resultado de bruxaria ou de ações imorais por parte de sua família, e poderia afetar negativamente a toda a aldeia. Rodearam sua casa e gritaram ameaças
e abusos. Confiscaram uma parte considerável da terra de seus pais. Com o tempo, os anciãos decretaram que o pai de Sahr deveria levar o menino à selva,
"onde vivem os demônios, e abandoná-lo ali". Os pais se negaram e fugiram da aldeia com seu filho.
Muitos de meus alunos tiveram experiências similares. Os pais de Marco, devotos católicos colombianos, rogaram a um sacerdote que rezasse uma missa para
que seu pequeno filho cego morresse antes de que sua existência trouxesse vergonha e dificuldades em seu lar. Os povoadores da remota aldeia tibetana de
Kyile insistiram em que ela, seus dois irmãos cegos e seu pai cego deviam todos suicidar-se porque não eram mais que uma carga para os membros videntes
da família. Quando, como menino em Serra Leoa, James começou a ver os objetos de cabeça para baixo por causa de uma enfermidade ocular, os aldeões estavam
seguros de que ele estava possuído por demônios.
Nestes lugares, as escolas para meninos cegos eram consideradas uma perda absurda de recursos e de esforço. Os professores das escolas normais se negaram
a educá-los. Meninos videntes os haviam ridicularizado, os enganaram, cuspiram e lhes jogaram pedras. E quando chegaram à idade de trabalhar, ninguém os
contratou. Durante uma visita ao Centro de Treinamento do Braille Sem Fronteiras no Tibete, conheci os meninos cegos que haviam sido oprimidos, disseram
que eram idiotas, foram encerrados em quartos por anos e anos e abandonados por seus pais.
Estes relatos que eram uma condição normal ou comum na Idade Média, tomaram lugar nos anos 1980, 1990 e 2000. Estão tomando lugar agora. Nove em cada 10
meninos cegos no mundo en desenvolvimento ainda não têm acesso à educação, muitos deles pela única razão de que são cegos.
Os Estados Unidos têm uma das taxas mais baixas de deficiência visual no mundo, e todavia a cegueira segue sendo uma das doenças físicas mais temidas.
Inclusive neste país os cegos são percebidos como um povo à parte.
Existe aversão aos cegos pela mesma razão de que existe a maioria dos prejulgamentos: a falta de conhecimento. A ignorância é um potente gerador de temor.
E o medo se converte facilmente em agressão e desprezo. Quem nunca passou mais de cinco minutos com uma pessoa cega poderia ser perdoado por crer - como
a mulher que conheci na festa - que há um abismo intransponível entre nós e eles.
Para a maioria das pessoas a vista é a principal forma pela qual interpretamos o mundo. Como podemos sequer começar a pensar em uma conexão significativa
com uma pessoa que não pode ver? Antes de começar a viver e trabalhar entre a gente cega, eu também me perguntei isso. Cada vez que via uma pessoa cega
na rua ficava olhando, paralizado, com esperança, de um mal-estar vago e visceral, que não ia a ter que me comprometer com ele. Em 1930, em seu livro,
"O Mundo dos Cegos", Pierre Villey, um professor francês cego de literatura, resumiu o carnaval aterrorizante dos prejulgamentos e superstições sobre os
cegos que se transmite através dos séculos. "A pessoa vidente julga os cegos, não pelo que são, mas pelo temor que a cegueira inspira... A revolta de sua
sensibilidade encarando "a mais atroz das enfermidades, enche uma pessoa vidente com prejulgamentos e dá lugar a milhares de lendas". A autora cega Georgina
Kleege, conferencista da Universidade da Califórnia em Berkeley, mais concisamente escreveu:
"Os cegos são, ou sobrenaturais, ou sub-humanos, esquisitos ou animais."
Acostumamos-nos tanto com a visão que temos, nos aferramos a ela de modo servil, e estamos tão oprimidos pelos dados superficiais, que inclusive a pessoa
vidente mais brilhante pode gastar um longo tempo, estupidamente, para reconhecer o óbvio: há, em geral, um perfeito estado de saúde, uma mente ativa humana
normal por trás desse par de olhos que olham sem ver.
Christopher Hitchens chama a cegueira: "um dos transtornos mais antigos e mais trágicos conhecidos pelo homem". Como de excluídos horrivelmente, e carentes,
nos sentiríamos ao perder o mundo e a forma de vida que a vista nos leva. A cegueira pode suceder a qualquer um de nós. Eu mesmo, cria estar seguro de
que preferiria morrer antes que ser cego; não poderia imaginar como ia a ter a força para seguir adiante encarando essa perda.
E contudo a gente o faz. Em 1749, o filósofo francês Denis Diderot publicou uma composição, "Carta sobre os cegos para o benefício dos que veem", na qual
descrevia uma visita que ele e um amigo fizeram à casa de um homem cego, filho de um professor de filosofia na Universidade de París. O homem cego se casou,
teve um filho, tinha muitos conhecidos, estava versado em química e botânica, sabia ler e escrever com um alfabeto em relevo, e ganhava a vida destilando
licores. Diderot escreveu con admiração do "bom sentido sólido" do homem, de sua ordem, de sua "surpreendente memória para sons" e vozes, de sua capacidade
para dizer o peso de qualquer objeto e de qualquer vasilha simplesmente sustendo-os em suas mãos, de sua capacidade para desmontar e tornar a montar as
máquinas pequenas, de sua agudeza musical e de sua extrema sensibilidade às mudanças atmosféricas.
O homem cego , talvez cansado de ser interrogado por Diderot e seu amigo como se fosse um animal de circo, com o tempo lhes fez uma pergunta
própria. "Percebo, senhores, que vocês não estão cegos. Estão é assombrados pelo que faço, e por que não pelo que expresso?" Mais do que qualquer de suas
habilidades sensoriais, era a autoestima do homem cego que surpreendeu mais a Diderot. "Este homem cego", escreveu,
"valoriza-se tal como ou talvez mais do que nós, os que vemos".
Aprendi de meus amigos cegos e colegas que a cegueira não tem por que seguir sendo trágica. Para aqueles que podem adaptar-se a ela, a cegueira se converte
num caminho a uma forma alternativa e igualmente rica da vida.
Uma das muitas ideias equivocadas sobre os cegos é que eles têm uma maior audição, um maior sentido do olfato e um maior sentido do tato que as pessoas
videntes. Isso não é estritamente certo. Sua cegueira simplesmente lhes obriga a reconhecer os dons que sempre tiveram, mas até agora haviam ignorado em
grande medida.
Há aluns anos, me permiti colocar uma venda nos olhos e fui levada pelas ruas de Lhasa por duas meninas cegas tibetanas adolescentes, estudantes do Braille
Sem Fronteiras. As garotas não haviam crescido na cidade, e contudo a haviam atravessado com facilidade, sem tropeçar ou perder-se. Tinham um destino específico
em mente, e a cada vez anunciavam: "Agora vamos à esquerda" ou "Agora giramos à direita", me vi obrigada a perguntar-lhes como sabiam isso. Suas respostas
me surpreenderam, sobretudo porque as pistas que estavam seguindo eram o som de muitos televisores em uma loja de eletrodomésticos, o cheiro do couro duma
sapataria, a sensação de paralelepípedos de repente sob os pés, mesmo que estivessem fora ao ar livre, para que qualquer um pudesse percebê-los, eram praticamente
ocultos para mim.
Pela primeira vez em minha vida me dei conta do pouco caso que dava aos sons, aos cheiros, de fato, a todo o mundo que se estendia mais além de minha capacidade
de ver.
O escritor francês, Jacques Lusseyran, que perdeu a visão na idade de 8 anos, entendeu que aqueles de nós que temos a visão estamos, em certo modo, privados
pela mesma. "Em troca de todos os benefícios que traz a visão, nos vemos obrigados a renunciar a outros cuja existência nem sequer suspeitamos".
Não pretendo sugerir que há algo maravilhoso na cegueira. Só há algo maravilhoso na resistência humana, a adaptabilidade e a ousadia. Os cegos não são
mais ou menos místicos, estúpidos, malvados, tristes, lamentáveis e enganosos que o resto de nós. É só nossa ignorância que os envolve nessas qualidades
ridículas. Quando Helen Keller escreveu:
"É mais difícil ensinar a ignorância do que pensar em ensinar a um homem cego inteligente o ver a grandeza das Cataratas do Niágara", ela estava falando,
obviamente, da elevação e da igualdade de valor do conhecimento.
Rosemary Mahone é a autora do livro da próxima aparição "Para benefício dos que veen: Envios do Mundo dos Cegos.

sábado, 23 de janeiro de 2016

O implante de olho que poderá extinguir a cegueira do mundo

Rhian Lewis, 49 anos, cega e mãe de dois filhos, recebeu o implante de olho biônico mais poderoso do mundo, e, graças a ele, conseguiu recuperar a visão. Aos cinco anos de idade, Lewis foi diagnosticada com retinite pigmentosa, uma doençaque afeta os fotorreceptores da retina, impedindo a absorção da luz. Desde então, seu olho direito ficou completamente cego e seu olho esquerdo reduzido a uma visão muito limitada. Uma vez que o nervo ótico não sofreu nenhuma lesão durante a doença, a questão passou a ser simplesmente como substituir os fotorreceptores afetados. Foi aí que surgiu uma técnica recente em desenvolvimento de uma empresa de engenharia alemã, a Retina Implant AG. Trata-se de um chip de 3x3 mm, que contém 1.600 eléctrodos, que captam a luz que entra nos olhos e ativa as células nervosas da retina, as quais enviam sinais elétricos ao cérebro através do nervo ótico. O procedimento não foi simples: o implante do chip na parte de trás do olho ocorreu no hospital John Radcliffe, de Oxford, e durou um dia inteiro. Depois da operação, Lewis passou a ver flashes de luz. Poucas semanas depois, seu cérebro começou a dar sentido e significado a esses estímulos externos. Para regular a sensibilidade, o contraste e a frequências das imagens, a paciente conta com um dispositivo sem fio com mostradores que ela opera com as mãos. Embora essa tecnologia ainda tenha um longo caminho a percorrer, está claro que seu propósito é melhorar a qualidade de vida de milhões de pessoas em todo o mundo.


fonte:http://guamarenatela.blogspot.com.br/2016/01/o-implante-de-olho-que-podera-extinguir.html

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Britânica com Retinose pigmentar se surpreende ao conseguir ver as horas após implante de olho biônico

Lewis, de 49 anos, começou a perder a visão quando ainda era criança, aos 5 anos, devido à retinose pigmentar. Ela perdeu totalmente a visão no olho direito e a maior parte do olho esquerdo.
"Com meu olho direito eu meio que consigo me mover (guiada) pela luz. Se está claro lá fora, eu meio que vou em direção à janela ou, se está escuro e as luzes estão acesas, navego (guiada) pelas lâmpadas, como uma mariposa", disse.
Em 2015 ela viajou até Oxford para fazer o implante do olho biônico: um chip minúsculo de 3 por 3 milímetros no olho direito.
O dispositivo substitui as células sensíveis à luz na retina e está conectado a um computador, também minúsculo, colocado embaixo da pele atrás da orelha de Lewis.
Quando o dispositivo é ligado, usando uma bobina magnética aplicada à pele, os sinais vão até o nervo ótico e, em seguida, para o cérebro.
Lewis ainda tinha o nervo ótico intacto e todas as conexões necessárias para a visão, mas a mente dela precisava de tempo para se ajustar aos sinais que, depois de tantos anos, foram "religados".
Um dos primeiros testes feitos pelos médicos verificou se ela conseguiria enxergar luzes piscantes em uma tela de computador em uma sala escura. E ela conseguiu.
Depois, checaram se ela podia distinguir objetos brancos em um fundo preto, um prato branco sobre uma toalha de mesa preta - algo que ela não conseguiu fazer muito bem.
Em outro teste, os médicos colocaram um mostrador de relógio grande, feito de papelão e com ponteiros claros, para verificar se ela conseguiria ver as horas.
Lewis conseguiu e ficou muito feliz com o resultado.
Depois, a britânica começou a testar o dispositivo nas ruas.
"Havia um carro, um carro prateado e eu não conseguia acreditar pois o sinal estava muito forte e também havia o sol brilhando no carro prateado. E eu fiquei tão animada, fiquei bem emocionada!", afirmou.
O chip tem poder de resolução de menos de 1% de um megapixel, o que não é muito em comparação com uma câmera de um celular, por exemplo, mas tem a vantagem de estar conectado ao cérebro humano, que tem mais de 100 bilhões de neurônios para processar informações.
Se os demais testes clínicos em Oxford forem bem-sucedidos, é possível que o implante seja disponibilizado no serviço público de saúde britânico, o NHS, e a equipe também espera que a tecnologia possa ser aplicada para outros problemas de visão.

Fonte:
BBCBrasil.com

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Minha experiência de ver o mar pela primeira vez antes que seja tarde

Alguns dias atrás realizei um desejo meu, que era de conhecer o mar ainda este ano, e graças a Deus este desejo foi realizado. Tem uma frase que gosto muito que diz assim, se você não pode mudar seu destino, mude sua atitude. hoje já com apenas de 5 a 15% de visão estou bem consciente que a perca total da visão pode ser uma realidade. E a gente vai percebendo que viver se lamentando não muda circunstancias e que o melhor caminho e fazer aquilo que a gente tem vontade e aproveitar este mundo visual que ainda me resta. Mas falando sobre minha experiência de ver o mar pela primeira vez, foi muito bom amigo, eu senti como eu era pequeno e insignificante perante a imensidão do oceano e do universo e do criador. Apesar de já não conseguir ver muitas coisas que estava ao meu redor e naquele horizonte o pouco que eu vi vai ficar na memória, e claro nesta horas os outros sentidos se afloram como o som das ondas, aquela brisa do mar foi muito Boa de sentir. Não que eu pense que pelo fato de a pessoa não ver mais não existe mais sentido em viajar e conhecer novos lugares, mas querendo ou não o mundo ele é muito visual e agente enquanto ainda resta um vestígio de visão agente se apega aquele desejo de poder ver de querer olhar, mas se um dia este sentido for embora a gente tem que aprender a conviver com os demais sentido. Um dia conversando com um amigo que ficou cego pela retinose ele me dizia que já tinha se acostumado a não ver mais e que pra ele não fazia muita diferença se ele tivesse a oportunidade de voltar a enxergar, ele dizia que era algo que ele queria mas que não ficava grilado com isso, tipo assim se um dia eu poder voltar a ver bem se não poder amém. Fiquei imaginando se um dia vou conseguir pensar desta forma, espero que sim por que a vida fica muito mais fácil de ser vivida.

autor:Paulo Ricardo